pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: O eleitor "pendular". Decifra-me ou te devoro.
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terça-feira, 7 de julho de 2026

Editorial: O eleitor "pendular". Decifra-me ou te devoro.



Publicamos por aqui, não faz muito tempo, uma matéria sobre aquele eleitor mais independente, que não se inclina ou se identifica com a recalcitrante polarização política entre bolsonaristas e petistas. Quem alertou para este assunto foi o marqueteiro João Santana, que trata esses eleitores como integrantes de um grupo denominado por ele de centrão sociológico. Logo em seguida,  vieram as pesquisas de institutos como o Datafolha, apontando que, provavelmente, esse contingente soma 27% dos eleitores brasileiros. Publicamos um texto por aqui tratando deste assunto, que vem sendo muito acessado. Hoje, 07, tomamos conhecimento de um instituto que já vem realizando pesquisas qualitativas com tais eleitores, que já vem sendo tratados como eleitores pendulares. 

Trata-se de um contingente do eleitorado que decide a eleição, segundo avalia João Santana, e que não se move necessariamente contingenciado ideologicamente na definição do seu voto. No bojo dessa discussão, trouxemos aqui as referências dos estudos realizados pelo cientista político polonês Adam Przeworski, onde ele trabalha a questão da definição do voto pelo eleitor. O que leva um eleitor a votar neste ou naquele candidato. O que ele, de fato, considera na hora de depositar o seu voto na urna? Quais fatores ou interesses são determinantes nesta hora? Przeworski traz alguns exemplos interessantíssimos, conforme já expusemos ali, o que torna o estudo algo bastante motivador.

A disputa presidencial deste ano, segue polarizada entre petistas e bolsonaristas. Os bolsonaristas tentam estancar algumas fissuras internas neste momento, enquanto o Planalto tenta entender o que levou a boca do jacaré das pesquisas a voltar a se fechar novamente. Lula estava abrindo uma vantagem constante, mesmo que pequena, em relação ao adversário Flávio Bolsonaro. Ambos possuem um eleitorado consolidado. A grande batalha mesmo são esses 27% que decidem a eleição, conforme observa João Santana. Quem conquistá-los ganha a eleição.  


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