Crédito da Foto: Blog do Magno
A governadora Raquel Lyra, enfim, definiu sua chapa ao Senado Federal, de acordo com matéria publicada no blog do Magno, no dia de ontem, 07. A chapa será composta pelo deputado federal Túlio Gadelha, do PSD, e pelo ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, da federação União Progressista. Pelo menos em relação ao nome de Miguel, a família Coelho alimentava a expectativa de que ele seria confirmado num evento de São João realizada naquela cidade, que contou com a governadora Raquel Lyra. Segundo a matéria, a governadora tratou de aparar as arestas junto à federação União Progressista, inclusive admitindo que, em momento anterior, havia pensado em reservar as duas vagas para a federação. A decisão foi oficializada junto à cúpula da federação União Progressista, ou seja, o senador Ciro Nogueira e Antônio Rueda. Na ocasião, elogiou a lealdade do ex-prefeito de Petrolina.
A chagada de Túlio Gadelha ao grupo palaciano tinha como objetivo inicial manter as portas abertas a um eventual palanque duplo de Lula no estado, possibilidade cada vez mais remota. Não se pode servir bem a dois senhores, já recomendava as Sagradas Escrituras. Corria-se o risco de não servir nem a um nem ao outro, algo que deve ter sido ponderado pelo governadora, que consolidou sua aliança com os representantes da família Ferreira, um grupo político identificadíssimo com o bolsonarismo. Provavelmente, nem o Túlio aceitaria mais a árdua missão de representar o Planalto na chapa de Raquel. Seria um contorcionismo ideológico dos diabos.
Por falar no Blog do Magno, recomendamos um podcast realizado com o governador do Ceará, Elmano de Freitas, que disputa a reeleição naquele estado. O Ceará promete uma disputa eleitoral das mais acirradas das próximas eleições. Por diversos motivos, a disputa está sendo nacionalizada, atraindo os olhares do país inteiro para o que ocorre naquela quadra política. Ciro Gomes nacionalizou o discurso e tornou-se o pivô das indisposições entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Michelle não concorda com o apoio dos bolsonaristas do estado nome de Ciro para o Palácio da Abolição. Naturalmente, a motivação das indisposições são maiores, mas este é um dos pontos.

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