Ontem, 09, numa iniciativa do sistema Verdes Mares\Diário do Nordeste, ocorreu mais um debate entre os candidatos que concorrem ao Governo do Ceará, Ciro Gomes(PSDB-CE) e Elmano de Freitas(PT-CE). Os debates são sempre bem-vindos, independentemente de sua temperatura. Salvo melhor juízo, aqui em Pernambuco, que sai sempre atrasado nessas discussões, estão programados dois debates para o dia de amanhã, 11. Um em Caruaru e outro na capital do estado, com a participação dos candidatos que disputam a cadeira do Palácio do Campo das Princesas, a governadora Raquel Lyra(PSD-PE), o socialista João Campos e o psolista Ivan Moraes. No Ceará o clima esquentou a partir de um determinado momento, depois que o candidato Ciro Gomes expôs eventuais casos de corrupção no Governo Elmano de Freitas.
Já antecipávamos por aqui que teríamos uma eleição bastante acirrada naquele estado, quando forças que controlam o Palácio da Abolição iriam jogar todas as fichas para se manter no poder, enquanto as forças que gravitam em torno do nome de Ciro Gomes não mediriam esforços para apear o PT do comando do estado. Depois de muitas especulações em torno de sua vinculação a bolsonaristas, o candidato Ciro Gomes reafirmou que não é petista nem bolsonarista, pois esteve lutando contra esta polarização nas quatro vezes em que disputou o Palácio do Planalto. De fato, sim, tendo escrito, inclusive um livro sobre o seu projeto de governo caso chagasse ao Palácio do Planalto, onde critica abertamente as duas propostas dos polos opostos da polarização.
No caso do Ceará, assim como ocorre em relação a outros entes federados onde as disputas estão acirradas, esse acirramento de ânimos na reta final já era esperado. Na Bahia, por exemplo, o candidato governista Jerônimo Rodrigues(PT-BA) tem se recusado a participar dos debates. No plano nacional, então, com os dois principais concorrentes rigorosamente empatados, as escaramuças estão armadas e não se surpreendam com o seus reflexos até o dia 04 de outubro. Apertem os cintos. O país entrou numa crise institucional sem precedentes.

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