Tomamos conhecimento, através da coluna Cena Política, do Jornal do Commércio, que o Republicanos negocia o apoio à pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, do PL. Isso muda o jogo a disputa no estado, onde o Republicano já está representado na chapa do candidato João Campos(PSB-PE) ao Governo do Estado? Sim e não. João perde em termos de narrativa discursiva, onde procurava manter-se fielmente ao campo de esquerda, empurrando à adversária Raquel Lyra(PSD-PE) um eventual flerte com a direita bolsonarista. Flerte aqui é apenas forma de expressão, principalmente quando se sabe que ele usa tal discurso como estratégia de campanha.
O fato de ter, entre integrantes de sua chapa, um nome do Republicanos, o vice Carlos Costa, dilui em certa medida tal narrativa discursiva. Por outro lado, em se sabendo como se dão os arranjos regionais - que nem sempre correspondem ao que é celebrado nos escaninhos de Brasília - não haveria problema algum. Ademais, segundo anda a Coluna, o partido em Pernambuco teria que continuar assim mesmo, com o apoio ao nome de João Campos ao Governo do Estado. Muito provavelmente trata-se de um tema a ser explorado durante a campanha, principalmente por ocasião dos debates públicos, mas, até que ponto isso possa influenciar o comportamento do eleitorado, estamos aqui diante de uma longa distância, até porque, no plano nacional, os Costa sempre estiveram com Lula.
Quando Sílvio Costa foi indicado ao cargo de Ministro de Portos e Aeroportos de Lula, desde aquela época já se especulava acerca de tal conveniência, uma vez que os Republicanos tinham o governador Tarcísio de Freitas como pré-candidato à Presidência da República. São coisas da nossa política. Sílvio Costa, aliás, salvo melhor juízo, não era considerado "cota" do partido Republicanos no Governo Lula. Por outro lado, há de se considerar a inegável lealdade de Sílvio Costa ao Governo Lula 3, o que minimiza as opiniões em contrário.

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