pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO.
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Editorial: A repercussão negativa dos recursos recebidos pela Escola de Samba Beija-Flor para homenagear Maceió.



A julgar pelas manifestações pelas redes sociais, repercutiu muito mal o recebimento de recusros públicos pela Escola de Samba Beija-Flor para fazer uma homenagem à cidade de Maceió, que é administrada por um prefeito ligado ou do grupo político do Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, que, aliás, desfilou no sambódromo durante a apresentação da escola. Naturalmente que alguns internautas, sobretudo os ligados ao PT, possuem uma indisposição orgânica com o alagoano. Neste caso, porém, o motivo dos questionamentos dizem respeito à origem dos recursos que financiaram a escola de samba. 

Especula-se que tenham sido recursos da União, transferidos através das emendas parlamentares, o que não seria improvável, pois o próprio prefeito admite esta hipótese. O mais razoável aqui é que os recursos fossem provenientes do erário municipal ou talvez amealhado entre o setor privado. Seja como for, a polêmica está posta. Não chegamos a acompanhar o desfile, para termos uma ideia de como a escola de samba explorou o potencial da capital alagoana, que possui uma das orlas mais bonitas do país. O que não falta é o que explorar com a criatividade dos carnavalescos da escola. 

Tal exposição vem num bom momento, quando se percebe o aumento expressivo do fluxo de turistas estrangeiros ao país. Existe a estimativa de que, de fato, isso funcione. Outra fonte de estímulo ao turista são as plataforma de streaming. Quando a cidade é retratada numa série, por exemplo, há um grande interesse dos turistas pelo local. Nem mesmo os altos índices de violência em estados como o Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia afungentam os turistas. As taxas de ocupação dos hotéis nesses estados quase chega aos 100%. 

Neste final de ano, mesmo com as notícias negativas sobre as minas da Braskem, onde, em exagero, se sugeria que a cidade poderia literalmente afundar, Maceió recebeu um grande fluxo de turistas para as festas de revéillon. A cidade tem uma orla belíssima, uma gastronomia de deixar qualquer um com água na boca, como o chiclete de camarão, o sururu no capote, entre outros prátos típicos do local. A orla é bom policiada, registrando poucas ocorrências de violência. No seu entorno, a poucos quilômetros, existem outros inúmeros atrativos, como a Praia do Francês, Praia do Gunga, Barra de São Miguel, entre outras. 

P.S.: Do Contexto Político: Ainda não está muito claro de onde provieram os recursos, estimados em 08 milhões de reais, que financiaram o desfile da Escola de Samba Beija-Flor. Segundo João Henrique Caldas, Prefeito de Maceió, aliado de Arthur Lira, tais recursos seriam captados junto à iniciativa privada, sob o regime de renúncia fiscal e através de emendas parlamentares. Alguns dos principais jornais também insinuam que tais recursos, de fato, possam estar vinculados às famigeradas emendas parlamentares. Ao fim e ao cabo, no entanto, estão surgindo outros questionamentos até mesmo mais complicados. Fazemos tais esclarecimentos aos leitores apenas para deixar claro que não há uma informação precisa sobre se tal recursos sejam mesmo provenientes de emendas parlamentares. 

Editorial: Governadores de oposição não se manifestam sobre investigações contra Bolsonaro.



Dependendo das manifestações, talvez seja mesmo mais prudente permanecer calado. Evita-se os reparos ou arrependimentos. Um general de Exército, hoje ocupando cargo no Legislativo, sugeriu que as FFAA teriam que se pronunciar sobre as últimas operações da Polícia Federal, que envolveu a prisão de militares da ativa, arrolados nas invesigações sobre as tessiturar de um eventual golpe de Estado. O cidadão voltou atrás, embora tarde, colocando-se como legalista, mas tem se pronunciado em favor de intervenções militares desde a época do Governo da presidente Dilma Rousseff. 

Salvo melhor juízo, há duas representações de partidos de oposição contra ele. Vamos aguardar como o judiciário irá se pronunciar a esse respeito. Algo que pode ser enquadrado como um siêncio ensudercedor por alguns setores diz respeito aos governadores de oposição, alguns deles bolsonaristas confessos, que não se pronunciaram contra as investigações de eventuais tramas inconstitucinais contra as instituições democráticas do país. 

Esses governadores parecem adotar a seguinte estratégia: é bom ter Jair Bolsonaro por perto, em razao de seu inegável capital político ainda preservado, mas longe das encrencas nas quais o ex-presidente está metido até a medula ou mesmo dos grupos mais radicais do bolsonarismo, que poderiam afungentar alguns setores conservadores menos identificados com o bolsonarismo. É neste prisma, por exemplo, que podemos enquadrar a estratégia adotada pelo governador Ronaldo Caiado, de Goiás, que, segundo dizem, estaria pavimentando seu caminho para o Palácio do Planalto, na esteira de uma gestão polêmica, mas muito bem-avaliada pela população do Estado. 

Ontem saiu esta que talvez seja a primeira pesquisa de intenção de voto sobre o xadrez das eleições presidenciais de 2026. Consoante os escaninhos da política, é tida como certo um projeto de reeleição do morubixaba petista. O núcleo duro do seu entorno, de onde se espera que surja o nome ungido para sucedê-lo, já sabe que terá que esperar para 2030. Para variar, estamos diante de uma polarização renitente. Segundo o Instituto Paraná Pesquisas, Lula aparece com 28,6%, enquanto Jair Bolsonaro crava 26,4%. O que consideramos curioso é que Jair Bolsonaro, em nenhum momento, entra no mérito de sua inelegilidade até 2026, o que deve aumentar as expectativas dos bolsonaristas.  

Editorial: A Ministra da Saúde, Nísia Trindade, tornou-se o alvo principal da oposição bolsonarista.



 

Primeira mulher a chefiar o Ministério da Saúde, Nísia Trindade, nos últimos meses, tornou-se a integrante do Governo Lula mais convocada para audiências no Legislativo. Salvo pelo gongo da indicação para o STF, o ex-Ministro da Justiça, Flávio Dino, havia se tornado o alvo principal da oposição bolsonarista até então. E vamos ser francos. A motivação é de caráter eminentemente política, embora por vezes justificadas com argumentos republicanos ou de interesse público. Com um dos maiores orçamentos da União, O Ministério da Saúde passou a ser alvo da cobiça do Centrão, este famigerado grupo político encastelado no Congresso, que se especializou em chantagear o Executivo. 

Não tendo entregue o ministério ao grupo, ainda assim tramita naquela pasta robustas emendas do interesse do grupo, que nem sempre se dá por satisfeito com a sua destinação. Curioso que, no auge dessas especulações em torno da mudança no ministério, o pessoal já tinha um nome de um médico a ser indicado ao cargo. Se a questão fosse apenas de gênero, este também não seria o problema, uma vez que eles chegaram a propor, igualmente, uma alternativa feminina. 

A questão é bem outra. Entregar o Ministério da Saúde ao Centrão seria descaracterizar completamente o Governo Lula. Nísia é coisa nossa. Cientista competente, forjada em valores republicanos e do mais genuíno interesse público. Nísia entrou na cota do conjunto de forças populares, do campo progressista que elegeu Lula presidente pela terceira vez. Felizmente o morubixaba petista também entendeu assim e recusou-se a negociar sua saída da pasta, numa atitude das mais coerentes.  

Um outro dano desastroso seria em relação ao SUS, fortalecido na atual gestão. Se dependesse dos bolsonaristas, o melhor serviço de saúde do mundo já estaria sendo vilipendiado até a completa extinção. Somente para que tenhamos uma ideia sobre a importância do SUS, um colega nosso professor, esteve recentemente em Portugal. Ele é diabético e sofreu um arranhão no dedo de um dos pés. Procurou dois hospital para fazer um curativo e em ambos teria que pagar pelo tratamento na ferida. Um deles um pouco mais em conta, no outro um pouco mais caro, mas, em ambos, teria que arcar pelo serviço. 

Charge! João Montanaro via Folha de São Paulo

 


domingo, 11 de fevereiro de 2024

Editorial: Primeira sondagem do Paraná Pesquisas sobre as eleições presidenciais de 2026.



Nas hostes petistas não existe mais qualquer sombra de dúvídas de que o presidente Lula irá tentar a reeleição em 2026. Por outro lado, para o eleitorado bolsonarista raiz, não há nenhum substituto para o ex-presidente Jair Bolsonaro, embora o capitão tenha sido declarado inelegível pelo TSE até 2026. É curioso esse comportamento do eleitorado. É como se tais eleitores desconsiderassem completamente esta condição imposta ao ex-presidente. 

Outra questão, igualmente preocupante, trata-se da renhida e intermitente polarização entre petistas e bolsonaristas, que tende a se repetir nas eleições de 2026, e que somente danos institucionais tem produzido ao país. Em tais situações, como advertia o sociólogo jamaicano Stuart Hall, da Escola dos Estudos Cultuais Inglesa, em situações assim, geralmente, um dos polos só se sentirá satisfeito quando esmagar a cabeça do outro.É basicamente isto o que está ocorrendo. 

Trancorrido mais de um ano das últimas eleições, os bolsonaristas raízes ainda não aceitaram a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, o Instituto com a melhor performance de acertos do último pleito, Lula aparece com 28,6% e Jair Bolsonaro com 26,4%. Tarcísio de Freitas com 3,5% e Michelle Bolsonaro com 2,7%. Embora seja o ator mais emplumado do bolsonarismo depois de Jair Bolsonaro, por vezes, convém levar a sério quando o governador de São Paulo afirma que, no momento, seu projeto é o de renovar o mandato como governador. 

Um mandato geralmente é muito pouco e acreditamos que ele se sinta, realmente, em melhores condições de assumir uma candidatura presidencial apenas em 2030, quando o campo governista deverá apresentar um outro nome para a disputa. Em todo caso, na ausência de Jair Bolsonaro da disputa, pelas razões já explicadas, o nome de Tarcísio de Freitas surge no radar como o herdeiro mais legítimo do espólio do bolsonarismo, conforme sugere as conclusões da pesquisa. 

Editorial: O Ministro Alexandre de Moraes determina soltura de Valdemar da Costa Neto.



Não é da nossa praia, mas nos parece que, pelo andar da carruagem jurídica, essa de encontrar pepita de ouro irregular, assim como portar arma de fogo irregularmente pode complicar o indivíduo. Tanto isso é verdade que o juiz que participou da audiência de custódia do Presidente Nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, optou por mantê-lo preso. Em todo caso, logo em seguida, o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a soltura do dirigente do maior partido de oposição do país. 

Conforme já antecipamos, a operação de buscas e apreensões na sede do PL, salvo melhor juízo, tinha como prioridade a sala do ex-presidente Jair Bolsonaro, onde foram encontrados documentos apócrifos comprometedores, relativos a uma suposta intentona ou urdidura que atentava contra as instituções democráticas do país. Curiosa são as explicações, nada convincentes, para aquele documento encontrar-se ali depois de tanto tempo. 

Naturalmente que manter o presidente do maior partido de oposição preso teria um custo político bastante alto. Não seria improvável que tal ponderação tenha sido feita. Há uma ampla mobilização de setores oposicionistas, num clima de beligerância, contra o Executivo e, principalmente, no sentido de um enfrentamento ao Poder Judiciário. Os bombeiros são sempre bem-vindos e, neste caso, cumprem um papel importantíssimo no sentido de desarmar esse clima de polarização que está produzindo danos consideráveis ao país. 

Hoje é tido como certo o projeto de reeleição do morubixaba petista nas eleições presidenciais de 2026. No último encontro da legenda, que completou no dia de ontem 44 anos de existência, a militância foi conclamada a esgarçar ao limite a "demonização' do bolsonarismo, o que significa levar ao limite tal polarização. Nos encontros recentes com o governador paulista, Tarcísio de Freitas, hoje o mais ilustre representante do bolsonarismo depois do capitão, Lula, num momento de lucidez, enfatizou a necessidade de "normalizar' as relações políticas. Oxalá esses momentos de lucidez se tornem mais recorrentes.  

Charge! Jean Galvão via Folha de São Paulo

 


Editorial: Existe a possibilidade do tenente-coronel Mauro Cid ter ocultado algumas informações importantes.



A Polícia Federal tem sido bastante bem-sucedida nessas operações de buscas e apreensões, no curso das investigações sobre a trama golpista que culminou no badernaço contra a sede dos Três Poderes da República no último dia 08 de janeiro.  Não raro, encontra algo mais do que estava previsto. Hoje circulou a notícia de que, em tais operações, eles estão chegando à conclusões de que a delação do ex-ajudante de ordens da Presidência da República, o tenente-coronel do Exército, Mauro Cid, em seu depoimente, possa ter ocultado algumas informações importantes, o que põe sob risco o acordo de colaboração premiada, que prevê alguns benefícios para o réu. 

A essa altura do campeonato, caso se confirma uma ocultação deliberada de informações, há de se perguntar o que ou quem Mauro Cid poderia está tentando proteger. Segundo divulgaram alguns órgãos de imprensa, se ficar realmente constatado que ele deixou de mencionar alguns fatos importantes, a colaboração premiada poderia ser revista pela Polícia Federal. Hoje se sabe que o militar não era um simples ajudante de ordens ou era um ajudante de ordens com alguma atipicidade. Outro fato inegável é que ele sabia muita coisa sobre os estertores da Presidência da República, então sob o comando de Jair Bolsonaro. 

Há envolvimento dele com as supostas irregularidades com o cartão de vacinação, com a "tramitação" igualmente nebulosa das jóias das arábias, entre outros problemas. Com relativo apoio popular e cercado de militares "sensíveis" às investidas autoritárias, não há porque se surpreender que o governante de turno almejasse, quem sabe, algo do que Nayib Nukebe fez em El Salvador, abortando o Congresso, destituindo membros do judiciário e adotando medidas drásticas e usurpadoras dos direitos humanos - mas populares - contra a criminalidade no país. Aliás, não deve ser sem motivos que o presidente de El Salvador, recentemente reeleito, tornou-se um dos queridinhos dos bolsonaristas radicais no país, que festejaram sua vitória. 

Soubemos recentemente que o MBL, que deseja tornar-se um partido político, cujo principal representante no país é o Deputado Federal Kim Kataguiri(UB-SP), que será candidato a prefeito de São Paulo nas próximas eleições municipais, enviou emissários para a acompanhar as recentes eleições presidenciais naquele país. Não se trata de uma candidatura ainda consolidada, embora o projeto conte com o aval de caciques da legenda, como é o caso do neto de Antônio Carlos Magalhães, ACM Neto. No contexto da política local, os principais integrantes da legenda preferiam compor a grande frente que o atual prefeito Ricardo Nunes está formando, de olho na reeleição.      

sábado, 10 de fevereiro de 2024

Editorial: A pepita que encrencou Valdemar.


Salvo melhor juízo, o Presidente Nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, a despeito do relevante cargo que ocupa, era um alvo secundário por ocasião da última operação realizada pela Polícia Federal. O alvo principal, nas operações de buscas e apreensões, seria a sala do ex-presidente Jair Bolsonaro, onde ainda foram encontrados documentos apócrifos relativos às tessituras antidemocráticas que culminaram com o 08 de janeiro. Valdemar deu o azar de os agentes encontrarem uma arma irregular e uma pepita de ouro, avaliada em R$ 12 mil reais, ainda mais irregular, uma vez que pode se tratar de usurpação ilegal de mineral da União, de acordo com especialistas no assunto.  

Se ficar comprovado que tal pepita foi extraída de forma ilegal, agrava ainda mais a situação do presidente da legenda. Valdemar alega que a pepita foi recebida como um presente doado por um amigo. Seja lá como for, a situação tornou-se ainda mais comoplicada para o político, que não teve sua prisão relaxada durante a audiência de custódia. Seus advogados estão entrando com uma petição de soltura junto ao Ministro Alexandre de Moraes. Perdão aos diletos leitores por usarmos termos genéricos por aqui. Afinal esta não é a nossa praia. 

O que os liberais consideram bastante preocupante é a determinação judicial de que os envolvidos não troquem conversas entre si, o que pode significar sérios embaraços no contexto das eleições municipais que se aproximam. Valdemar preside o partido e Bolsonaro é o principal puxador de votos da legenda. A revogação dessa medida restritiva pode chegar até as eleições, previstas para outubro,o que poderia produzir alguns problemas para legenda, segundo eles. Não acrditamos que possa perdurar por tanto tempo. 

Com 99 deputados federais, o PL é o principal partido de oposição ao Governo Lula. Em meio a tantas intempéries, segundo comenta-se, o Palácio do Planalto aposta na possibilidade de atrair opositores para a sua base de sustentação política fragilizada. Mesmo em tais cricunstâncias, pelo andar da carruagem política, é pouco provável que o Governo seja bem-sucedido em tal empreitada. Conforme comentamos pelo manhã, o mais provável é uma batalha campal pela frente.     

Editorial: Lula retoma diálogo com Arthur Lira e assessores. Agora vai?


No Brasil, as rusgas entre os Três Poderes da República chegaram a um estágio profundamente preocupante. No dia de ontem, o morubixaba petista abriu as portas do Palácio do Planalto para receber o Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Logo após aparar as arestas com o alagoano, recebeu seus assessores diretos numa tentativa de afinar o violino. O líder do Governo na Câmara dos Deputados, o Deputado Federal José Guimarães, do PT do Ceará, e o seu Ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. 

Não confirmamos a presença do Ministro da Casa Civil, Rui Costa, mas, pelo menos nas conversas, ele também esteve presente à reunião. Arthur Lira(PP-AL) não esconde de ninguém que tem uma interlocução de melhor nível com o Ministro da Casa Civil. Aliás, segundo comenta-se nos escaninhos da política, a cabeça de Padilha já teria sido solicitada. Lula, entretanto, não entregou o escalpo. O país mergulhou numa profunda crise institucional. O diálogo é sempre importante, mas parece-nos que já entramos numa guerra declarada entre os Três Poderes da República. 

Depois dos últimos eventos, o Legislativo prepara um conjunto de medidas sensivelmente contra o Poder Judicário, naquilo que poderíamos tratar por aqui como afiar as armas, como se as vias diplomáticas estivessem obstruídas. Essa é a crua realidade.  Em relação a Lira, por exemplo, estamos carecas de saber sobre os reiterados gestos de diálogo do Executivo em relação ao Presidente da Câmara dos Deputados. No primeiro "atraso' do Governo em atender o pleito do Centrão, as coisas voltam à estaca zero. 

Sinceramente? Não acreditamos que dessa vez as coisas seriam diferentes. Trata-se de uma curta Lua de Mel, sempre com um ônus pesado a ser pago pelo Executivo, que deve ceder, mais uma vez, voltando atrás nos vetos das emendas de comissão, na reoneração da folha de alguns setores da economia e coisas assim. Durante o seu discurso, por ocasião da reabertura dos trabalhos do ano no Legislativo, Lira chegou a insinuar que o orçamento era prerrogativa do Poder Legislativo. Na prática, não estava exagerando.  

Editorial: As movimentações de Lula para "furar a bolha".



Sob certos aspectos, a estratégia eleitoral adotada por Lula, de olho nas eleições municipais de 2024, está correta. Focar em regiões fora do eixo nordestino, como no caso de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, pode levar o PT a equilibrar o jogo nesses três maiores colégios eleitoais do país, assegurando os dividendos praticamente certos na região Nordeste, onde a preferência do eleitorado pela agremiação petista vem se reproduzindo desde algum tempo. 

São Paulo, inclusive, possui o que já obordamos por aqui como o "cinturão paulista", ou seja, um conjunto de cidades, em torno da capital, com um eleitorado expressivo, superior a um milhão de eleitores. Ao tornar a eleição de Guilherme Boulos numa verdadeira obcessão, penso que o petisra tembém não deve se descuidar dessas cidades. No Rio de Janeiro, reduto eleitoral do bolsonarismo, o petista aposta suas fichas na reeleição de Eduardo Paes. O principal nome do bolsonarismo para concorrer à Prefeitura da Capital encontra-se encrencado com essa tal ABIN Paralela. 

Até aqui tudo bem. O problema é quando eles insistem na polarização, algo que vem esgarçando o país. Penso que os eleitores já chegaram a mesma conclusão do sociólogo jamaicano, Stuart Hall, que já advertiu que o resultado desse jogo só termina quando um dos polos esmagar o outro. Por outro, lado observamos com alguma preocupação, a capilaridade obtida por alguns representantes do bolsonarismo raiz nas principais capitais do país. Isso talvez tenha sido construído na esteira dos bons ventos que sopraram a favor dos bolsonaristas desde as eleiões passadas. 

Há uma tendência oposicionista consolidada junto ao eleitorado. Por isso, ficamos, de uma certa forma até surpresos, quando, no dia de hoje, o Instituto Paraná Pesquisa traz o resultado de uma pesquisa de intenção de voto em Goiânia, capital de um Estado governado por forças oposicionistas, Ronaldo Caiado. A delegada e Deputada Federal Adriana Accorsi, do PT, lidera em todos os cenários a corrida pela prefeitura da capital em 2024. No último encontro da legenda petista, para se discutir exatamente a estratégia eleitoral para as eleições municipais de 2024, a tese da polarização voltou a ganhar fôlego. Isso não conduzirá o país aos bons tempos de normalidade.     

Charge! Folha de São Paulo

 


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Editorial: Por que documentos com conteúdos golpistas ainda se encontravam na sede do PL?



Eis aqui uma questão difícil de responder. Alguns afirmam que a trupe golpista, que desejava rasgar a Constituição, era amadora, deixou vídeos gravados, documentos escritos, tudo que poderiam auto-incriminá-los.  Segundo a versão do advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, o documento encontrado pela PF era apenas uma cópia impressa, a pedido do ex-mandatário, que não costuma ler documentos através do aparelho celular. O exame de tal documento seria apenas para se preparar melhor sobre as eventuais acusações que pesavam contra ele. Não vamos aqui entrar no mérito dessas explicações, mas que é algo que causa algum estranhamento, lá isso é verdade, seja na primeira ou numa eventual segunda hipótese. 

Outro coisa surpreendente, foi o material prouzido pelo ex-ajudante de ordens da Presidência da República, tenente-coronel Mauro Cid. Se considerarmos as declarações  de um general ouvido duranre os trabalhos da CPMI do Golpe, arrolado no contexto da trama golpista, o papel do ajudante-de ordens era bastante secundário. Quando inquirido sobre a presença de um deles durante uma reunião no Planalto, com a presença do próprio general e do ex-presidente, informou que o tal ajudante de ordens não participava da reunião, mas estava ali porque o presidente poderia precisar de algo, talvez um cafezinho,  ouum bloco de anotações, o telefone de alguém, um copo de água gelada. Estaria ali presente apenas para dar conta dessas necessidades triviais. 

Pelo andar da carruagem política, não era bem assim. Os ajudantes de ordens estavam bastante inteirados sobre o que se discutia, sobre o que se planejava nessas reuniões. Longe do que sugere, o tal general, não exerciam um papel secundário. Um deles, por exemplo, ficou todo enrolado durante sua oitiva na CPI do Golpe, quando instado a responder a curiosa movimentação de recursos em sua conta. Fez uma ginástica contábil que deixou todos os parlamentares confusos. 

Há quem assegure que os próximos passos dessa investigações pode culminar por esmagar a cabeça da jararaca golpista. Uma incógnita é a projeção sobre como reagiriam a horda de seus apoiadores pelo país afora. Especula-se que um outro conspirador, aquele de 2016, teria realizado várias consultas aos quartéis sobre a eventualidade de uma reação petista à prisão de Lula. Doutor em Direito Constitucional, cometeu um deslize ao afirmar que a tropa de choque do golpe não poderia ser punida, uma vez que o golpe não chegou a ser materilizado. Não precisa. A trama, pelo código penal, entra no mesmo escopo do ato concretizado.     

Editorial: Em meio às tormentas golpistas, o avanço das instituições democráticas no país.

General Juan Manuel Contreras

Mesmo diante das evidências insofismáveis da participação de militares nas tessituras golpistas que culminaram com a depredação de prédios públicos no último dia 08 de janeiro, havia toda uma movimentação de bastidores no sentido de que os agentes militares envolvidos pudessem ser, mais uma vez, anistiados. A prisão de toda cúpula do comando da Polícia Militar do Distrito Federal, no bojo dessas investigações, por exemplo, teria causado um profundo mal-estar na caserna. 

A megaoperação desencadeada no dia de ontem pela Polícia Federal, onde alguns militares foram detidos, mostra que, desta vez, sugere-se que não haverá distinção na punição dos envolvidos, seja civis ou militares, algo inusitado no país. O Chile e a Argentina pós-ditadura, conseguiram levar ao banco dos réus aqueles militares que estiveram envolvidos diretamente em violações graves dos direitos humanos. Na Argentina, vários chefes-militares foram parar no chelindró, condenados a penas pesadas. 

No Chile, o chefe da temida Dina, que era a polícia política da ditadura, general Juan Manuel Contreras, responsável por milhares de "desaparecidos", foi condenado a mais de 500 anos de prisão. Nuturalmente que ele morreu bem antes disso, mas a justiça foi feita. No Brasil de até então, tal possibilidade tornou-se inviável. A própria Constituição Federal ainda foi aprovada com alguns entulhos autoritários e permissivos, como se sabe. Aqui, até mesmo as informações dos arquivos daqueles dias de chumbo não chegam ao público, uma vez que entram em processo de auto-combustão. 

Quando assumiu a pasta, o Ministro dos Direitos Humanos, Sílvio Almeida, prometeu que a Lei da Anistia precisava ser revista. Não sabemos como andam essas tratativas na burocracia do seu ministério desde então, mas, sabe-se que se trata de algo como mexer num vespeiro delicado. Quem sabe os ventos favoráveis produzidos pelas operações recentes determinadas pelo STF contra essa trupe que tramou contra as instutuições democráticas do país possam criar as condições favoráveis ao trabalho desenvolvido pela pasta comandada pelo professor Sílvio Almeida.    

Editorial: Ainda a repercussão sobre a conspiração golpista no país.



Os jornais de hoje disponibilizam informações mais detalhadas sobre a megaoperação da Polícia Federal, no dia de ontem,08\02, com o propósito de cumprir mandados de busca e apreensão, além da prisão de civis e militares envolvidos nas tessituras golpistas que culminaram com as mobilizações do 08 de janeiro, com ataques à sede dos Três Poderes. Houve, sim, uma tantativa de abolição do Estado Democrático de Direito no país. As provas arroladas são de uma robustês impressionante, com a confecção de documentos que embasariam tais ações, mobilizações de atores militares, os alvos visados, como o Ministro Alexandre de Moraes, que seria preso e, em última análise até enforcado em Brasília. 

Nas duas entrevistas concedidas até recentemente, uma para a revista Veja e outra oa jornal O Globo, em certo momento é perceptível o abalo do ministro ao relatar o que ele descobriu sobre o que estava sendo tramado contra ele pelos golpistas. Haviam comandantes militares favoráveis ao golpe, que aceitaram a proposta na primeira sondagem. O entorno militar do ex-presidente foi escolhido rigorosamente consoante o critério de que não se oporiam a tal proposta conspiratória contra o Estado Democrático de Direito.   

Neste entorno do presidente existiam militares de perfil golpista, que estiveram servindo ao golpistas desde 1964. Como dizemos por aqui, em tom de brincadeira, mas tratando de tema sério, eles eram ligados à velha guarda da mangueira golpista. Num país com as nossas características históricas, sempre teremos militares favoráveis às aventuras de sublevão da ordem democrática. A simples assimilação de um Ministro da Defesa civil se constitui numa espinha travada na garganta dos militares até hoje. Os militares legalistas chegaram a ser tratados como cagões pelos golpistas. 

As decisões tomadas pelo STF e cumpridas pela Polícia Federal seguem uma lógica de defesa de nossas instituições democráticas e estão legalmentne amparadas pelo código penal. No caso de golpe de Estado, mesmo que tal golpe não tenha sido concretizado, pune-se com o mesmo rigor a conspiração. Essa turma está rigorosamente encrencada. É curioso observar alguns jornalistas identificados com o bolsonarismo fazendo comparativos com o que ocorreu no país em 1964. Por razões que saltam a obviedade, são situações distintas. Naquela época quem dava o sinal verde para tais manobras contra os governos democráticos e legalmente constituídos era um tal de Tio Sam, dentro do contexto da Guerra Fria. 

Charge! Jaguar via Folha de São Paulo

 


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Editorial: Para quem negligenciou a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid...



Hoje,08, no curso dessa megaoperação da Polícia Federal contra atores civis e militares que teriam partipado das urdiduras de caráter golpista, o nome do general Freire Gomes voltou a ser lembrado. Neste caso, de forma bastante positiva. As movimentações em torno dos conspiradores parecem confirmar a sua versão de que, diante das investidas contra o Estado Democrático de Direito, o general, legalista e orientado por seus princípios constitucionais, teria ameaçado o ex-presidente caso ele insistisse na sandice de atentar contra as instituições democráticas do país. 

O que se pode dizer? que a sociedade brasileira e nossas instituições democráticas agradecem imensamente à postura do general, que enfrentou essa trupe antidemocrática, impedindo que nosso arcabouço de Estado Democrático de Direito fosse vilipendiado por esses aventureios de turno. Um outro fato curioso é, a despeito de ele saber muita coisa, a partir de um certo momento as forças que estiveram no epicentro daqueles acontecimentos nebulosos passaram a dar pouca importância à colaboração premiada do ex-ajudante de ordens da Presidência da República, o tenente-coronel Mauro Cid. 

Salvo melhor juízo até um órgão de Estado advogou ou se colocou contra a validade dessa colaboração premiada. Com a operação de hoje, fica claro que a Polícia Federal, num trabalho minucioso, seguiu as pistas e emendou os fios soltos das tessituras que tinham como objetivo atentar contra as instituições democráticas do país, definindo, claramente, o papel exercido por cada um dos envolvidos. A operação de hoje igualmente significa a robustês da saúde de nossas instituições, que age de forma republicana, enquadrando sardinhas e tubarões consoantes os delitos cometidos.

No Brasil, essa relação entre militares e civis sempre foi bastante complicada. Chega a ser surreal, por exemplo, que um ministro estratégico, escolhido diretamente por Lula, ande sugerindo que não houve tentativa de golpe no país. Isso só ocorre por aqui mesmo, como a insistência em afirmar que a crise institucional da chamada ABIN paralela esteja pacificada com a troca de nomes dos diretores do órgão. Um dos afastados já andou soltando seu primeiro pertado contra autoridades do Governo Lula.   

Editorial: As veias abertas da atuação das milícias no país.

 



O ex-candidato presidencial, Ciro Gomes(PDT-CE), em uma de suas lives, logo após a realização do pleito, fez uma avaliação bastante preocupante sobre o avanço de grupos milicianos nas áreas periféricas de todas as grandes capitais dos Estados brasileiros. Salvo melhor juízo, mais de 50% do território do Rio de Janeiro já se encontra sob o domínio de grupos milicianos, explorando vários nichos de negócios ilegais, como a extorção a comercientes, tráficos de drogas, cobrança de taxas para a exploração de transprte nas favelas, acesso à internet, gás e até o fornecimento de água. 

O fenômeno é tão explícito que, logo depois da morte dos médicos da Barra da Tijuca, os quiosques, foram reabertos por ordem da milícia, que, além da extorção, ainda se encarregariam de fornecer os insumos para os produtos comercializados. A jovem policial Vaneza Lobão pertencia a uma unidade da Polícia Militar que investigva o envolvimento de policiais com as milícias que atuavam na região. Os dois subtenentes - que não podem ser considerados agentes de Estado, pois são acusados de pertenceram a tais milícias - tiveram acesso a todas as movimentações da policial, além de sua rotina. 

A policial foi morta quando chegava à sua residência, o que contou, incluvive, com o emprego de armamento de grosso calibre. O espantoso é que esses falsos agentes de Estado, em razão das funções que ocupavam, tinham acesso a tais informações, quer dizer, atuam dentro das instituições de Estado com propósitos escusos. Louvável aqui o trabalho de investigação conduzido pela polícia judiciária, através de agentes públicos que cumprem suas atribuições ou deveres constitucionais, em esclarecer tais fatos.

É uma pena que o país tenha chegado a esses estágios. A cada dia esses grupos ampliam seus negócios ilegais. Outro dia ficamos sabendo de um pedágio cobrado pelas lideranças milicianas do complexo da Maré, que tinha como objetivo dar proteção às lideranças procuradas pela polícia. Depedendo do status do sujeito, os caras cobravam taxas que iam de R$ 10,00 a 100,00 mil reais mensais para eles ficarem escondidos no complexo, sob a proteção dos milicianos locais.   

Editorial: Aliadas também reclamam da ausência de diálogo com o presidente Lula.


Sinceramente? Não enchergamos o PT com uma estratégia muito bem-definida sobre as próximas eleições municipais de 2024, a despeito dos encontros realizados pela legenda no sentido de definir as diretrizes sobre o próximo pleito. A Oposição já se movimenta há algum tempo neste sentido, construindo uma capilaridade que pode se tornar complicada para a legenda petista superar até outubro. A proposta de "demonizar" o bolsonarismo como um cancro que pode destruir as instituições democráticas do país pode ter um efeito duvidoso, posto que bastante surrada. Alguns dos mais renhidos bolsonaristas lideram as pesquisas em algumas capitais do país. Quem vai definir que se trata de uma estratégia bem-sucedida é o comportamento ou a sensibilidade do eleitorado a essa narrativa. 

Outro dia, o jornal O Globo publicou um infográfico sobre como anda as movimentações de candidaturas oposicionistas nas capitais, onde os nomes da direita ou extrema-direita estão praticamente definidos e consolidados junto ao eleitorado, com perspectivas de êxito no pleito. Em algumas dessas principais capitais do país, o PT, sequer, tem alguma carta na manga, ou seja, um nome com chances eleitorais definidos. Em João Pessoa, por exemplo, o atual prefeito, Cícero Lucena, que é do Progressistas, deve concorrer à reeleição. É bem avaliado pela população, mas integra um partido do Centrão. Teria o apoio do governador João Azevêdo(PSB-PB), um aliado do Planalto? Não se vê, no entorno do governador, um nome competitivo eleitoralmente sendo pensado. É isso ou o bolsonarista Queiroga pode produzir seus estragos nas eleições.      

De repente, vem o discurso de que o partido deseja fazer milhares de prefeitos. É preciso colocar os pés no chão. Até mesmo a relação com aliados, como é o caso do PSB, está se tornando algo complicado. Lula empreende todas as suas energias e capacidade política na eleição de Guilherme Boulos(PSOL-SP), em São Paulo. Neste caso específico, setores do partido questionam o próprio candidato, que não é do PT, assim como a refiliação da Marta Suplicy à legenda, que deverá integrar a chapa na condição de vice. 

Enquanto isso, na capital federal, líderes partidários aliados se queixam que o morubixaba petista talvez não esteja dispensando a atenção necessária aos aliados. Muitas propostas estariam sendo encaminhadas ao Legislativo sem que os líderes aliados sejam consultados. Eles só seriam chamados para apagar os incêndios. O PSB, por exemplo, que anuciou a saída do bloco de apoio ao Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, também se encontra com as relações estremecidas com o Planalto.  

Editorial: Polícia Federal realiza megaoperação contra atores que atentaram contra o Estado Democrático de Direito.



Hoje, 08, o dia começa bastante agitado. A Polícia Federal amanheceu batendo na porta de atores civis e militares que estiveram supostamente envolvidos nas tessituras contra o Estado Democrático de Direito. Trata-se de uma megaoperação não epenas pelo número de envolvidos, mas, igualmente, por visar atores relevantes, que ocuparam cargos de relevo no Governo de Jair Bolsonaro, como Anderson Torres, o general Braga Netto, o general Augusto Heleno e o ex-Ministro da Defesa, o general Paulo Sérgio Nogueira. 

Segundo dizem, a operação foi desencadeada a partir da delação premiada do ex-ajudante de ordens da Presidência da República, o coronel Mauro Cid. A Polícia Federal é altamente profissional. Ao realizar uma operação dessa magnitude, possui elementos suficientes e bem analisados para fazê-la. É curioso como alguns atores da Oposição tentam defender a tese de que a frustrada tentativa de golpe de Estado não passou de uma mera "narrativa". É uma tese que não se sustenta a partir da provas colhidas pelos autos. As conversas telefônicas mantidas entre esses atores já seriam suficientes para se concluir pela tessitura que tramava contra as nossas instituições democráticas. 

Até atentados terroristas estavam previstos, que poderiam representar centenas de mortos no Aeroporto de Brasília. A pregação descarada contra o resultado das urnas eletrônicas é outro grande exemplo. Incitaram setores da população contra as instituições como o STF e O STE. Mesmo com todas a medidas tomadas contra essa pregação criminosa, elas ainda ecoam na fala de ex-autoridades da República e nas hordas que atuam nas redes sociais. Uma herança maldita que mergulhou o país numa profunda crise institucional. Os danos parecem mesmo irreversíveis, daí a necessidade de rigor na apuração e punição desses atores. 

Outra falácia diz respeito à participação dos militares. Num país com as características históricas do país, sempre haverá militares dispostos a sublevar a ordem democrática. Assim como, felizmente, sempre haverá militares legalistas, que cumprem suas funções constitucionais. É sufciente observamos a perseguição aos militares legalistas durante a experiência antidemocrática imposta pelo Golpe Civil-Militar de 1964. Nesta última trama golpista, por exemplo, os rumores de sabres indicam que uma suposta guarnição de forças especiais poderiam ser acionada.   

Charge! Laerte via Folha de São Paulo

 


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Editorial: Não está sendo fácil essa relação de Lula com Lira. Mas quem foi que disse que seria?



O Governo Lula promete fazer alguns ajustes no veto das emendas de comissão, assim como na polêmica reonerização da folha de alguns setores da economia. Ajustes que visam, em última análise, criar o ambiente político necessário a uma reabertura das negociações com o Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Vamos ser francos por aqui. O discurso de Lira foi uma espécie de declaração de guerra, o que, segundo dizem, deixou o morubixaba petista bastante aborrecido, à procura de armas para enfrentar uma batalha campal inevitável. 

Uma das alternativas é o diálogo diretamente com os líderes ou com os núcleos do empresariado que bancam algumas bancadas, numa espécie de lobby, no sentido de demover as resistências. Lira, por seu turno, estaria muito mais preocupado em manter o poder na Casa Legislativa. Cargos e emendas estaria no bojo de alimentar o apetite de uma provável base de apoio para fazer seu sucessor. Aqui entram, por exemplo, as onze vice diretorias da Caixa Econômica Federal. Vejam os leitores o tamanho do dilema enfrentado pelo Governo Lula. Cede. Entrega cargos, o cara amplia a capilaridade política, tornando ainda mais difícil a vida do Governo.   

Lira deseja, a todo custo, fazer o seu sucessor. O Governo, por sua vez, prospecta a viabilidade de um outro nome que possa suceder o alagoano. Nos escaninhos da política comenta-se que o motivo real da ira de Lira - até rimou! - seria o afastamento da liderança do PSB do seu núcleo de apoiadores. O alagoano estaria costurando apoios para o nome do Deputado Federal do União Brasil da Bahia, Elmar Nascimento. O Governo estabelece diálogo com o também Deputado Federal pela Bahia, Antonio Brito.

Este é o jogo pesado da política, meus caros leitores. Já se sabe do que essa gente é capaz quando se sentem acuados. Já pediram a cabeça de Alexandre Padilha, um nome do núcleo duro do entorno de Lula, mas o escalpo não foi entregue. Em resposta, o Ministro das Relações Institucionais já antecipou que não seria ministro das relações interpessoais. Conforme antecipamos antes por aqui, tememos pelos próximos lances desse embate não saudável para as instituições da democracia brasileira. 

 

Editorial: Nayib Bukele, reeleito para presidente de El Salvador, é uma espécie de ídolo para os bolsonaristas tupiniquins.

 


A reeleição de Nayib Bukele para presidir El Salvador por mais um mandato foi bastante festejado pelos bolsonaristas brasileiros. Aquele país, eternamente conflagrado e vítima constante de arroubos autoritários, por razões óbvias, passa por um momento de profunda instabilidade política, criando o ambiente político favorável à ascendência de políticos com o perfil de Nayib, que surfa na esteira de uma gestão que conseguiu diminuir sensivelmente os índices de insegurança, embora com medidas bastante questionáveis.   

Nayib Bukele é uma espécie de populista autoritário. A forma como ele enfrentou o esboço de uma rebelião no sistema prisional daquele país, quando sugeriu que cortaria a alimentação dos dententos caso eles continuassem com a rebelião, soa como música para os ouvidos dos bolsonaristas locais. Até recentemente, com proposição do senador Flávio Bolsonaro, foi aprovado a extinção da chamada "saidinha', um procedimento que prevê a liberação de presos de menor periculosidade e que já estão no sistema semi-aberto, em alguns datas comemorativas, como Natal, Ano Novo, entre outras. 

Depois que um desses presos assassinou com dois tiros um policial militar de Minas Gerais, o senador fez a proposta de extinguir tal expediente. O senador Sérgio Moro fez uma sugestão ao projeto, observando que as saídas regulares do sistema semi-aberto, para a realização de estudos, cursos de formação, devem ser mantidas, na expectativa de que esses presos, de fato, sejam ressocializados depois de cumprida suas penas. Circula no Ministério da Justiça uma minuta, deixada pelo ex-Ministro Flávio Dino, que propõe que alguns delitos menores não sejam punidos, necessariamente, com o encarceramento dos culpados. Tal proposta deve causar urticárias entre os bolsonaristas. 

E, por falar no Ministério da Justiça, no dia de ontem, o atual gestor da pasta, o ex-ministro do STF, Ricardo Lewandowski, esteve reunido com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. De estilo mais burocrático, Lewandowski deve continuar nessa cruzada de reestabelecer um clima menos beligerante entre o Executivo e o Legislativo.  

Editorial: Lula encontra-se com Romeu Zema nas Alterosas.


O governador de Minas Gerais, Romeu Zema(Novo-MG), sempre que pode não perde a oportunidade de fustigar o Governo do presidente Lula. Segundo dizem, tal atitude se insere em seu projeto político de uma eventual candidatura presidencial em 2026. Este seria o primeiro encontro entre o morubixaba petista a a raposa mineira. Apesar de ainda jovem, conforme enfatizamos por aqui em inúmeras ocasiões, Zema já esboça algumas manhas típicas das grandes raposas da política mineira. 

Lula, por outro lado, sabe que é preciso fincar uma estaca naquela colégio eleitoral, uma vez que, hoje, é dado como certa uma candidatura presidencial de Lula em 2026, no seu projeto de renovar o contrato de locação do Palácio do Planalto. Como se sabe, apesar de São Paulo possuir o maior colégio eleitoral do país, todas as eleições presidenciais passam, necessariamente, pelo crivo de Minas Gerais. Quem não for bem ou ao menos equilibrar o jogo nas Alterosas, corre um série risco de não ser bem-sucedido. 

O Estado, por sua vez, possui uma dívida bilionária com a União, o que já colocou o governador Zema de pires na mão pelos corredores de Brasília. Mineiro, o Presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, poderia estar intermediando algumas dessas negociações. Há quem observe em tais movimentações alguma motivação eleitoral do autal presidente do Senado Federal, quem sabe de olho no Palácio Tiradentes nas eleições de 2026. 

Na realidade, para sermos mais precisos por aqui, o presidente Lula cumpre uma agenda oficial no Estado. No escopo de suas diretrizes políticas, no entanto, a aproximação de políticos que atuam em campos opostos se insere na construção daquilo que ele tratou outro dia como "normalidade" na política. Uma grande utopia no clima de instabilidade institucional que tomou conta do país nos últimos anos, onde setores da Oposição torcem pelo quanto pior melhor. O cerimonial fez o convite para o evento e o governador resolveu aceitar. 

Editorial: Os controversos relatórios da ABIN sobre a tentativa de golpe do 08 de janeiro.

 


Quem enfrenta os problemas que o Governo Lula enfrenta neste momento - com défict primário nas alturas e às turras com o Poder Legislativo - pode considerar a questão da ABIN paralela algo pacificado. Conforme já reiteramos alguns vezes, não é este o nosso entendimento. Depois que a Polícia Federal iniciou as investigações sobre um suposto grupo de agentes públicos que atuavam de forma irregular e ilegal na agência com o propósito de monitorar o movmento de adversários do Governo Bolsonaro, com estrutura muito bem montado, que operou até mesmo durante o inicio do Governo Lula, já com nomes indicados pelo próprio governo, logo se conclui que mudanças substantivas precisavam ser feitas na ABIN, para muito além da troca de alguns nomes de sua direção. Não se brinca por aqui, conforme advertíamos.  

Para evidenciar que estávamos certos, no dia de ontem começou a circular uma informação de que o número 02 da agência, Alessandro Moretti, demitido recentemente do cargo, teria sugerido que emitiu um relatório, do conhecimento de autoridades do atual Governo, informando-as sobre a iminente depredação dos órgãos públicos em Brasília, onde se sugere uma espécie de leniência dessas autoridades. Quem acompanhou os debates durante a CPI do Golpe, naturalmente, que colocaria sub-judice alguns desses relatórios. A informação, naturalmente, caiu como uma luva junto a setores da Oposição, que defendem a tese de que autoridades do Governo sabiam dos ataques iminentes.   

Sobretudo por se saber que esta ABIN paralela operava, sem dificuldades, dentro e fora da agência, uma vez que são cada dia mais robustas as provas dessa operacionalização em ambientes de fora do órgão de inteligência, como os aparelhos celulares, computadores e boletins confidenciais encontrados na residência de atores investigados pela Polícia Federal. É enredo para compor os textos dos melhores romances policiais. A estufa corporativa era tão perene que se sugere que bolsonaristas atuavam em conluio com nomes já então indicados pelo Governo Lula, que teriam, segundo a Polícia Federal, tentado atrapalhar as investigações. 

O Governo Lula enfrenta, neste momento, uma espécie de tempestade perfeita, acossado por todos os lados. Superada essa tormenta, voltamos a insistir sobre a necessidade de se proceder uma ampla reestruturação da Agência Brasileira de Informação, conforme documento emitido pelos agentes de cargos efetivos do órgão. É preciso que a ABIN seja dotada de uma estrutura perene, imune aos governos de turno, operando como uma agência de inteligência competente,profissional, atuando dentro das padrões rígidos de um órgão de Estado.   

Charge! Leandro Assis e Triscila Oliveira via Folha de São Paulo

 


terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Editorial: Gilmar Mendes nega recurso da defesa de Ricardo Coutinho para encerrar processo da Operação Calvário.


A defesa do ex-governador Ricardo Coutinho entrou com recurso junto ao STF no sentido de encerrar o processo da Operação Calvário. O pedido foi analisado e negado pelo Ministro daquela Suprema Corte, Gilmar Mendes. A Operação Calvário alcançou ampla repercussão nacional, depois que o MPF\Gaeco  identificaram uma série de irregularidades, envolvendo agentes públicos e privados, em contratos celebrados pelas Secretarias de Saúde\Educação dos Estados da Paraíba e do Rio de Janeiro, intermediados pela Cruz Vermelha. Um escândalo de corrupção de proporções gigantesca, contando com várias fases e dezenas de envolvidos, representando um ônus pesado para o interesse público. 

Os investigadoes encontraram provas robustas de tais comprometimento desses contratos, com áudios gravados, admissibilidade de culpa,  e a testemunha direta de uma pessoa envolvida, peixe graúdo do Governo do Estado da Paraíba, que deu detalhes sobre como funcionaria o esquema. Até as senhas para informar sobre a chegada dos malotes foram reveladas, assim o local da distribuição da muamba, que seria o estacionamento do Shopping Manaíra. Segundo esta fonte, a senha era uma eventual chegada das mangas de Santa Rita. 

O ex-governador Ricardo Coutinho teve sua prisão decretada e chegou a usar tornozeleira eletrônica durante um certo período. A impressão que passa é que a defesa do ex-governador Ricardo Coutinho quis "surfar" na onda das recentes anulação das provas e perdão das dívidas concedidas aos arrolados na Opração Lava-Jato. O Ministro Gilmar Mendes não entendeu assim, recusando os argumentos apresentados pelos advogados do ex-governador. Ponto para o Ministro Gilmar Mendes, uma vez que,além da delação de envolvidos, ainda existe a confissão  de alguns atores beneficiados nessas maracutaias,  com enormes prejuízos ao erário.   

Com uma carreira política brilhante, onde foi de vereador a governador em curto espaço de tempo, observar o nome do ex-governador eventualmente envolvido nessa trama causou alguma estranheza ao povo da Paraíba. Um fim melancólico para quem construiu uma trajetória política marcada por gestões bem avaliadas, sempre muito querido por hordas de eleitores. Uma pena mesmo.   

Editorial: Cid Gomes filia-se ao PSB com uma penca de prefeitos.



Houve um movimento, com o sinal verde do Planalto, no sentido de receber o grupo do senador Cid Gomes no PT. Estrahamente, algumas lideranças políticas petistas do Ceará criaram as dificuldades necessárias, obrigando o ex-pedetista a procurar abrigo entre os socialistas. Cid não chega sozinho. Traz com ele uma penca de 38 prefeitos e a Secretária-Executiva do Ministério da Educação, Izolda Cela. Camilo Santana, Ministro da Educação do Governo Lula, hoje a maior liderança política do Estado, acompanhou e endossou toda essa movimentação. 

Quem não ficou nada satisfeito foi o sisudo Ciro Gomes, que hoje anda às turras com o Partido dos Trabalhadores. É curioso constatar que, enquanto Ciro mantém tal postura beligerante, as forças do atraso avançam no Estado, onde bolsonaristas aparecem liderando as pequisas para a Pefeitura de Fortaleza nas próximas eleições municipais. Neste caso, a despeito das divergências, é preciso ter a clareza sobre as consequências dessas divergências. 

Nossa admiração pelo ex-candidato presidencial Ciro Gomes permanece. Sempre afirmamos por aqui tratar-se de um homem público de vida honrada, preocupado com os rumos do país e um estudante aplicado. Uma pena mesmo que tenha sido escanteado do processo político, movido por circunstâncias políticas adversas. Travou uma batalha inglória, conforme ele mesmo admite nas entrevistas concedidas. Continua com suas lives sobre os temas de relevância da política e da economia, mas já antecipou que não mais irá participar do processo eleitoral.  

Confessamos aos leitores descohecer, até este momento, a projeção de algum nome ungido pela dupla Cid\Camilo para disputar a Prefeitura de Fortaleza nas próximas eleições municipais. Nas eleições para o Governo do Estado, aconteceu um fato curioso. Helmano de Freitas, que patinou nas pesquisas de intenção de voto durante um bom tempo, foi alavancado por Camilo Santana, então candidato ao Senado. Com gestão muito bem avaliada pela população, o hoje Ministro da Educação é possuidor de um capital político acumulado que o torna a maior liderança do Estado.   

Editorial: A reação dura de internautas ao discurso de Arthur Lira.



Em tempos de nevoeiro ou mares bravios, convém conduzir o barco devagar, conforme nos ensina os grandes jangadeiros. A reação ao discurso do Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, durante a abertura do ano legislativo, tem suscitado as mais duras reações de internautas pelas redes sociais. Os termos ou adjetivos utilizados para se referir ao alagoano, naturalmente, por razões óbvias, não serão reproduzidos por aqui, mas os nossos leitores podem muito bem imaginar. 

Além de escalar bombeiros com a missão de conter as chamas, o Governo acena com a possibilidade de rever os vetos às emendas. Lira está sendo comparado a outros presidentes que provocaram grandes embaraços ao chefe do Executivo em épocas passadas, como aquele que travou a pauta da Câmara dos Deputados aos projetos da ex-presidente Dilma Rousseff, que acabou sofrendo um processo de impeachment. Se o padrão de relação estabelecidos entre os Poderes Legislativo e Executivo sempre foram complicados no país, traduzidos no Presidencialismo de Coalizão, hoje, as coisas estão ainda mais complicadas. 

Alguns analistas já identificam, neste momento, uma espécie de parlamentarismo de coação. Não chega a ser um exagero. Afinal, o conceito de presidencialismo de coalizão já não responde às circunstâncias de governança que o país enfrenta neste momento, principalmente depois desse tal de orçamento secreto, que permite ao Legislativo dispor dessas emendas autonomamente. Com se sabe, esse clima de beligerância entre os Três Poderes da República não é bom para o país. 

O bolsonarismo mergulhou o país uma crise institucional sem precendentes. O resultado das eleições presidenciais de 2022 ainda hoje são questionadas pelo seu líder maior, com aquelas ilações infundadas. Transformou instituições de Estado em instituições de governo de turno, ferindo de morte algumas dessas instituições. Politizou setores militares, criando as condições para subverter a ordem democrática. Os danos institucionais são irreparáveis e a população do país paga um preço muito alto por tal experiência política. Descemos alguns degraus na escada civilizatória.  

Editorial: A reação dura do Congresso aos Poderes Executivo e Judiciário.



Deu aquilo que já seria esperado. Os líderes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira(PP-AL), assim como o Presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco(PSD-MG), fizeram questão de acompanhar os seus representados, deputados e senadores, em sua insatisfação com os demais poderes da República. O clima é de azedume. Pacheco sugeriu que pautas que são do desagrado do Poder Judiciário serão retomadas, como a nevrálgica questão da estipulação de mandato para os Ministros do STF e a possibilidade de veto às decisões de caráter monocrático. 

Arthur Lira não economizou em sua fala as críticas explícitas ao Executivo, informando que o orçamento não é prerrogativa única daquele poder. Um recado direto ao recente veto do Governo Lula às emendas parlamentares. No dia de hoje, 06, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o Ministro da Articulação Institucional, Alexandre Padilha, deverão manter um diálogo com os parlamentares, numa atuação semelhante aos apagadores de incêndio. A cabeça de Padilha, conforme informamos no dia de ontem, já teria sido pedida, mas Lula não deve entregá-la. 

Tal mudança, se ocorresse, como se sabe, pouco mudaria o cenário de guerra, porque não se trata apenas de uma questão de nomes. A animosidade de parlamentares da Oposição, principalmente aquela identificada pelo bolsonarismo, é imensa e, por razões, óbvias, eles não farão nenhuma questão de baixar a guarda. O Governo Lula enfrentará momentos difíceis daqui para frente. Quem acompanhou os bastidores da retomada do ano legislativo, observou que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, fez um discurso sob medida para agradar os parlamentares, que o aplaudiram calorosamete. 

A rigor, a rigor,  a abertura de mais um ano legislativo, a cada ano, indica que o recrudescimento dessas animosidades entre os Três Poderes da República apenas se ampliam. Para esquentar o cenário, neste ano de 2024 ainda teremos as eleições municipais, o que deve contribuir ainda mais para ampliar essas zonas de atrito. Depois dos danos produzidos pelo bolsonarismo, o país mergulhou numa crise institucional que parece que não terá mais fim. Os caras não assimilaram ter perdido as eleições e acharão cabelo em ovos para fustigarem o Governo Lula.