A Polícia Federal desencadeou na manhã de hoje, 14, a segunda fase da Operação Sem Refino, no Rio de Janeiro, onde estão sendo cumpridos 16 mandados de buscas e apreensões em endereços de agentes públicos e privados, entre eles o ex-governador Cláudio Castro. O Rio de Janeiro foi o único ente federado onde não tivemos nenhum interesse em acompanhar o último debate para o Governo do Estado, transmitido pela Rede Bandeirantes de Televisão. Curiosamente, ficamos sabendo que Eduardo Paes(PSD-RJ), que vai bem nas pesquisas de intenção de voto, não compareceu ao debate, assim como o senador Sérgio Moro, no debate do Paraná.
O Rio de Janeiro passa por uma situação complicadíssimo, de onde supõe-se que não tenha mais saída. Até recentemente a mesma Polícia Federal realizou a Operação Omertá, em Sobral, no Ceará, onde objetivava-se coibir uma prática abjeta que se realizava ali, onde vereadores estavam pagando pedágio para realizarem suas campanhas em redutos controlados pelo crime organizado. Se no Ceará fatos assim ainda podem ser considerados pontuais, no Rio de Janeiro eles hoje integram uma dinâmica orgânica no processo eleitoral, o que depõe drasticamente contra a experiência democrática, uma vez que os eleitores de redutos controlados por milícias ou facções não votam livremente, mas obrigados ou coagidos a referendarem os nomes indicados por esses grupos criminosos.
A operação de hoje no Rio envolve fraudes de bilhões, através do conluio entre agentes públicos e privados, na liberação de concessões de licenças a empresa em áreas legalmente protegidas por leis ambientais. Que se danem as leis ambientais. Ali o que prevalece é a capacidade de molhar as mãos de agentes públicos, conforme se conclui pela operação da Polícia Federal. Mais uma vez o ex-governador Cláudio Castro foi alvo da Polícia Federal. A operação também visa um dos maiores sonegadores de impostos do país, hoje vivendo sossegadamente nos Estados Unidos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário