pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: a inflexão na disputa ao Senado Federal
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terça-feira, 11 de agosto de 2026

O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: a inflexão na disputa ao Senado Federal


Nos últimos dias tivemos uma intensa inflexão na disputa ao Senado Federal por Pernambuco. Alianças foram feitas, desfeitas, novos nomes entraram no jogo, prefeitos e lideranças municipais declaram apoio a candidatos ao Senado Federal que não estão na chapa dos governadores com eles afinados, fortalecimento de alguns nomes, fragilização de outros. A disputa tornou-se uma verdadeiro caldeirão de vaca atolada, onde todos põem as mãos, correndo-se o risco de deixar o prato salgado no final, intragável para alguns. Os movimentos de agregação e apoio ao nome de Mendonça Filho(PL-PE), hoje o nome do núcleo conservador com maior chance de crescimento, não surpreende. 

Mendonça arregimentou em torno de si os Coelho, de Petrolina, o núcleo duro do bolsonarismo no estado, sua dissidência abrigada no Podemos, o partido Novo. São tantos apoios que possamos esquecer alguns nomes por aqui. Um outro dado a ser considerado é a prospecção de votos e apoios ao nome do senador Humberto Costa(PT-PE) no terreno do adversário, ou seja, há prefeitos da base de Raquel Lyra que estão com o projeto de reeleição do senador. Hoje, 11, foi o dia de Fernando Dueire declarar que apoia o seu nome para o Senado Federal, liberando suas bases para o voto no senador. Eduardo da Fonte foi escolhido de uma forma atabalhoado e pode arcar com um preço muito alto por isso, se entendermos que postulantes de perfil conservador parecem minar suas chances de eleição. As circunstâncias queimaram a sua largada. 

O mais preocupante, no entanto, é a situação de Marília Arraes que, atingida por um tsunami político, tentar manter  a tendência de favoritismo a ocupar uma das vagas ao Senado Federal. Marília foi vítima de um efeito dominó político surpreendente. Depois que o deputado estadual Álvaro Porto declarou que deixava de apoiá-la, logo em seguida uma leva de prefeitos e lideranças municipais seguiram o mesmo caminho, numa proporção inimaginável a princípio. Tudo indica que, não necessariamente, por influência de Álvaro Porto, afinado com o projeto de João Campos, o que é ainda mais sensível. Conforme afirmamos no início, a eleição para o Senado Federal atingiu um ponto de inflexão. Vamos aguardar as próximas pesquisas para observar a "decantação" desse processo.   

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