Hoje, 03, na crônica política local só se fala sobre o destino da família Coelho nas próximas eleições. Soubemos agora que, diante de tanto assédio - até mesmo de pessoas ligadas à Frente Popular de João Campos - a governadora Raquel Lyra está mobilizando um pessoal de sua estrita confiança para reestabelecer o diálogo com a família Coelho. Na realidade, apesar do desfecho que não permitiu a consolidação do nome de Miguel Coelho em sua chapa que concorre ao Senado Federal, tal diálogo nunca foi rompido. Sensivelmente abatido, Miguel chegou a gravar um vídeo logo após o episódio, reafirmando o seu compromisso com a gestão da governadora Raquel Lyra.
Durante a convenção do PSD, realizada ontem no Recife, a governadora fez questão de agradecer a integração do representante da família Coelho no seu grupo político, marcado por um convívio de lealdade, confiança e sem arestas até então, uma vez que ela havia dado demonstrações inequívocas de que desejava que o nome referendando pela União Progressista fosse mesmo o de Miguel Coelho. Política é feita de contingências e tais contingências foram desfavoráveis ao ex-prefeito de Petrolina. A política pernambucana, desde então, passou por uma efervescência gigantesca há dois meses das eleições de outubro. Todos desejam o apoio da família Coelho, com forte penetração no Sertão do São Francisco.
Lá atrás, por ocasião de sua eleição para o Governo do Estado, Raquel cometeu o equívoco de abrir o espaço que a família merecia em seu governo. Os Coelho deram a governadora, em seu reduto político, algo em torno de 80 mil votos, fundamentais para a sua eleição naquele momento. Candidato ao Governo do Estado, Miguel Coelho debruçou-se sobre os principais gargalos do estado, propondo intervenções inovadoras. Dentre os concorrentes, foi Miguel quem elaborou o melhor programa de governo. Ademais, ele vinha de gestões bem-sucedidas como prefeito de Petrolina. Era um quadro com grande potencial, que poderia ser servido bem ao governo de Raquel Lyra.
Agora, estamos diante de um grande dilema. Apesar dos panos mornos, numa eleição equilibrado como esta, o concurso ou o apoio do grupo pode ser decisivo. Não há uma posição tomada. João Campos tem trânsito com o grupo, assim como a governadora Raquel Lyra. Correndo por fora, passou-se a especular um eventual acordo entre o deputado federal Mendonça Filho, do PL, e a família Coelho. Pelo acordo, Mendonça sairia como candidato ao Senado Federal com o apoio da família e, em troca, colocaria suas bases em favor de uma eventual candidatura a deputado federal de Miguel Coelho. Até o final da tarde, possivelmente teremos mais novidades.

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