pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Por que o Centrão resiste em apoiar Flávio Bolsonaro?
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domingo, 2 de agosto de 2026

Editorial: Por que o Centrão resiste em apoiar Flávio Bolsonaro?



Primeiro, gostaríamos de corrigir uma informação. A Senadora Tereza Cristina é filiada ao PP e não ao Republicanos, conforme havíamos divulgado. Tereza é senadora pelo Mato Grosso do Sul e ocupou o cargo de Ministra da Agricultura no Governo Jair Bolsonaro, tendo um desempenho muito elogiada na pasta, daí se entender o entusiasmo do candidato Flávio Bolsonaro com a hipótese de a senadora compor a sua chapa na condição de vice. Reticente no início, Tereza Cristina acabou vencendo as resistência e já havia concordado em aceitar o convite, quando foi vetada pela legenda à qual está filiada. Este é um daqueles assuntos onde as explicações podem ser divididas entre o que pode ser dito e o que não pode ser dito ou as coisas que são ditas por cima ou as coisas que são ditas por baixo. Nunca vamos saber ao certo. 

Por vezes, o "não dito" se constitui em elemento mais confiável para entendermos as reais razões de algumas atitudes. Ontem comentávamos por aqui que achávamos estranhos alguns comportamentos dos caciques do PP e dos Republicanos em relação aos arranjos eleitorais das próximas eleições. O PP vetou a aliança com o PL, impedindo que a senadora Tereza Cristina fizesse uma composição com o candidato Flávio Bolsonaro. O que se diz explicitamente, é que o senador Ciro Nogueira, teria ficado magoado com a reação dos bolsonaristas quando o seu seu nome foi envolvido no escândalo do Banco Master. Ciro Nogueira foi um dos nomes mais importantes do Governo Bolsonaro, ocupando o cargo de Ministro da Casa Civil. 

Nos bastidores, no entanto, voltou a ganhar força a tese de um eventual acordo com o Planalto para ele não ser prejudicado em seu projeto de se reeleger senador pelo Piauí, algo crucial neste momento, concedendo-lhe um foro privilegiado como senador da República. O Republicanos, por sua vez, além de recusar uma aliança com o candidato sob o argumento de que se trata de uma candidatura fraca, impediu, estranhamente, que o senador Cleitinho tenha sua candidatura ao Governo de Minas Gerais homologada pela legenda.  Cleitinho não teria cumprido um rito burocrático, ou seja, não participou da convenção partidária. Neste caso, pesaria um suposto acordo com o Planalto para facilitar a vida de Lula num dos estados mais estratégicos para a sua reeleição. Com Cleitinho fora do páreo, o jogo fica embolado, favorecendo até mesmo o "azarão" Patrus Ananias.  

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