Neste início de agosto, as polícias Civil e Militar do estado do Ceará desencadeou uma megaoperação contra o crime organizado, denominada "Operação Integração Saturação Total", envolvendo 620 agentes de segurança. O principal alvo foi a "Tropa do Marreta", ligada a uma facção que atua no estado. Há de se reconhecer o esforço das forças policiais locais no enfrentamento dessa grave questão, louvar a atuação dos agentes envolvidos, assim como o apoio do pessoal da logística, quase sempre negligenciados nessas ocasiões. Do ponto de vista político, não há como separar essas operações - pelo menos em relação à sua intensificação - com relação à proximidade das eleições, onde a nevrálgica questão da segurança pública tornou-se o maior problema de gestão pública em alguns estados da federação.
O mais preocupante, no entanto, é o avanço das ações do crime organizado por todo o país. Nós temos as nossas métricas para concluir sobe o como isso vem se tornando cada vez mais complicado. Mais recentemente, tratando deste mesmo assunto, um experiente desembargador afirmou que o país havia acabado há 20 anos. Não admira, não espanta. Não é improvável que ele tenha razão. Neste caso do Ceará, a fação havia obrigado aos comerciantes e aos fornecedores de água mineral a estabelecer uma taxa de R$ 1 real por cada garrafão de água vendido. Quem não se dispusesse a pagar a taxa não mais poderia vender água naquela área. A cidade é Morada Nova, onde já existe um distrito fantasma, ou seja, a população precisou deixar suas casas por ordem dos traficantes locais.
Na Bahia, outro estado que enfrenta graves problemas de segurança pública, aconteceu um caso inusitado. Existe um bairro famoso em Salvador conhecido como 02 de julho, numa alusão à data de independência do país, que os baianos comemoram neste dia. Pois bem. Segundo uma facção que atua na área, por não concordar com a alusão ao número dois, eles estariam "estimulando" os moradores do local a se referirem àquele bairro como 03 de julho.

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