pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: A "estranha" escolha de Alfredo Gaspar para vice de Flávio Bolsonaro
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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Editorial: A "estranha" escolha de Alfredo Gaspar para vice de Flávio Bolsonaro



Tem coisas que se dizem por cima, tem coisas que se dizem por baixo, tem coisas que não se dizem. Esta máxima se aplica ao caso da indicação do deputado federal Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas, para compor a chapa do candidato Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Depois de uma série de especulações em torno do assunto, Alfredo Gaspar foi indicado ao cargo de vice na chapa do bolsonarista. Em princípio, dizem que a indicação conta com o aval das principais lideranças partidárias do PL e do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro. Evidentemente que não haveria arestas em relação à indicação, sobretudo em se tratando do nome do deputado Alfredo Gaspar. Exceto, talvez, pela questão de gênero, uma vez que as preferências recaiam sobre a indicação de um nome feminino. Isso aqui é o que conseguimos enxergar na superfície. Alfredo Gaspar, inclusive, é amigo do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Nas coxias, nos bastidores, sabe-se lá o que está em jogo. Flávio tinha pressa e muitas dificuldades em compor a chapa. Consideramos estranha a escolha ter recaído sobre o nome de Gaspar. Afinal, ele era um dos favoritos a se eleger senador  nas próximas eleições, abdicando de uma eleição quase certa para se aventurar numa eleição incerta como candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Se eleito, certamente Flávio já tem um nome para cuidar da nevrálgica questão da segurança pública no país, pois trata-se de um assunto que o parlamentar entende bem. Como Promotor Público, Gaspar esteve atuando junto ao GAECO no enfrentamento ao crime organizado de Alagoas e foi secretário de segurança pública do estado. Embora isso seja verdade, possivelmente não foi isso o que esteve em jogo sobre a escolha do seu nome. Dizem que tem a ver com os arranjos locais da eleição para o Senado Federal.  

Lamentamos profundamente que o seu relatório, produzido por ocasião da CPMI do INSS, tenha sido rejeitado depois de manobras ardilosas de integrantes da base governista. Agora já se sabe as reais motivações. Nesse momento, o parlamentar foi vítima de acusações vis, agressões descabidas, do arsenal conhecido para "desacreditar" os opositores. Hoje ficamos sabendo que não tem acordo com ele. Vai até as últimas consequências para provar a sua inocência e enquadrar seus detratores nas malhas da lei, como deve ser. Nesses tempos bicudos, essas práticas sórdidas tornaram-se algo recorrente. 

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