| Juliana Brizola |
A Paraíba é um dos estados da federação onde o debate político é uma constante. Praticamente todos os dias há uma autoridade de Estado sendo entrevistada, um debate entre os concorrentes a algum cargo público, integrantes da sociedade civil participando de alguma discussão importante para o destino do estado. A imprensa local cobra satisfações do poder público com uma regularidade que não é comum em outras praças do país. Este é um dado bastante alvissareiro. Neste ano, já ocorreram dois debates entre os candidatos que disputam o Governo do Estado e há um programado entre os concorrentes ao Senado Federal. A expertise no assunto é tamanha que eles conseguiram realizar um dos melhores debates entre os concorrentes ao Palácio da Redenção neste ano. O debate foi realizado pela TV Arapuan.
Em Pernambuco, um silêncio sepulcral sobre o assunto. Sobre este último debate organizado pela Rede Bandeirantes de Televisão, convém assinalar alguns situações curiosas. No Ceará, até o candidato Elmano de Freitas está com Ciro, pois, num ato falho, ao desejar afirmar que estava com Cid Gomes, o irmão de Ciro, acabou se confundindo e afirmando que estava com Ciro. Mesmo em off, Ciro teria dito: comigo não! Às vezes recebo questionamentos sobre como conhecemos diferentes realidades do cenário político nacional. Simples. Nós acompanhamos. Ontem, por exemplo, acompanhamos os debates no Rio Grande do Sul, onde nos deparamos com os gravíssimos gargalos da economia local; os problemas na área de educação - onde há um critério duvidoso de promoção de alunos às series seguintes - os nomes curiosos das facções do crime organizado que atuam hoje no estado.
Naquele estado aflora uma questão que preocupa o país, ou seja, uma grande polarização política, traduzida nas candidatura de Juliana Brizola, filiada ao PDT e apoiada pelo PT, e o coronel Luciano Zucco, do PF, bolsonarista renhido. Há um empate técnico entre ambos. Embora com uma longa trajetória de militância política, Juliana Brizola pareceu muito verde para o embate durante o debate. Isso pode prejudicá-la. O mais curioso é que ambos fizeram uma dobradinha nas intervenções, todos tentando atingir o representante do MDB, Gabriel Souza, que assumiu o governo e é do grupo de Eduardo Leite. Geralmente isso ocorre quando o candidato está muito bem nas pesquisas, o que não é o caso de Gabriel Souza.

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