No dia de ontem, 17, talvez escaldado em razão das reações das hordas bolsonaristas, resolvemos abordar um outro assunto que não este do editorial. Em 2016, quando a campanha do senhor Jair Bolsonaro ainda não havia assumido aquela condição de favorita, publicamos um artigo que chegou a ser lido por um grupo de direita ativo, afinado, naturalmente, com o bolsonarismo. A reação foi imediata, extrapolando aqueles padrões civilizatórios com o qual se espera que sejam tratados os adversários políticos. Fazemos isso por aqui. Nunca destratamos ninguém. Um bom exemplo são os atores políticos Carlos Viana, senador pelo estado de Minas Gerais, e o deputado federal alagoano Alfredo Gaspar, vice na chapa de Carlos Bolsonaro, tratados aqui como homens públicos que honram cada um dos votos recebidos pelos seus eleitores.
De qualquer maneira, observo aos mais exaltados que estamos tratando aqui de editoriais de dois grandes jornais, O Estado de São Paulo e a Folha de São Paulo, que publicaram recentemente duas opiniões sobre o candidato bolsonarista. A ênfase se dá em relação à inexperiência em gestão da máquina pública; as credenciais políticas insuficientes - que não o credenciam a assumir um cago de tamanha relevância -; um eventual pendor autoritário e de enfrentamento institucional, e, por último, mas não menos importante, a sua relação com os Estados Unidos, onde a questão da soberania nacional poderia ser prejudicada. Como já teríamos afirmado por aqui antes, o que ocorre neste momento é que estamos diante de uma eleição presidencial atípica, marcada por uma polarização política perniciosa, onde as opções que disputam com favoritismo a cadeira do Palácio do Planalto, cada uma ao seu modo, enfrentam problemas.
O Estadão, até recentemente, também publicou uma matéria em editorial onde afirma que Lula, definitivamente, não está preocupado nenhum pouco com as contas públicas. Isso antes de ser anunciado um novo reajuste para o programa Bolsa Família, há 14 dias das eleições de outubro. Além desse pântano de incertezas, ainda convivemos com uma crise institucional sem precedentes, onde o Judiciário deixou de ser árbitro para fazer parte do processo eleitoral, talvez até quem sabe, como observa alguns analistas, sendo decisivo para a definição do pleito.

Nenhum comentário:
Postar um comentário