Washington Quaquá, prefeito petista de Maricá, é uma figura polêmica dentro do PT exatamente por se pronunciar sobre temas nevrálgicos ao partido. Desta vez ele se pronunciou sobre a campanha de Lula, afirmando que a comunicação está fazendo tudo errado. Enquanto Flávio Bolsonaro se expõe, aparece nos supermercados apontando a carestia dos itens básicos da feira do eleitor, Lula se debruça sobre temas complicados que, sequer, entra no cotidiano do eleitorado. Para nosso orgulho, ontem estávamos lendo uma matéria sobre a comunicação show que os candidatos do Nordeste estão realizando, a exemplo de Ciro, no Ceará, JHC, em Alagoas, ACM Neto, na Bahia, Raquel Lyra, em Pernambuco.
Segundo tal avaliação, o Nordeste realiza as melhores campanhas de comunicação política neste momento. Ponto positivo para o nosso marketing político. O articulista atribui esse feito às figuras de Duda Mendonça e João Santana, que, neste momento, coordena duas delas, a de Ciro Gomes, no Ceará, e a de ACM Neto, na Bahia. Seriam as sementes plantadas por esses dois mestres que estão frutificando. Entende-se, em parte, o que Quaquá está afirmando, embora seja necessário se fazer as ponderações evidentes em torno do assunto. Lula não teria argumentos para fazer alguma tomada dentro de um supermercado. Flávio, na oposição, naturalmente, se sente mais à vontade nesta missão. Nesta reta final, o candidato Bolsonarista, aliás, vem imitando outros nomes da política latino-americana, a exemplo de Javier Milei, na Argentina.
Ontem, 16, em discurso no Marco Zero, aqui no Recife, ele apareceu com um facão, fazendo alusão a uma proposta de castração química a quem cometer abusos sexuais contra menores. Aconselhamos aos leitores que leiam um editorial da Folha, onde o jornal paulista analisa o perfil do candidato que pode se tornar o novo presidente da República, sobretudo se considerarmos os percalços da candidatura petista neste momento. Há vinte dias das eleições de outubro, possivelmente aconselhado por assessores, Lula passou a ser mais contundente em ralação à crise no Supremo Tribunal Federal. Talvez seja um pouco tarde.

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