No intervalo entre este artigo e o último publicado tratando das próximas eleições estaduais no estado, ocorreram alguns fatos dignos de nossa apreciação, a exemplo da decisão do grupo político ligado ao deputado federal Eduardo da Fonte assumir que seguirá alinhado ao projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra. Eduardo da Fonte lidera a federação União Progressista no estado, que possui a maior bancada na Casa de Joaquim Nabuco e na Câmara Federal. Além disso, o político sempre "correu numa raia própria", arregimentando uma penca de lideranças interioranas em torno do grupo por ele comandado. Trata-se um "pêndulo político" importante, talvez determinante. Como sempre afirmo por aqui, Eduardo da Fonte mantinha um grupo tão fiel aos seus projetos que resistiu ao processo de "eduardolização" da política pernambucana.
Não há nada muito definido em relação aos nomes que deverão compor a chapa da governadora na condição de candidatos ao Senado Federal, mas supõe-se que Eduardo da Fonte seja um desses nomes. Muito difícil fazer uma afirmação categórica sobre o assunto, pois, assim como os nomes que gravitam em torno da indicação na chapa do adversário João Campos, a governadora também tem dificuldades de bater o martelo sobre o assunto. Aconselhada pelo próprio Gilberto Kassab a não se afastar muito do Planalto, recentemente surgiu, entre as anotações do candidato Flávio Bolsonaro, uma possível composição dos nomes do deputado federal Mendonça Filho e do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho. Seriam os nomes a compor a chapa da governadora como eventuais candidatos ao Senado Federal. Mendonça Filho se filiaria ao PL. Admitiria aqui, em princípio, uma eventual composição bolsonarista da governadora Raquel Lyra.
Conforme já enfatizamos, o curioso neste arranjo é que estariam de fora dos plano de Flávio Bolsonaro figuras de proas do bolsonarismo, a exemplo de Anderson Ferreira e Gilson Machado. Trata-se um arranjo trôpego por diversos aspectos, a começar pelo fato de que seria Jair Bolsonaro quem estaria definindo os nomes que concorreriam ao Senado nos Estados e, neste particular, dificilmente alguém com a fidelidade de Gilson Machado ficaria de fora dos seus planos. Por outro lado, convém salientar o bom trânsito de Mendonça Filho junto ao Palácio do Campo das Princesas, assim como uma informação que surgiu sugerindo um eventual convite da governadora Raquel Lyra a Miguel Coelho, antes de estourar o escândalo da Operação Vassalos.
Não vamos aqui entrar no mérito dessas questões, pois temos as costas ainda "ralhadas" pelos pelourinhos dessas oligarquias, mas se tornou "enigmática" um expressão usado pelo ex-prefeito de Petrolina em relação ao se referir a esses fatos, sugerindo que se trata de manobras de forças políticas que se contrapõem ao progresso do Estado. Ficamos sem entender. No dia de ontem, 02, tivemos a confirmação da candidatura da ex-deputada federal, Marília Arraes, ao Senado Federal. Marília comunicou ao Solidariedade que estaria se filiando ao PDT para viabilizar o seu projeto político. Reafirma que o seu projeto é irreversível, porque os eleitores pernambucanos desejam vê-la na Casa Alta. De fato sim, conforme enfatizamos por aqui em alguns momentos.
Sabe-se lá como as placas tectônicas se acomodarão com mais uma postulante ao Senado Federal no estado. Segundo dizem, haveria um acordo firmado entre as famílias Campos\Arraes, onde ficaria acordado o papel de cada um deles nas próximas eleições. A postulação de Marília Arraes ao Senado Federal não estaria nos planos dessas nucleações familiares. Com o afunilamento do processo, hoje se fala, por exemplo, que o Senador Humberto Costa seria um dos nomes na chapa de João Campos, assim como Sílvio Costa Filho, Ministro dos Portos e Aeroportos. No momento seriam os nomes mais prováveis. Há quem diga que a candidatura de Marília talvez não se sustente. De fato ela não tem estrutura. Vamos aguardar um pouco mais. Prometo que voltaremos a tratar deste assunto numa outra oportunidade.

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