No dia de ontem, 03, saiu o resultado de mais uma pesquisa de intenção de voto para as eleições presidenciais de 2026, desta vez realizada pelo Instituto Real Time Big Data. O instituto apenas confirma o que institutos anteriores já haviam prenunciado, ou seja, Lula continua à frente dos concorrentes no primeiro turno, mas, na eventualidade de um segundo turno, o Real Time Big Data assinala um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o bolsonarista Flávio Bolsonaro. Lula aparece ali com 42% das intenções de voto enquanto Flávio crava 41%. Logo no início do ano o morubixaba petista percebeu a necessidade de fechar a boca do jacaré entre os índices de aprovação e rejeição do seu Governo. Não conseguiu até o momento. Os índices de rejeição continuam superiores aos de aprovação, sendo este um dos principais - se não o principal - gargalo de sua performance nas pesquisas de intenção de voto.
Salvo melhor juízo, o cientista político pernambucano Antonio Lavareda teria afirmado que, se o petista não conseguir resolver tal equação, corre o risco de não se reeleger. Outro problema diz respeito a um eventual erro de avaliação em relação à candidatura de Flávio Bolsonaro, segundo o analista político do instituto. No início, o Planalto até "estimulou" uma eventual candidatura de Flávio, considerando que ele seria uma adversário menos complicado do que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Sugere-se que avaliou mal, uma vez que sua candidatura - apesar de programaticamente inconsistente e carregando o fardo pesado do bolsonarismo - consegue se afirmar e agora começa a ameaçar o favoritismo do petista.
Flávio mapeia apoios nos estados, escala nomes para a coordenação de campanha, enquanto o PT parece inerte. Segundo matéria do Radar da Veja, estaria na hora de o PT acionar a velocidade cinco, que acreditamos que seria imprimir tração máxima na campanha para recuperar o terreno perdido para o adversário. Outro nome que vem se consolidando é o do governador do Paraná, Ratinho Junior, principalmente entre eleitores de baixa renda e no Nordeste, onde consegue tirar votos do petista. O Planalto anda tentando atrair o apoio do PSD de Gilberto Kassab, mas, pelo menos por enquanto, o bruxo continua reticente, dando corda ao seu pupilo do Paraná, que vem se mostrando "viável".

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