Este assunto está virando uma novela, provavelmente sem um final feliz. Pela manhã já comentamos sobre este assunto, mas algo parece sugerir que, para o banqueiro e sua defesa, o que menos importa são os diálogos das conversas pessoais mantidas com autoridades da República. O que, de fato, preocupa a defesa é o conteúdo do que foi extraído do celular. A própria Polícia Federal antecipou-se em afirmar que não se responsabiliza pelo vazamento dos diálogos pessoais do banqueiro. Estava, há pouco, ouvindo uma entrevista do senador Carlos Viana, onde ele ratifica que a CPMI não se responsabiliza sobre alguns dados que teriam sido igualmente vazados, desta vez, envolvendo o sigilo bancário e fiscal do senhor Luiz Fábio Lula da Silva, o Lulinha.
Ainda não sabemos se realmente procede, mas o Ministro André Mendonça teria restabelecido a queda do sigilo bancário do Lulinha, como desejava a CPMI. Por motivos bem conhecidos, a CPMI do INSS encontra muitas dificuldades na realização do seu trabalho. O Brasil, que já era o país disso e daquilo, agora também é o país da blindagens de autoridades. A Polícia Federal hoje possui tecnologia avançada na extração de dados de aparelhos celulares. Dizem que esta tecnologia é a mesma utilizada por uma empresa que presta serviços à inteligência de Israel, o Mossad. Quase nada fica ocultado. Já tem gente falando em delação premiada. Os leitores conseguem imaginar as consequências de uma delação premiada de alguém da "turma"?
Embora não nessas dimensões gigantescas, fraudes bancárias são até recorrentes no país. A penetração do crime organizado no núcleo duro das instituições brasileiras também não é mais novidade. O que intriga neste caso, pelo menos para este simples editor, é a articulação de grupos criminosos com nucleações políticas que ditaram os rumos do país nos últimos anos.

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