Para este final de semana, a Regional do PT de Pernambuco teria agendado um encontro de conjuntura entre os seus membros, com palestra do senador Humberto Costa, encontro que deve ocorrer em Caruaru. Em Pernambuco, conforme estamos enfatizando, estamos diante de uma verdadeiro tsunami político, provocado pelas costuras na formação das chapas que deverão disputar as duas cadeiras do Senado Federal. Em alguns momentos, o jogo parece zerado. Eduardo da Fonte, comprometido até a medula com o Governo de Raquel Lyra, sugere-se que esteja sendo sondado pelo grupo do prefeito João Campos. Seu nome já chegou a se divulgado numa composição para o Senado Federal na chapa de João, algo que, logo em seguida, foi desautorizado pelo prefeito do Recife.
Raquel Lyra, por outro lado, pede uma definição do aliado. Ontem começaram os rumores de que uma parte do seu grupo não o acompanharia entre o trajeto do Campo das Princesas para o Palácio Capibaribe. Ele deverá ponderar muito sobre isso. Embora apresentado como nome certo na chapa de João Campos, o senador Humberto Costa, até recentemente, chegou insinuar que vai depender da direção do PT a decisão de acompanhar o projeto de João Campos ou de Raquel Lyra. Pensamos que se tratava de algo já definido. Pode ter sido apenas uma narrativa para contemporizar os petistas que não endossam o apoio ao prefeito João Campos. Manobra de raposa política, pois ele mesmo sabe que, mesmo dividido, o partido vai para onde ele for.
No plano nacional, vale a pena ressaltar a fala do experiente José Dirceu - tratado aqui como o grande timoneiro - sobre a composição da vice na chapa de reeleição de Lula. Cogitou-se em entregá-la a um emedebista, talvez Renan Filho, mesmo com a indisposição de setores do partido das regiões Sul e Sudeste. Dirceu afirma que, se o PT abrir mão de Alckmin perde as eleições. O crescimento da candidata de Flávio Bolsonaro preocupa sobremaneira o PT. O próprio Dirceu, segundo dizem, teria aconselhado os petistas a deixaram ele "crescer" inibindo nomes mais complicados a exemplo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Será que não estão deixando ele crescer demais?

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