Os últimos dias tem sido marcado por intensas movimentações das peças que compõem o tabuleiro da política pernambucana. Diríamos mesmo que um rebuliço, para sermos mais precisos. Ontem foi a vez do ministro de Portos e Aeroportos do Governo Lula vir a público desmentir um boato de que ele estaria sendo cotado para compor a chapa do prefeito João Campos, mas na condição de candidato a vice-governador. Sílvio Costa Filho, mais conhecido como Silvinho, fez questão de enfatizar que os seus planos políticos, definitivamente, é disputar uma vaga ao Senado Federal pelo estado, preferencialmente alinhado ao projeto de reeleição de Lula. Preferencialmente aqui é força de expressão uma vez que se sabe da correção deste rapaz em seu fazer política. Nas últimas eleições, a despeito de uma enorme movimentação pelo estado, em nenhum momento ele se posicionou incorretamente em relação à base de sustentação do Governo Lula 3.
Mais complicado ainda foi o movimento da ex-deputada Marília Arraes, anunciado seu desligamento do Solidariedade, filiação ao PDT e a firmeza com que está lançando sua candidatura ao Senado Federal, atendendo a um pedido dos eleitores pernambucanos, que sempre invocam o desejo de votar na neta do Dr. Miguel Arraes. Este fato, olhando de uma maneira mais ampla, traz implicações efetivas para todos os pretendentes do estado em ocupar um assento na Casa Alta, sobretudo se considerarmos a performance da candidatura de Marília, líder em pesquisas de intenção de voto. Em particular, para a composição da chapa do prefeito João Campos, mais ainda, uma vez que ele já conta com enormes dificuldades de acomodar os nomes que desejam as duas vagas que concorrem ao Senado Federal. Segundo dizem, na realidade uma, uma vez que uma dessas vagas está aprioristicamente destinada ao senador Humberto Costa, apadrinhado pelo morubixaba petista.
E agora? Como diria o cancioneiro popular, se fosse raso, ninguém se afogava. Se fosse perto, tudo mundo ia. Se fosse largo, tudo acomodava. Pensou-se até, numa conversa com Edinho Silva, Presidente Nacional do PT, uma chapa com três candidatos ao Senado Federal. Os petistas se colocaram contra. Poderia confundir o eleitorado. Vamos de dois candidatos mesmo. Mas quem? Agora há pouco líamos a notícia de que - numa manobra carregada de ardis - talvez o Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, seja convidado a compor a chapa de João na condição de vice, ocupando o espaço da legenda na composição, escanteando, assim, o pleito de Marília Arraes. A proposta vem sendo muito festejada, com uma série de argumentos positivos, mas se sabe o que está em jogo na realidade.
Neste momento, o prefeito está com o escudo armado, tentando se proteger dos inúmeros petardos que estão sendo atirados contra o Palácio Capibaribe. A oposição na Casa de José Mariano é pequena, mas faz um barulho danado. Uma semana, um pedido de impeachment, na outra uma proposta de CPI. Na outra margem do Capibaribe, as intensas movimentações da governadora Raquel Lyra, ancorada na entrega de obras e nas diretrizes da comunicação institucional, algo que vem dando certo, se considerarmos a sua recuperação gradual nas últimas pesquisas de intenção de voto. Em suas redes sociais, ela hoje aparece ao lado do deputado Mendonça Filho, segundo os planos de Flávio Bolsonaro, um dos nomes a disputar o Senado Federal no estado.

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