pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: especulações sobre a chapa de João produzem um tsunami na política pernambucana.
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quarta-feira, 11 de março de 2026

O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: especulações sobre a chapa de João produzem um tsunami na política pernambucana.



Pelo andar da carruagem política, não é só a capital federal que se encontra em polvorosa. O anúncio de uma provável chapa do candidato ao Governo do Estado, João Campos, provocou um verdadeiro tsunami na política pernambucana nesta manhã. Nos últimos dias, muitos movimentos dos atores políticos do estado foram verificados, indicando que estávamos, sim, numa fase de definições ou afunilamentos das escolhas para as composições das chapas que entrarão na disputa pelo Governo do Estado, nas eleições de 2026. Os movimentos foram até civilizados, como um encontro entre os prováveis candidatos ao Senado Federal, Marília Arraes, e o Ministro dos Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho. Muito correto em suas posições políticas, Silvinho, como é conhecido, já disse que só integra num projeto identificado com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Acreditamos que Marília Arraes siga a mesmo diretriz política. 

O problema no estado é como acomodar tantos pretendentes ao Senado Federal, limitados a praticamente duas chapas, a do prefeito João Campos, e da governadora Raquel Lyra, que tentará a reeleição. A chapa de João Campos, antecipada por alguns órgãos da crônica política local no dia de hoje, sem que se afirme tratar-se de um anúncio oficial, registre-se - traz algumas surpresas, a exemplo da inserção do nome do deputado federal Eduardo da Fonte, que deve compor, ao lado de Humberto Costa, os dois nomes que disputarão o Senado Federal na chapa do prefeito. Há alguns dias, o senador Humberto Costa havia mantido uma conversa com Eduardo da Fonte, mas, a rigor, o seu grupo já havia sinalizado que deveria seguir os rumos do projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra. Fora uma decisão unânime, o que suscita algumas interrogações, pois Eduardo da Fonte, geralmente, segue as orientações do seu grupo político. 

Outro fato curioso foi o anúncio do deputado estadual Antônio Coelho, que representaria o grupo Coelho na aliança com o prefeito. Logo em seguida, veio um desmentido do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, assinalando que não haveria qualquer acordo neste sentido, que o seu projeto é o Senado Federal e não a vice. Miguel reafirma sua posição de disputar o Senado Federal e não endossa, pela Federação União Progressista, a entrada de Eduardo da Fonte na chapa do prefeito João Campos. Ainda sobre Eduardo da Fonte, que é do PP, o deputado federal Mendonça Filho, também do  União Brasil, assim como Miguel Coelho, cobra um posicionamento da Federação União Progressista sobre a situação da disouta no estado. Em razão da sua capilaridade política, Eduardo da Fonte, do PP, controla a federação no estado, em rinha permanente com o União Brasil. Mendonça Filho, inclusive, surge na bolsa de apostas como eventual candidato ao Senado Federal na chapa de Raquel Lyra. 

Para apimentar ainda mais o enredo, ontem começaram a surgir especulações em torno de um arranjo inusitado, onde a hipótese pouco provável de um palanque duplo do PT no estado voltou a ser ventilado. Por este arranjo, Sílvio Costa Filho poderia integrar a chapa da governadora Raquel Lyra. Em meio a esses movimentos, pouca coisa ainda se sabe sobre os dois nomes que deverão disputar o Senado Federal na chapa da governadora. Seus acenos para alas do MDB levantou a hipótese de que o senador Fernando Dueire possa disputar a reeleição em sua chapa. Até o nome de Marília chegou a ser ventilado para compor com Raquel Lyra. Já imaginaram os leitores? 

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