Rapaz, este país entrou numa espiral complicada. Soube há pouco, através de um colunista da Globo News, que os militares estão em conversas reservadas com Lula sobre os últimos escândalos da República. Já mantiveram uma conversa e teriam uma outra agenda programada. A oposição deverá entrar com um mandado de segurança junto ao STF para aprovação da CPI do Banco Master, quando se sabe que ela não sairá do Senado Federal se depender do presidente Davi Alcolumbre. O danado é que se sabe que o próprio STF não teria interesse numa CPI do Banco Master. Os Estados Unidos se reúne com 13 países do continente para desenvolver ações de combate aos narcotraficantes. Além de ficar de fora, o Brasil faz gestões junto ao Departamento de Estado no sentido de não inclusão das principais facções que atuam no país no rol da classificação de grupos narcoterroristas. Não precisamos nem falar que uma das figuras mais festejadas do encontro foi o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, o carcereiro das américas.
Será inútil as gestões da diplomacia brasileira no sentido de reverter tal situação. Donald Trump, aliás, já havia pedido que o Governo brasileiro assim procedesse. O Governo brasileiro sabe das consequências e por isso tenta, a todo curto, evitar tal classificação. Chegamos a um estágio onde será necessário fazer alguns ajustes. Estima-se que 25% da população brasileira já vive sob o comando dessas facções. Estados como Bahia e Ceará estão na iminência de um colapso na segurança pública. Na semana passada houve uma megaoperação das polícias civil e militar para devolver à população um trecho de um bairro da periferia de João Pessoa onde os faccionados locais haviam montado barricadas, no melhor estilo do que ocorre em regiões do Rio de Janeiro. No mesmo período, na antes pacata Itabaiana, onde o escritor José Lins do Rego esteve estudando num internato, ocorreu um massacre onde cinco pessoas foram torturadas e mortas. Soube-se depois que, supostamente, se travava de cinco membros do CV, trucidados por uma facção local. A coisa está feia no estado vizinho.
O caso do Banco Master, que, como se sabe também tem relação explícita com o crime organizado, talvez seja o exemplo mais cabal da falência do Estado brasileiro no enfrentamento deste problema. O crime organizado atingiu o núcleo duríssimo de nossas instituições. E, conforme cansamos de afirmar por aqui, não há hipótese de Governo e Oposição construírem algum consenso mínimo em relação ao tema da segurança pública, muito menos ainda num ano eleitoral. Portanto, o Governo tem pouca coisa a apresentar ao Governo Norte-Americano em relação a este assunto. E mesmo se tivesse, sabe-se que a tal química não impressiona Donald Trump.

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