O que se comenta nas coxias da política em Brasília é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já teria externado para interlocutores mais próximo um certo desânimo em relação às eleições presidenciais de 2026. Deve ser realmente complicado encerrar sua carreira política com uma derrota. Nossa conclusão é que se ele soubesse o tamanho exato da encrenca que viria pela frente, teria desestimulado seus auxiliares a estimularem mais uma candidatura presidencial. O enredo nebuloso não se limitou à Marquês de Sapucaí. Vieram Lulinha, Master, crise institucional instaurada. Já perdemos a conta de quantas pesquisas de intenções de voto apontam para um empate técnico no segundo turno, o que pode significar, na pior das hipóteses, uma dianteira do candidato bolsonarista.
Programaticamente inconsistente, do ponto de vista eleitoral, a candidatura de Flávio Bolsonaro tem se revelado competitiva e, por conseguinte, vai quebrando, aos poucos, a resistência entre segmentos refratários da própria direita. Não há argumento melhor do que um candidato bem posicionado nas pesquisas, com chances reais de chegar lá. Hoje ficamos sabendo que o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, estaria costurando um acordo com o pré-candidato Ratinho Junior, do PSD, tentando convidá-lo para assumir a vice, contornando os problemas que a candidatura de Sérgio Moro enfrenta no Paraná. Se Ratinho aceitar, em troca, demoveria a resistência de aliados ao apoio ao nome do senador Sérgio Moro ao Palácio do Iguaçu.
Lula precisa melhorar os índices de aprovação se deseja continuar como inquilino do Palácio do Planalto. Os índices de aprovação, no entanto, não melhoram. As pesquisas indicam que Lula vem perdendo eleitores no Nordeste e até entre os beneficiários do Bolsa Família. Sugere-se que estejamos, talvez, diante de uma fadiga de material, ou seja, há pouca coisa a ser feita. O Governo Lula 3 não vai se reinventar ou corrigir problemas estruturais até 04 de outubro. Falta inclusive diálogo com a oposição para a construção de consenso mínimo sobre algumas questões nevrálgicas, como a da segurança pública.

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