segunda-feira, 23 de junho de 2025
Editorial: O PT tem uma vaga de senador em Pernambuco. De quem será a outra?
A formação das federações políticas no plano nacional produziram algumas situações anômalas entre os entes federados, o que não seria de se estranhar, sobretudo no que concerne à definição sobre o comando estadual dessa nova federação, se ficaria com o dirigente do partido A ou com o dirigente do partido B. Em Pernambuco temos um caso bastante emblemático, depois da formação da federação União Progressista. O União Brasil dessa nova federação está afinado com a gestão municipal do prefeito João Campos(PSB-PE), enquanto o Progressistas integra o Governo de Raquel Lyra, quando se sabe que os dois gestores já se preparam para bater chapa nas eleições de 2026.
Outra questão diz respeito ao Partido dos Trabalhadores, que se encontra em situação parecida, ou seja, uma ala, a parlamentar e estadual, sugere-se que se identifica com a governadora Raquel Lyra, enquanto a ala municipal da legenda integra a gestão do prefeito João Campos - e não deve ter gostado nenhum pouco das ponderações recentes do deputado estadual João Paulo sobre a gestão do Palácio Capibaribe. O PT tem dois trunfos políticos em Pernambuco. O capital político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que continua intacto localmente, e o o franco favoritismo da reeleição do senador Humberto Costa, tendo-se como certo que uma das vagas em disputa será dele.
Pesquisas realizados pelo Instituto Paraná Pesquisas indicam que Pernambuco e Espírito Santo são dois estados onde o PT se apresenta em melhores condições na disputa para o Senado Federal. Deve ocorrer com Humberto o mesmo que ocorreu com a eleição de Teresa Leitão, em 2022, que foi eleita com certa facilidade, praticamente ignorando os adversários, com o inestimável apoio da capilaridade do Grupo da Educação. A questão que se coloca neste momento é sobre quem irá se habilitar a disputar esta segunda vaga, uma vez que o quadro está completamente embolado, onde se trava uma luta hercúlea para se assegurar o nome numas das chapas em disputa pelo Campo das Princesas. Até Humberto Costa teria alguns dilemas por aqui, uma vez que precisa aparar arestas s situar-se entre essas principais chapas em disputa pelo Governo do Estado. Alguém andou perguntando para onde caminharia o deputado João Paulo, numa situação em que Humberto Costa viesse a compor com João Campos. Continuaria onde sempre esteve, uma vez que suas críticas ao gestor municipal não são recentes.
domingo, 22 de junho de 2025
Editorial: As críticas de João Paulo à gestão municipal do Recife.
Mesmo há um ano e meio das eleições de 2026, não há dúvidas de que existem mobilizações de grupos políticos no sentido de prejudicar o andamento de algumas gestões, de olho naquelas eleições. Segundo os escaninhos da política, o Centrão já teria emitidos recados a Hugo Motta, Presidente da Câmara dos Deputados, no sentido produzir um sangramento do Governo Lula 3 até às próximas eleições. Setores do Centrão estariam se articulando em torno de um eventual apoio ao nome de Tarcísio de Freitas, no momento, o nome que reúne as melhores condições de agregar em torno de si o conjunto dessas forças conservadoras de centro-direita e até da extrema direita. Até o grito de guerra de Jair Bolsonaro ele já está ensaiando, com a cessão do próprio capitão, sem os ônus dos direitos autorais.
No podcast do Jornal do Commércio, onde concedeu uma entrevista recente, o deputado estadual João Paulo fez duras críticas ao prefeito do Recife, João Campos(PSB-PE). Segundo João Paulo, haveria uma suposta articulação entre socialistas e bolsonaristas na ALEPE com o propósito de prejudicar o Governo Raquel Lyra. Um outro ponto elencado pelo ex-prefeito do Recife é que estaria faltando disposição do atual ocupante do Palácio Capibaribe no sentido de ampliar o diálogo com o Governo do Estado, em prol do interesse da população do Recife. João Paulo lembra um momento realmente de profundas indisposições políticas entre a sua primeira gestão como prefeito, quando era governador do estado Jarbas Vasconcelos. Naquele momento político, João Paulo interrompeu o projeto da União por Pernambuco, tornando-se um adversário ferrenho do governador e do grupo político que orbitava em torno da gestão estadual, oriundos de segmentos conservadores da política pernambucana. Nem assim, argumenta ele, deixou de conversar com Jarbas quando os interesses dos recifenses estavam em jogo. Até setores do partido à época estranhavam essa relação, movida, acreditamos, em nome do interesse público.
Os socialistas acusaram as críticas e as responderam em tom duro, insinuando que João teria inveja da gestão de João Campos. Não vamos aqui descer às miudezas dessas discussões para não melindrarmos, mas consideramos prudente e dentro de um espírito republicano, prestar a atenção necessária às ponderações críticas à gestão, seja partindo do público, seja quando elas partem de políticos com a expertise do deputado João Paulo, prefeito do Recife por dois mandatos. Historicamente, os gestores do estado não gostam de serem criticados. São arrogantes, andam de salto alto, comportamento muito provavelmente herdados da profunda hierarquização de nossa formação colonial, onde essas elites familiares foram forjadas. Eles acham que não precisam dar satisfações ao público, o que se traduz num grave equívoco, pois é exatamente este público que, através de seus tributos e suas escolhas, financiam e delegam a gestão da polis a determinados atores, em período regulares, que são as eleições.
sábado, 21 de junho de 2025
Editorial: A chapa?
São curiosos esses movimentos da política. Embora pertença ao partido Republicanos, partido do possível maior adversário de Lula numa eventual disputa à reeleição em 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, O Ministro dos Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, é apresentando como um dos ministros que mais se alinham às diretrizes do Planalto. Mesmo quando está aqui na província, se movimenta bem, afaga as bases, mas sempre dentro de uma margem que não pairem dúvidas sobre a sua fidelidade ao Governo que integra. Estrelas de primeira grandeza do Governo, grupo com ascendência direta sobre Lula, reconhecem esses princípios que norteiam a conduta do auxiliar.
Agora mesmo, por ocasião das festejos juninas, difícil dizer o polo onde o político já não tenha marcado a sua presença. Prestigiou o forró dos Coelhos, em Petrolina, e, salvo melhor juízo, já se encontra em Caruaru, ao lado do prefeito Rodrigo Pinheiro, neste caso em nome de sua condição de gestor público, no plano das relações institucionais, uma vez que o prefeito é aliado da governadora Raquel Lyra. Sílvio Costa Filho é cotadíssimo para assumir uma das vagas em disputa pelo Senado Federal na chapa composta pelo prefeito João Campos, que deverá disputar a cadeira do Palácio do Campo das Princesas, nas eleições de 2026.
Até recentemente, por sua indicação, foi nomeado Miguel Ricardo, filho do ex-prefeito de Igarassu, Mário Ricardo, para assumir a pasta de Saneamento da Prefeitura do Recife. O Grupo Coelho, por outro lado, vem mantendo relações de excelente nível com o prefeito João Campos, mesmo depois da formação da federação União Progressista. O arranjo é complicado porque os dirigentes da federação no estado, hoje aliados da governadora, já sinalizam que possuem musculatura política para ocuparem duas vagas na majoritária. Em todo caso, a foto acima, onde se encontram o prefeito João Campos, Sílvio Costa Filho e Miguel Coelho poderia ser a chapa para 2026? O jogo da disputa pelas vagas ao Senado Federal em Pernambuco é um jogo bastante embolado. Como estão surgindo a possibilidade de lançamento de novas chapas, talvez este fato contribua para descomprimir um pouco o processo das escolhas.
Editorial: O capital político de Lula em Pernambuco e o dilema dos socialistas.
Mesmo passando por um momento difícil na gestão, Lula reafirmou no dia de ontem, em entrevista no podcast do Mano Brawn, ou Mano a Mano, que, se a saúde se mantiver em ordem, ele será candidato à reeleição em 2026. Não vamos nos antecipar aos fatos e fazer aqui algumas considerações sobre uma eventual prudência em relação a uma nova candidatura de Lula, algo que políticos experientes como José Sarney já desaconselharam. O problema maior no campo da centro-esquerda, na realidade, talvez seja mesmo a ausência de alternativas. Pode-se dizer que Lula foi um pouco egoísta em relação ao assunto.
Na outra margem do Rio, o problema é exatamente o contrário. Muitos são os chamados e poucos os escolhido. Nos últimos dias, porém, vem se confirmando uma tese de que, finalmente, o ex-presidente Jair Bolsonaro parece curvar-se à necessidade de negociar um arranjo político onde o clã familiar e o PL possam apoiar o nome de Tarcísio de Freitas para disputar as eleições presidenciais de 2026 como um ilustra representantes das forças de centro-direita e até da extrema direita, embora eles não gostem muito dessa expressão. Se tal conformação se consolidar, talvez tenhamos, mais uma vez, desta vez como representante do tucanato, uma eventual candidatura presidencial do cearense Ciro Gomes, que se propõe à tarefa ingrata de tentar quebrar uma polarização renitente na política brasileira.
Aqui em Pernambuco, segundo levantamento realizado por um blog local, a situação de Lula é bastante confortável em relação aos adversários. Na realidade, o pernambucanos não podem se queixar de Lula. Lula foi sempre muito generoso com o seu torrão, independentemente de quem estivesse na gestão do Palácio do Campo das Princesas. Isso vem criando um dilema para os socialistas locais que, no plano nacional, sugere-se que estejam criando uma situação de menos dependência do lulismo. Discursos, como advertia o filósofo Nietzsche, não são parâmetros seguros para avaliarmos os atroes políticos. A despeito das juras de amor eterno durante a convenção partidária, na prática, os socialistas não acompanharam o Governo na questão do aumento do IOF. Os socialistas desejam um protagonismo maior no Governo e nas composições políticas daqui para frente, o que o PT talvez não ofereça.
sexta-feira, 20 de junho de 2025
Editorial: Lula libera mais de meio bilhão em emendas para acalmar o Congresso.
Nos últimos dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve uma conversa com o Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, que já se encontra em sua terra natal, Patos, para os festejos de junino. Logo em seguida, com o intuito de acalmar as coisas no Legislativo, onde vem sofrendo sucessivas derrotas, o presidente liberou mais de meio bilhão em emendas para os parlamentares. A liberação ocorre num momento de ressaca, conforme os leitores podem ter percebido pelos nossos editoriais dos últimos dias. Não vai resolver o problema, pois sugere-se que possamos ter entrado na fase da sangria, ou seja, uma fase sem possibilidade de retorno, pois um grupo expressivo de parlamentares, percebendo as dificuldades de reeleição do mandatário, já sinalizam com nomes em ascensão ao pleito presidencial de 2026.
Os movimentos dos parlamentares de centro-direita, deliberadamente, caminham no sentido de desgastar a gestão até as eleições de 2026. Numa entrevista recente, Lula afirmou aquilo que já se sabia, ou seja, será novamente candidato à reeleição. Tem aparecido bem nas pesquisas de intenção de voto, a despeito dos problemas enfrentados neste terceiro mandato. O Centrão já esta fora do barco da reeleição e, neste momento, conforme se especula, estaria se articulando com Hugo Motta para deixar Lula sangrar em praça pública até outubro de 2026. A formação dessas federações, além dos interesses pelo fundo partidário, evidenciam sempre um caráter antilulista em suas narrativas.
Há quem ande sugerindo entre os petistas, alguns deles inclusive em disputa pela condução do destino da legenda a partir das próximas eleições internas programadas para julho, que o partido faça uma inflexão à esquerda. Ficamos aqui tentando imaginar como isso seria viável eleitoralmente, uma vez que atitudes e gestos de Lula, desde a primeira eleição, sempre foram no sentido de uma composição com o centro e a direita democrática. Fazer este caminho de volta a esta altura do campeonato? E preciso analisar se isso seria pragmaticamente viável eleitoralmente.
quinta-feira, 19 de junho de 2025
Editorial: First Mile : 60 mil monitoramento ilegais de celulares.
A Polícia Federal considera que todos os monitoramentos realizados pelo sistema de rastreamento denominado First Mile, concebido por uma empresa de Israel e adquirido pela Abin, com dinheiro dos cofres públicos, por algo em torno R$ 5, 6 milhões, tenha realizado 60 mil operações ilegais, se considerarmos seu vício de origem. Hoje, 19, está repercutindo na imprensa mais uma trapalhada dessa Abin paralela, que teria monitorado o Alexandre errado, numa referência ao Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, desde sempre um dos alvos principais da arapongagem ilegal. Não há nada que se possa brincar por aqui. Isso é coisa muito séria. Vários cidadãos e cidadãs brasileiros, pessoas íntegras, vivendo dos seus salários, pagando seus impostos, podem ter sido vítimas dessa sanha persecutória, com seus tentáculos, não qualquer dúvida sobre isso, operando dentro da estrutura de Estado, atropelando preceitos republicanos, agindo ao arrepio da lei.
Na medida em que as investigações avançam sobre a tentativa de golpe de Estado, já se conclui o papel realizado pelo monstro da Abin Paralela para o seu intento. A Abin Paralela dava suporte ao projeto autoritário que estava em curso. Alguns setores da imprensa ficam fazendo um jogo onde aponta-se eventuais indisposições da PF em relação a Abin, mas, à medida que o trabalho da PF avança, o que se tem, na realidade, é um calhamaço de provas robustas sobre as irregularidades que foram cometidas por um grupo de seus integrantes. Nunca se pode generalizar. Não estamos tratando aqui da Agência Brasileira de Informações como um todo, mas de uma banda podre, embora essas investigações, por inúmeras razões, projetem negativamente a imagem do órgão.
Os implicados na tentativa de golpe de Estado estão buscando uma tábua de salvação para as suas investidas antidemocrática do passado recente. Quem acareações com o delator, estão procurando minar o teor dessa delação, como se não houvessem outros elementos para condená-los. É bom ir devagar com a ansiedade, pois já tem gente indo em cana por manobras de obstrução da ação penal que trata deste assunto.
Editorial: A "Caixa de Pandora" da Abin.
Com os últimos indiciamentos da Polícia Federal em relação aos envolvidos nas operações ilegais e clandestinas da Abin Paralela, fica evidente que tínhamos razão ao usarmos o termo "Caixa de Pandora" para definir aquela situação. As medidas tomadas pelo Governo Lula 3, no início do seu Governo, não foram suficientes para se efetuar um processo de assepsia republicana no órgão, segundo conclusões da própria Polícia Federal, ao observar que a banda podre que se instalou na agência durante o governo anterior, supostamente continuou operando, como se presume em relação à lambança das investigações sobre como se portaria o Governo do Paraguai em relação às tarifas da Itaipu Binacional. Segundo consta, um agente da Abin confirmou essa informação. Em princípio, a estrutura ilegal montada no governo anterior, manteve-se intacta.
Não se brinca com serviços de inteligência e segurança de Estado quando eles fogem ao controle das instituições reguladoras ou fiscalizadoras de suas ações. Paga-se um preço muito alto por isso. É assustador o número de operações ilegais realizadas pela Abin Paralela, conforme estima relatórios preliminares da própria Polícia Federal. No Governo anterior ampliou-se sensivelmente o números de órgãos públicos que passaram a compor a comunidade de informações da Abin, sabe-se lá com que objetivo. Ou, sabe-se sim. Se usados por essa estrutura paralela, supostamente podem ter sido úteis para promover uma "caça" aos desafetos do governo de turno, cascavilhando ilegalmente suas vidas com o propósito de desacreditá-los; plantando informações falsas; promovendo campanhas de difamação para cancelá-los. A PF estima que 60 mil telefones celulares podem ter sido monitorados.
Como o projeto autoritário estava "integrado", hoje uma das preocupações é entender toda a dinâmica das operações clandestinas da agência, assim como suas articulações no sentido de colaborar para viabilizar o golpe de Estado que esteve em curso. Uma das preocupações que sempre incomodou este editor seria a razão pela qual Lula foi tão tímido no sentido de tomar as medidas que seriam fundamentalmente necessárias em relação a esses órgãos, uma vez havia comprometimentos de outras agências de segurança e inteligência. Em governos com perfil autoritário esses flertes são automáticos. Durante a ditatura do Estado Novo a relação era tão orgânica que a sucessão no Palácio do Campo das Princesas, em Pernambuco, passava pelo Departamento de Ordem Política e Social. Lula talvez não tenha dimensionado corretamente o tamanho da encrenca que isso representa.
quarta-feira, 18 de junho de 2025
Editorial: Os tucanos não estão mortos.
Quando se discutiu uma eventual federação ou fusão do PSD com o PSDB, um dos problemas levantados foram os projetos políticos de Aécio Neves em Minas Gerais. Lula tem levantado a bola do ex-Presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, naquele estado, desde já peitando o governador Romeu Zema. Lula tem tratado Pacheco como governador nos momentos em que vai a Minas entregar obras de sua gestão. Numa dessas ocasiões, em público, desafiou o governador a apresentar alguma obra executada ali pelo seu antecessor na Presidência da República, Jair Bolsonaro. Até recentemente, os tucanos se recusaram a compor uma federação com o Podemos, uma vez que não chegaram a um acordo sobre quem indicaria o nome do presidente da futura federação.
Não precisamos informar aos leitores que, de uma maneira geral, a situação dos tucanos não é das melhores em todo o país. Perderam dois governadores de Estado, caso de Pernambuco e Rio Grande do Sul, e não se saíram bem nas últimas eleições, principalmente em São Paulo, onde tentaram se posicionar com o apresentador José Luiz Datena. Eles investiram tudo em São Paulo, até como uma forma de compensar os percalços pelo país afora. Ali também não deu certo. Mas, em todo caso, como eles dizem, há vida inteligente fora da polarização entre petistas e bolsonaristas. O que se especula, pelo menos a partir de uma reaproximação entre Tasso Jereissati e Ciro Gomes, é que aventa-se a possibilidade de Ciro tornar-se tucano e habilitar-se a uma candidatura ao estado do Ceará e, quem sabe, até à Presidência da República, sobretudo se Tarcísio de Freitas não confirmar sua candidatura, quando o cearense poderá se apresentar como o candidato da Faria Lima, contrapondo-se ao bolsonarismo e ao lulismo.
Ciro Gomes tem reiterado que não pretende mais disputar alguma eleição presidencial, mas, como dizia o governador Paulo Guerra, lá atrás, em política não existem "nunca" nem "jamais". São palavras que não existem no dicionário da política. Por enquanto, ele se coloca como um contraponto entre o petismo e o bolsonarismo no estado. Não subestimem essas articulações entre Ciro e Jereissati. Eles já mostraram do que são capazes no passado, quando derrotaram velhos coronéis encastelados no Palácio da Abolição.
Editorial: A CPMI do INSS será instalada.
O Presidente do Senado Federal, David Alcolumbre, finalmente, leu o relatório da CPMI do INSS. Estima-se que os trabalhos devem começar no segundo semestre, provavelmente em agosto. Trata-se de uma derrota do Governo Lula 3, que não desejava a instalação da CPMI. Agora o Governo corre atrás do prejuízo, escalando um time de senadores que possa equilibrar o jogo dos debates de narrativas, definir convocações de A ou B, influir sobre o relatório final, enfim, ter um mínimo de controle sobre o andamento dos trabalhos. O presidente da Comissão deverá ser o senador do PSD do Amazonas, Omar Aziz, que já esteve mais alinhado com o Governo no passado.
O relator será indicado pelo PL e poderá ser o deputado federal Coronel Chrisostomo. Não se trata de uma boa composição, como os leitores podem perceber. Ambos possuem pavio curto, sugerindo que a CPMI já começa com imanente potencial de atritos, mas isso faz parte do jogo. A CPMI do INSS, quando os velhinhos estiverem presentes ao plenário externando suas agruras, tem o potencial de provocar um desgaste imenso em qualquer que seja o governo de turno. As narrativas do Governo Lula 3 no sentido de eximir-se completamente das responsabilidades sobre aqueles fatos se mostraram insuficientes para conter o desgaste da imagem do governo junto à opinião pública.
Não vamos aqui entrar no mérito de quando começaram essas fraudes, que medidas poderiam ter facilitados o trabalho dos gatunos ou coisas do gênero. A questão é que o escândalo estourou durante o Governo Lula. Neste contexto, a narrativa, talvez concebida pela SECOM, de jogar a responsabilidade sobre o Governo de Jair Bolsonaro soou esquizofrênica, vazia, insustentável. Não colou. Que seja bem-vinda a CPMI do INSS, que ela possa ser suficiente para esclarecer a população a engrenagem nebulosa que funcionou durante anos com o objetivo abjeto de roubar pensionistas e aposentados.
terça-feira, 17 de junho de 2025
Editorial: Líder do Governo sinaliza com possíveis retaliações.
Lula já sabia das dificuldades, mas preferiu pagar para ver. Além das conversas de negociações, supostamente, teria até liberado o pagamento de emendas parlamentares, tudo com o objetivo de não sofrer novas derrotas no Legislativo. Não deu certo. A Oposição, com o inestimável apoio de partidos da base, infligiu mais uma derrota ao Governo. Foram 346 votos a favor do veto ao aumento do IOF e 97 contra. Como se diz popularmente, uma derrota acachapante. Hoje, 17, o líder do Governo na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, observa que poderá haver retaliação contra os partidos da base que deixaram de apoiar o Governo. A Ministra da Articulação Política, Gleisi Hoffmann já havia sinalizado no mesmo sentido.
Pessoalmente, não se conhece nenhum pronunciamento de Lula em relação ao assunto, mas o Governo já havia sido alertado em relação às dificuldades. Hugo Motta sofre uma pressão imensa da Oposição, assim como Davi Alcolumbre, embora a situação seja minimamente mais equilibrada na Casa Alta. Mesmo assim, também com apoio integral dos partidos da "base aliada", dá-se como certa a instauração da CPMI do INSS para logo após o feriado de São João. A situação é bastante delicada, uma vez que o Legislativo hoje goza de certa autonomia em relação às emendas, assim como as federações que estão se formando com esses partidos da base sinalizam para uma independência do Planalto.
Corre-se o risco de novos vexames, como o de tentar substituir nomes e se enfrentar novas recusas, como já ocorreu em relação às mudanças no Ministério das Comunicações. Aliás, aquela reforma ministerial pomposa que se prenunciava antes, acabou em mudanças pontuais, em alguns casos experimentando "soluções caseiras". Não há muito o que se possa ser feito.
Editorial: Câmara aprova urgência de projeto que derruba decreto do IOF.
Está todo mundo reclamando das férias do Ministro Fernando Haddad. Acreditamos que somente este editor considerou que já passava do momento do ministro tirar um descanso merecido. Sugeriram que ele jogou a bomba e se mandou. No dia de ontem, em esforço concentrado antes do recesso junino, os deputados aprovaram a urgência do projeto que derruba o decreto do IOF. Essa derrota já seria esperada, como outras tantas que devem vir por aí, inclusive com a aprovação da instauração da CPMI sobre o roubo do INSS logo após os festejos de São João. As pesquisas realizadas depois que estourou o escândalo indicam que o Governo Lula 3 pagou um ônus pesado de imagem com o episódio. Isso num momento em que a aprovação do Governo já sofria um intermitente declínio.
O jornal Folha de São Paulo de hoje, 17, traz uma matéria tratando de mais uma derrota do Governo na Câmara dos Deputados, pedra cantada por praticamente todos os órgão de imprensa antes que se materializasse na noite de ontem. Chama a atenção na matéria a lista de partidos que votaram contra o Governo que, somados detém 11 cadeiras na Esplanada dos Ministérios. São poucas as pessoas que hoje exercem alguma ascendência sobre o líder petista. Falava-se em Gleisi Hoffmann, Ministra da Articulação, Rui Costa, Ministro da Casa Civil, e Sidônio Palmeira, da Comunicação Institucional. Seriam nomes que Lula ainda consultaria antes de uma tomada de decisão.
O mesmo jornal, curiosamente, traz uma matéria onde observa que Lula já não estaria disposto a seguir as recomendações de Sidônio como antes. Ajustar os passos deste terceiro mandato do presidente Lula não está sendo fácil para ninguém. O Governo começou sob um signo muito ruim, em meio a uma tormenta de instabilidade institucional, sob uma tentativa de golpe de Estado, sem base de apoio político no Legislativo e estourando as contas públicas. Quebrou na emenda, como se diz.
segunda-feira, 16 de junho de 2025
Editorial: A repercussão da prisão do ex-ministro Gilson Machado.
Muita gente foi tomado de surpresa em relação à prisão do senhor Gilson Machado, ex-Ministro do Turismo do Governo Jair Bolsonaro. Ele passou poucas horas preso num presídio em Abreu e Lima, cidade da Região Metropolitana do Recife, e, logo em seguida, foi liberado, ratificando sempre a sua condição de inocência em relação às acusações que lhes são imputadas pela PGR. A PRG observou nas movimentações do ex-ministro "ações sugestivas" que poderiam indicar que ele, supostamente, estaria se articulando para ajudar o tenente- coronel Mauro Cid, o que significaria obstruir ou prejudicar os trabalhos em andamentos em relação à ação 2668, onde estão arrolados os indiciados na tentativa de golpe de Estado no país.
Acabamos de ler uma matéria sobre um vídeo que Gilson Machado enviou à revista Veja, onde concede uma entrevista àquele órgão de imprensa. Na entrevista, Gilson reafirma a sua preocupação com esta situação, assim como inclusive à situação dos 2oo funcionários de suas empresas. Gilson é muito amigo do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas, numa entrevista concedida aos repórteres logo que deixou a prisão, reafirmou que seus contados com o ex-ajudante de ordens da Presidência da República eram apenas protocolares. O advogado do ex-ajundante de ordens ficou indignado com a decretação da prisão do militar, entre outros motivos, sob a alegação de que sua família havia viajado para os Estados Unidos.
Na realidade, este não é o grande problema. O grande problema de Mauro Cid hoje é uma matéria da mesma revista informando que ele supostamente havia mentido, o que pode anular a sua delação premiada. Praticamente todos os advogados dos envolvidos na tentativa de golpe estão pedindo a anulação de sua delação, o que poderia trazer, aí sim, embaraços para o andamento dos trabalhos da ação 2668. Supõe-se que Mauro Cid poderia ter usado perfis anônimos para desabafar sobre a situação em que se encontra. Esses perfis foram identificados e estão sob investigação do STF, que já solicitou à rede Meta que disponibilize tudo o que foi tratado pelo titular do perfil.
Editorial: As férias de Fernando Haddad.
Outro dia publicamos por aqui uma foto do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sensivelmente abatido. Há uma artilharia pesada contra o ministro e isso está se refletindo em sue estado psicológico. Era bom que ele conseguisse viabilizar essas férias mesmo. Está precisando. Ser Ministro da Fazenda do Governo Lula 3 se constitui num fardo muito pesado. O dano é tão complicado que o ministro pode até mesmo comprometer sua carreira política. Em sondagens para uma eventual candidatura ao Senado Federal, por São Paulo, em 2026, por exemplo, se se mostra desanimado. Aliás, desanimado é um adjetivo que se encaixa bem na conjuntura vivida por Fernando Haddad.
O Congresso tem emitidos sinais veementes que não aprovará o novo projeto de cobranças de mais impostos. Haddad serve a um governo que abomina a ideia de austeridade fiscal e, internamente, já percebeu que não conseguirá convencer os caciques da legenda petista sobre a necessidade de ajustes nas contas públicas. Perdeu a guerra internamente para os gastadores e sofre uma pressão feroz da Oposição, dos setores produtivos, do mercado, com o apoio de setores influentes da grande mídia. Os planos iniciais de Lula para transformar Haddad num eventual Fernando Henrique Cardoso, catapultado à Presidência da República depois do êxito do Plano Real, não deu certo.
O desgaste sofrido pelo ministro é enorme. Talvez tenha que voltar ao batente da sala de aula depois dessas refregas. É emblemático um diálogo mantido entre ele e o morubixaba, quando o ministro sinalizava que pretendia ajustar as contas naquele ano. Ali estava selado o seu destino dentro do Governo. Nada melhor do que a paz interior, Haddad. Essas férias, se não forem interrompidas, poderão fazer muito bem ao senhor. Boas férias!
domingo, 15 de junho de 2025
Editorial: Os eventuais recados de Bolsonaro para Tarcísio de Freitas.
Estávamos lendo uma matéria recentemente sobre um apagão no humor nacional, depois da condenação do humorista Léo Lins, condenado a 08 anos de prisão e pagamento de uma multa astronômica, superior a R$ 1,5 milhões. A matéria prima desses humoristas é exatamente esse ambiente político nosso, marcado por lances exóticos, protagonizados por alguns atores. Esse cuidado não é para menos. Quando humoristas e chargistas passam a ser condenados por sua arte é um sinal de que os tempos estão nublados. Isso justiça usarmos o termo "eventual" na chamada do edital acima. Estamos diante da necessidade de criarmos em nossos textos, uma narrativa não comprometedora, onde termos como eventual ou supostamente estão se tornando muito comuns. São os reflexos dos tempos bicudos exercendo sua influência na linguagem. Pelo andar da carruagem política, logo teremos robôs algoritmo censurando aquilo que pode e aquilo quer não pode ser dito. Antes disso, num exercício de autocensura, alguns temas, por exemplo, já foram abolidos dessas nossas conversas diárias aqui pelo blog. É uma temeridade tratar de assuntos relativos à atuação policial, assim como as ações de grupos do crime organizado.
Tarcísio de Freitas é hoje o nome ungido pelos setores conservadores para as eleições presidenciais de 2026. Aqui se congregam o eleitorado conservador - bolsonarista radical ou não - setores da mídia, o mercado, a Faria Lima e possivelmente amplos segmentos do Centrão. Por outro lado, esse puxa e encolhe do PL em torno de aspirar, ainda que remotamente, uma eventual candidatura de Jair Bolsonaro ou alguém indicado por ele, tem levado o governador de São Paulo a manter-se reticente acerca da necessidade de assumir que é candidato à Presidência da República em 2026. Algumas de suas atitudes alimentam a expectativa desses setores, ao passo que, em alguns momentos, outras atitudes sinalizam para o desejo de Tarcísio em esquentar a cadeira do Palácio Bandeirantes por mais quatro anos. Ele é coerente e muito correto com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A Folha de São Paulo, no dia de hoje, 15, traz uma reportagem onde observa que interlocutores confiáveis entre ambos estariam fazendo uma ponte no sentido de se chegar ao ex-governador Tarcísio de Freitas a informação de que o ex-presidente Jair Bolsonaro estaria disposto a apoiá-lo, desde que a sua esposa, Michelle Bolsonaro fosse indicada a ocupar a vice na chapa encabeçada por ele. Michelle tem uma cadeira praticamente assegurada como representante do clã ao Senado Federal, concorrendo pelo Distrito Federal. É quase impossível que a inelegibilidade de Jair Bolsonaro seja revertida. Sugere-se que ele já começou a trabalhar com tal hipótese. Uma condenação, igualmente, não seria improvável. Nesse contexto, talvez se entenda uma declaração recente do seu filho, Eduardo Bolsonaro, no sentido de que o próximo presidente de direita - que é o que eles esperam que ocorra com resultado em 2026 - se comprometa a indultar Jair Bolsonaro e não aceitar qualquer anulação do ato pelo STF.
sábado, 14 de junho de 2025
Editorial: A guerra psicológica do Irã contra Israel.
O Irã tem ou não condições de enriquecer urânio aos níveis factíveis para a produção de ogivas nucleares? As informações mais confiáveis sobre o assunto dizem que sim, sugerindo que os ataques de Israel contra o seu território não teriam sido suficientes para impedir tal possibilidade. Sugere-se que o Irã já teria transferidos as suas operações nucleares para regiões montanhosas, onde seria quase impossível uma identificação precisa sobre a localização dessas bases. Geograficamente, o Irã seria um fortaleza inexpugnável, como se sabe. Mais ou menos o que ocorre em algumas regiões da Rússia, onde o melhor general é o próprio ambiente físico.
Por algum motivo, no entanto, os serviços de inteligência do país são sensivelmente frágeis. O Mossad, Serviço Secreto de Israel, consegue proezas dentro do seu território que são surpreendentes, numa evidência dessa vulnerabilidade. Nesse último ataque, por exemplo, foram mortos físicos nucleares, num total de seis, chefes militares importantes, como o comandante das Forças Armadas e o chefe maior da Guarda Revolucionária. E isso ocorre desde algum tempo, sempre com as mesmas características. O espaço aéreo naquela região está sob a hegemonia do Estado de Israel, restando ao Irã, em princípio, apenas o lançamentos de mísseis de longo alcance contra o território do Estado Judeu.
Chama a nossa atenção os gravíssimos problemas psicológicos enfrentados pelo população de Israel, sempre argumentado em torno dos problemas de ansiedade, da tensão permanente, da necessidade de procurar ajudar médica para tratamento de transtornos psicológicos. Trata-se de uma população que não vive em paz, num país em estado de guerra permanente. É complicado.
Editorial: Tucanos suspendem formação de federação com o Podemos.
O PT tem perdido o timing político há algum tempo. Tem caminhado à reboque das iniciativas da Oposição, nunca se antecipando aos passos dos adversários. Enquanto a Oposição já se estrutura para o lançamento de nomes competitivos ao Senado Federal em várias praças do país, o partido parte do pressuposto de que as preocupações sobre o assunto devem entrar na agenda apenas em 2026. Somente nos últimos dias, por ocasião do Encontro Nacional do PSB, Lula demonstrou uma preocupação no sentido de formar uma federação, assim como vem ocorrendo com amplos setores da Oposição. Essas federações, conforme já enfatizamos por aqui, partem de um pressuposto incômodo ao Planalto: seus líderes sinalizam para a composição de nomes que possam concorrer à Presidência da República em 2026. Afirmam que não endossam o projeto de apoio à reeleição de Lula. Isso é algo preocupantemente comum para o Governo Lula 3, que pode ser traduzido como um desembarque.
De imediato, Carlos Siqueira, ainda na condição de presidente da legenda, já descartou a formação de uma federação com o PT, por um simples motivo. O PT não abdicaria de encabeçar essa federação. Por este mesmo motivo, os tucanos suspenderam as negociações para a formação de uma federação com o Podemos, processo que já estava bastante avançado. A Federação Progressista enfrentou problema semelhante. Em princípio, as negociações iniciais entre o União Brasil e o Progressistas previa que o ex-Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, assumisse o comando da federação. Chegaram a um bom termo, onde, de imediato, assumiu o leme da federação o então Presidente Nacional do União Brasil, Antonio Rueda.
Os arranjos nos estados, por outro lado, tem produzido situações inusitadas, como aqui em Pernambuco, colocando atores políticos em situações delicadas, apoiando gestões que, no plano nacional, não se coadunam com o contexto político local. Até recentemente, o Presidente Nacional do PSDB, Marconi Perillo, se pronunciou sobre um posicionamento da governadora Raquel Lyra, onde ela explicava porque deixou o ninho. Marconi Perillo enfatizou que o real motivo é que o partido não ficava nada satisfeito com a aproximação da governadora com o Governo Lula 3.
Editorial: A liberdade de Gilson Machado.
Melhor falar de liberdade do que de prisão. A prisão do ex-Ministro do Turismo do Governo Bolsonaro, Gilson Machado, decretada pelo STF e logo depois revogada, ainda está envolta em muitos mistérios. Segundo as explicações do ex-ministro, seus contatos com o Consulado Português foram no sentido de renovar o passaporte de seu genitor, com 85 anos de idade. Nunca teria ido pessoalmente ao consulado e uma investigação sobre esses contatos provariam exatamente isso. Gilson Machado é amigo do ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhando suas movimentações políticas sempre que possível, como nesta última incursão pelo estado do Rio Grande do Norte.
Em princípio, nada se sabe sobre uma eventual proximidade entre ele e o ex-ajudante de ordens da Presidência da República, o tenente-coronel Mauro Cid. Como cogitou-se, essa suposta trama ou uma articulação entre ambos, com o suposto propósito de favorecer uma eventual proposta de fuga de Mauro Cid é um fato desconhecido. Mauro Cid negou veementemente qualquer tentativa de deixar o país. Como as prisões foram revogadas, supõe-se que não haveria provas indicando o contrário. A princípio, não estamos diante de mais um elemento que poderia complicar a vida do ex-ajudante de ordens da Presidência da República . A revogação do acordo de delação premiada, certamente, seria o maior desses complicadores.
Diante do que ocorreu recentemente com a deputada Carla Zambelli, que fugiu do país, possivelmente tanto a Polícia Federal quanto o próprio STF tenham redobrado os cuidados em relação ao assunto. Possivelmente é neste contexto que se pode entender, em princípio, caso não surjam fatos novos, a decretação da prisão do ex-ministro Gilson Machado, que já voltou ao convívio dos familiares, criando musculatura para uma nova batalha pela frente: habilitar-se a uma candidatura ao Senado Federal por Pernambuco, em 2026.
sexta-feira, 13 de junho de 2025
Resenha: Romance Chaminés Dormentes.
Editorial: Mauro Cid presta novo depoimento à Polícia Federal.
Editorial: Bolsonaro escala seus nomes para a disputa nos Pampas.
Enquanto o Governo Lula 3 anda às turras, numa batalha feroz para ver seus projetos de ajustes fiscais serem aprovados no Legislativo - sem o apoio até mesmo de partidos da base - Bolsonaro, assim que deixou a sala de audiências do STF já anunciava a sua nova incursão pelo estado do Rio Grande do Norte na próxima semana. Na sede do PL, em Brasília, escala os nomes do seu staff político que deverá entrar na disputa pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul e, principalmente, ao Senado Federal pelo estado. A recomendação do Planalto, a partir de sinais emitidos pelo próprio Lula, é de apenas tratar das eleições de 2026 no próximo ano. Poderá ser um pouco tarde.
Um levantamento publicado pela revista VEJA, a partir de uma pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, aponta que a Oposição continua adubando as bases, aparando as arestas, tudo dentro do propósito de construir as condições de competitividade suficientes para a formação de uma bancada de senadores robusta, com a capacidade de hegemonizar o controle sobre a Casa Alta. Estão se movimentando em todo o Brasil. O PT elege seu novo presidente agora em julho, num clima de acirramentos e divisões internas. Constituiu um grupo exclusivo para tratar das eleições, mas sugere-se que as cosias estão em banho maria.
Enquanto isso, a Oposição se movimenta. Bolsonaro inicia um périplo pelo Nordeste na próxima semana e já bateu o martelo sobre os nomes do PL que deverão disputar o Governo e o Senado Federal pelo Rio Grande do Sul: Os deputados federais Luciano Zucco e Sanderson. Segundo o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, já repercutido por aqui, a Oposição possui nomes competitivos nos maiores colégios eleitorais do país. Se tomarmos como referência apenas o estado do Rio Grande do Sul, não surge no horizonte nenhum nome efetivamente competitivo das hostes governistas. Prancheta e mapa na mão, PT.





