Há poucos dias analisávamos por aqui as possíveis razões pelas quais a governadora Raquel Lyra(PSD-PE) havia superado o oponente João Campos(PSB-PE), ex-prefeito do Recife, nas pesquisas de intenção de voto. Posteriormente, o jornal O Estado de São Paulo ouviu especialistas sobre o mesmo assunto, ajustando nossas percepções acerca da ascendência da governadora nas pesquisas. A rigor, não há divergências, mas um acréscimo importante. Fatores como os seus índices de aprovação; o trabalho traduzido nas entregas e a exitosa comunicação institucional, indubitavelmente, explicam tal ascendência. Mas escapou às nossas observações um outro fator: a segurança pública. Não que o estado de Pernambuco seja um primor na área de segurança pública. Longe disso. Pernambuco hoje, embora ostente alguns indicadores positivos, assim como ocorre com os demais entes federados, se configura como um estado vulnerável às ações do crime organizado.
As medidas de ampliação dos efetivos de policiais civis, penais e militares, por outro lado, podem ter contribuído para melhorar a "sensação de segurança" e isso pode ter se refletido nas pesquisas de intenção de voto. São os "laranjinhas de Raquel", numa alusão aos cadetes da Polícia Militar que inundam as ruas do Recife com os seus bonés na cor laranja. A governadora, inclusive, participou ativamente de todo o processo de conclusão de curso desses novos policiais militares, cerimônia bastante explorada por sua comunicação institucional. Voltamos a insistir que o maior eleitor de 2026 é o "medo". Flávio Bolsonaro tem feito pronunciamentos duros em relação ao combate ao crime organizado e, por precaução, reforçado a sua segurança pessoal. Engraçado que ele não diz nada sobre as milícias, que operam hoje praticamente dentro dos mesmos parâmetros.
O advogado e empresário colombiano, Abelardo de la Espriella entendeu isso e hoje é forte candidato a governar a Colômbia a partir de 2027. Hoje estávamos acompanhando logo cedo as imagens do candidato Renan Santos no Porto do Pecém, no Ceará, utilizado por facções do crime organizado para a exportação de drogas para a Europa. Isso explica porque o Ceará se tornou um estado tão violento, dominado por várias facções, que disputam cada pedaço do seu território. Renan já começa a deixar de ser ignorado pela grande mídia e ocupa cada vez mais espaço na imprensa tradicional. Colunista da Folha anunciou uma matéria com o candidato. Nas redes sociais ele é simplesmente imbatível. Ele está ano-luz a frente dos demais. Nas pesquisas de intenção de voto ele já é o terceiro. Acreditamos que já temos a nossa versão do colombiano Espriella.
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