pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Rodrigo Pacheco será candidato ao Governo de Minas Gerais.
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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Editorial: Rodrigo Pacheco será candidato ao Governo de Minas Gerais.

Crédito da Foto: Pedro Gontijo, Senado Federal. 


As chances do ex-presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, ser eleito para ocupar a cadeira do Palácio Tiradentes são remotíssimas. O pior é que ele sabe disso, tentou resistir às insistências do presidente Lula, mas acabou aquiescendo. Pacheco sabe que vai para o sacrifício. Será improvável, até mesmo, atingir um percentual de votos para o PT naquela praça que seja capaz de equilibrar o jogo da disputa no plano nacional, sabendo-se que é este, afinal, o grande objetivo do PT. O desgaste de Pacheco no seu estado natal foi muito bem trabalhado pela Oposição. Pacheco, na condição de Presidente do Senado Federal, seguiu um script de alinhamento irrestrito ao Executivo, o que desagradou a amplos setores da Oposição. Foi exposto à execração pública por atores com ampla capilaridade política no estado. Não tem qualquer chance. 

Resta saber qual foi acordo firmado com o morubixaba petista, sabendo-se que ele, apadrinhado por David Alcolumbre, luta por uma indicação ao STF. Aliás, tal indicação já poderia ter saído, não fosse a insistência de Lula na chancela do nome de Jorge Messias, algo ainda atravessado na traqueia de Davi Alcolumbre. Expectativa de mais um mandato para Lula? Aposentadoria precoce de mais um Ministro da Suprema Corte, quando ele poderia ser indicado? A rigor, o Planalto sabe das dificuldades que deverá enfrentar em grandes colégios eleitorais do país. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais estão entre esses estados. Em nenhum deles a situação do PT é confortável. Muito ao contrário. 

Por isso mesmo, haveria a necessidade de analisar a situação com mais cuidado. Pacheco não é o único que o PT está tentando jogar aos leões. Em São Paulo, insiste-se na candidatura de Fernando Haddad, que sabe que se trata de uma batalha perdida -  e talvez até vexatória - maculando seu currículo político. Assim como Geraldo Alckmin, Haddad resiste à ideia de uma candidatura. Especula-se, igualmente, acerca do futuro político do vice-presidente, Geraldo Alckmin, com poucas chances de continuar nesta condição na chapa de reeleição de Lula. Lula tenta negociar esta indicação mediante o apoio do MDB, que ainda ficou mais chamuscado depois da exposição da imagem do ex-presidente Michel Temer na Marquês da Sapucaí. 

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