O Ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o pré-candidato Flávio Bolsonaro não poderá visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pelos próximos três meses. A medida é aplicada a partir do entendimento de que ocorreu violações das regras impostas para o cumprimento da pena do ex-presidente, que não poderia usar as redes sociais, tampouco por terceiros, conforme se presume. Hoje as redes sociais dos bolsonaristas estão inundadas de comparações das medidas adotadas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando este cumpriu pena na sede da Polícia Federal, em Curitiba, quando recebia visitas regulares e se comunicava com partidários através de correspondências.
São situações distintas, momentos distintos, juízes distintos. Salvo melhor juízo, foi o ex-ministro Ricardo Lewandowski, quem teria dado autorização para o petista manter tal interlocução com seus partidários. O ilícitos penais também são distintos. A condenação de ambos ocorreram por motivos distintos. Ontem, através de suas redes sociais, o candidato Flávio Bolsonaro estava convidando seus partidários para ouvirem um pronunciamento a respeito das medidas adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes. O temor maior é que uma simples carta possa repercutir sobre o cumprimento da pena do ex-presidente, eventualmente colocando em risco a sua prisão domiciliar. Bolsonaro não reúne condições de saúde para o cumprimento de pena em presídios convencionais.
A despeito dos "solavancos", o jogo continua equilibrado na disputa eleitoral de 2026. Duas pesquisas de intenção de voto foram divulgadas recentemente, onde Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados. Pelo andar da carruagem política, o que se vislumbra no horizonte, a julgar pelo comportamento de alguns atores relevantes - e também de feeling político apurado - é que o inferno astral do candidato não será superado até 04 de outubro, definindo seu destino nas próximas eleições.

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