Nas últimas horas comentou-se bastante acerca de uma eventual movimentação dos socialistas locais no sentido de forçar uma retirada da candidatura do jornalista Ivan Moraes, que concorre ao Governo do Estado pelo PSOL. Na realidade, o que se diz é que o próprio João Campos(PSB-PE) teria feito gestões neste sentido. Ontem, 15, numa coletiva de imprensa - ou reunião partidária - onde confirmou sua candidatura, o jornalista se perguntou acerca da motivação do candidato João Campos em vê-lo fora da disputa. É uma boa pergunta do jornalista. Considera que o percentual de votos obtidos pelo psolista poderia fazer a diferença em sua contenda com a governadora Raquel Lyra? Receio de um enfrentamento num debate?
João sabe que enfrenta uma disputa acirrada e hoje encontra-se, numericamente, em desvantagem em relação aos índices de intenção de votos obtidos pela governadora Raquel Lyra, que conta com percentuais de aprovação robustos junto ao eleitorado. Os percentuais de aprovação da governadora a credencia a continuar como inquilina do Palácio do Campo das Princesas por mais quatro anos. O PSOL é daquele núcleo duro ideológico articulado com o PT, assim como o PCdoB. O curioso é que não se sabe de alguma movimentação do PSB anterior no sentido de se contrapor à tal candidatura, ali quando ela começou a ser gestada, o que se entenderia em razão da histórica aliança entre as duas legendas.
Naquele momento, isso poderia ser entendido como uma movimentação natural. Agora, não. Ivan Moraes está com a sua chapa completa, conversando com as suas bases, dialogando com a sociedade civil, movimentos sociais. Como desistir agora? Seria deselegante com seus eleitores e contraditório com o perfil do candidato. Firme, rapaz. Não tem nada que retirar candidatura. A manobra, em última análise, depõe contra os princípios republicanos e democráticos, principalmente quando se trata de um partido como o PSOL, grêmio partidário que ocupa um espaço necessário no debate sobre os rumos do estado e do país.

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