A ideia parece um pouco estapafúrdia, mas começou a ganhar força na crônica política nacional. Supostamente, Lula teria informado a assessores que irá reapresentar o nome do advogado Jorge Messias para o crivo do Senado Federal. Sequer sabíamos que alguém rejeitado numa sabatina pudesse ser reapresentado. A rejeição ao nome de Jorge Messias foi uma das maiores refregas sofridas pelo presidente Lula. Assessores mais diretos dizem que o morubixaba petista soltou fogo pelas ventas quando soube da notícia, como se diz no jargão popular nordestino. Não era para menos. A derrota veio marcada por uma série de simbolismos, entre eles ter sido a única indicação rejeitada ocorrida em 132 anos.
Já fizemos por aqui uma série de avaliações acerca do episódio, onde tratamos da desarticulação do Governo, a autoconfiança excessiva do Lula e, principalmente, a não leitura correta sobre as jogadas da Oposição, neste caso, ao que se sugere, em articulação com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, que sempre defendeu o nome do senador Rodrigo Pacheco para o cargo. Tinha tudo para dar errado e deu. A derrota da indicação de Jorge Messias veio no bojo, inclusive, de uma articulação maior, onde se previa, o cozinhamento de novas indicações até a posse do novo governo, ou seja, Lula poderia perder tal oportunidade se não for reeleito. Mesmo diante de todas essas circunstâncias adversas, começa a se tornar uma realidade a indicação novamente de Messias à sabatina do Senado Federal. Não há momento. Não há timing. Isso em política é fundamental.
Messias enfrentou uma verdadeira via crucis até chegar à sabatina, onde seu nome foi rejeitado. Nada funcionou bem com esta indicação, embora não estejamos aqui tecendo alguma consideração sobre o indicado. O diálogo foi truncado desde o início. O cenário mudou desde então? Não. Alguém sugeriu que o presidente Lula poderia se empenhar pessoalmente na articulação política, na realidade, superdimensionando a crônica de uma eventual derrota anunciada. Não seria prudente. Pode ser evitada.

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