A pauta de hoje, dia 13, a rigor, está até bem movimentada, com uma nova pesquisa do Instituto Quaest sobre a disputa presidencial e a avaliação do Governo Lula, assim como as repercussões em torno do "novo" plano de segurança pública para o enfrentamento do crime organizado. Já íamos esquecendo aqui da extinção da taxa das blusinhas - no bojo desse pacote de bondades pré-eleitoral - medida com o potencial de prejudicar os produtores locais, gerando desemprego no setor têxtil. Em relação à pesquisa, nada a comentar, exceto o fato de que Lula ultrapassou Flávio num eventual segundo turno, mas tudo dentro da margem de erro, ou seja, 42% a 41%.
Depois de evitar a arapuca- e a tentação, registre-se - de mais uma candidatura presidencial, o ex-Ministro Ciro Gomes lança sua candidatura ao Governo do Ceará, no próximo dia 16, no Conjunto Ceará, em Fortaleza, tradicional reduto político do candidato. Ciro mantém com este bairro uma relação afetiva, desde as décadas de 80 e 90, quando ainda era prefeito de Fortaleza. Como prefeito, Ciro fez vários investimentos de infraestrutura no bairro, tornando-se uma referência de gestor público para os moradores locais. Não sabemos em que circunstâncias, mas o próprio Ciro admite que a sugestão para que ele assumisse uma candidatura ao Governo do Estado surgiu neste bairro.
Ciro é meio doido, como ele mesmo admitiu. Quase aceitava a proposta de Aécio Neves para mais uma candidatura presidencial. Seria um melhor presidente do que as opções que estão sendo oferecidas aos eleitores neste momento. Mas, por algum motivo, a centrífuga da polarização continua produzindo seus efeitos danosos para o país. A batalha pelo Palácio da Abolição poderá se tornar, com certeza, a campanha mais renhida que Ciro Gomes já enfrentou. Mantida a candidatura de Elmano de Freitas, ela terá toda a carga de apoios do Planalto. Se, mesmo assim, ele não reagir nas pesquisas de intenção de voto, sugere-se que Camilo Santana poderá entrar na disputa, tornado o pleito equilibradíssimo, disputado voto a voto.

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