O Governo Lula 3 teve mais de três anos para apresentar para a população brasileira um programa muito bem concebido de enfrentamento do avanço do crime organizado no país. O chamado SUS da Segurança Pública enfrentou grandes atropelos, seja na articulação com os entes federados, seja na costura com a Oposição, assim como em relação às divergências sobre suas ações. Agora, às vésperas das eleições de 2026, apresenta um programa, com investimentos de 11 bilhões de reais, mas que todos sabem tratar-se de um programa inconsistente, insuficiente, de cunho marcadamente eleitoral. De acordo com uma pesquisa do Instituto Datafolha, o medo será o grande eleitor das eleições de 2026. 41% da população brasileira já convive em áreas onde se verifica uma atuação ostensiva de facções do crime organizado ou milícias.
Com ações mais intensificadas de combate ao crime organizado em estados como o Ceará e a Bahia - possivelmente motivadas pelas críticas e proximidade das eleições - grupos faccionados estão migrando para estados como Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte. Paraíba e Rio Grande do Norte já entraram num estágio crítico, com a ampliação de territórios controlados por facções, a despeito do enorme esforço empreendido pelas forças policias desses estados. No caso da Paraíba, com uma forte articulação com forças nacionais. Em Pernambuco, é bastante observar os índices de violência em cidade como Petrolina, em função da guerra travada entre facções rivais. Nas inserções de TV do PSDB no Ceará o ex-ministro Ciro Gomes, que será candidato ao Governo do Estado, promete exatamente enfrentar este "medo" que a população está sentido. Ciro lança sua pré-candidatura logo mais, em evento programado para o bairro Conjunto Ceará.
O PT vai enfrentar um petardo pela frente. Não adianta ações paliativas em relação a este enfrentamento. Exige-se gestão sistêmicas, estratégia de longo prazo, liderança coordenada. Na Bahia, o problema se repete, com a liderança de ACM Neto, ancorada numa estratégia de marketing político bem elaborada, mostrando sua experiência como prefeito da capital e dizendo ao eleitor o que vai fazer e não apenas atuando no medo da população. Será muito difícil o PT reverter a situação na Bahia como ocorreu em eleições passadas. Mesmo com o timaço entrando em campo, eles vão precisar de muitas orações ao nosso senhor do Bomfim, como fez Jerônimo nas eleições anteriores.
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