pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Coisa de cinema
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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Editorial: Coisa de cinema

 


A capa da revista Veja desta semana é sobre a história de cinema envolvendo eventuais financiamentos do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, articulados entre o pré-candidato às eleições presidenciais de 2026, Flávio Bolsonaro, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, autor de uma das maiores fraudes bancárias já ocorridas no país. O caso vem produzindo uma repercussão gigantesca, sendo o principal assunto da crônica política neste momento. Deu até no The Economist. Muitos analistas políticos estão fazendo alguns prognósticos do desfecho deste caso para a candidatura de Flávio Bolsonaro, mas é preciso cautela, principalmente quando se considera o comportamento do eleitorado brasileiro. 

Uma megaoperação de combate ao crime organizado realizada recentemente melhorou sensivelmente os índices de popularidade de um ex-governador enredado até a medula com o próprio crime organizado. Já perdeu o mandato em razão deste envolvimento. Flávio Bolsonaro continua conversando com os correligionários, possando para fotos, negando que a Michelle Bolsonaro pudesse substituí-lo. O planalto continua intensificando os seus tracking, tentando medir a temperatura e os reflexos do escândalo para a candidatura à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Sidônio Palmeira possivelmente com a prancheta na mão, observando a reação do eleitorado, algo que poderemos aferir a partir da publicação das novas pesquisas de intenção de voto. Flávio derrete ou não? Ficamos na dúvida.

Na última pesquisa do Instituto Genial\Quaest o presidente Lula deu aquele respiro dos afogados. Melhorou seus índices de aprovação e superou, numericamente, Flávio Bolsonaro no segundo turno. O episódio que depõe contra a candidatura de Flávio, portanto, ocorreu num bom momento para o petista. Aliado a este fato, as próximas pesquisa também poderão trazer alguns indicadores acerca da repercussão do pacote de bondades que estão sendo implementadas pelo Governo, buscando, exatamente, a recuperação da competitividade na disputa. Enquanto houver bambu tem vara, independentemente das consequências. 

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