pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Datafolha ainda não mediu o tamanho do estrago à candidatura de Flávio Bolsonaro.
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domingo, 17 de maio de 2026

Editorial: Datafolha ainda não mediu o tamanho do estrago à candidatura de Flávio Bolsonaro.


Logo após os diálogos cabulosos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, foram divulgados os números de uma pesquisa do Instituto Datafolha sobre a corrida presidencial de 2026. A pesquisa, no entanto, foi realizada num período anterior à divulgação dos diálogos pelo site Intercept, não traduzindo, portanto, o humor dos eleitores em relação ao assunto. Nesta pesquisa os dois candidatos aparecem rigorosomente empatados, dentro da margem de erro, num eventual segundo turno disputado entre ambos. 45% a 45%. Nos trackings que foram divulgados pelas redes sociais Lula teria aberto uma vantagem de 7 pontos sobre o seu principal adversário, mas os trackings são aferições diárias realizadas por institutos e órgãos do governo, não cumprindo os rigores legais impostos  pelas autoridades eleitorais para uma pesquisa de intenção de voto. Quem apresentou este dado dos 7 pontos de Lula sobre Flávio foi o Instituto Atlas\Intel. 

O melhor mesmo é aguardar os números das próximas pesquisas realizados pelos institutos. Não duvido que nesta semana já teremos algumas novidades. Agora que os diálogos cabulosos se tornaram públicos, a grande questão agora é  saber quem teria vazados esses áudios para o site Intercept. Os suspeitos estão sendo arrolados e as redes sociais, como sempre, já os elegeram, mas convém manter a prudência necessária em relação ao assunto. O Intercept, salvo melhor juízo, teria o direito de preservar sua fonte. Na realidade, foram inúmeros diálogos cabulosos mantidos pelo próprio banqueiro com inúmeras autoridades da República. O temor deles é que o site tenha tido acesso a outros diálogos comprometedores. 

É impressionante o cardápio de ofertas oferecidos pelo banqueiro para corromper autoridades. Cartões corporativos com gastos ilimitados; presentinhos com imóveis de luxo; festas da cueca com modelos internacionais; degustação de vinhos caríssimos; contratação de escritórios de advogados com remunerações muito acima do mercado; pagamento de mesadas regulares e até financiamentos de filmes. Isso é apenas o que estamos tomando conhecimento neste momento, uma vez que se sugere que o enredo seja ainda mais nebuloso, envolvendo, inclusive, o crime organizado. 

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