Especula-se sobre inúmeras negociações em torno do financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas vamos deixar a Polícia Federal investigar e tirar as suas conclusões. O fato é que Flávio Bolsonaro, finalmente, percebeu que o melhor posicionamento neste momento é abrir o jogo e está até se antecipando a novos diálogos que possam ter sido mantidos entre ele o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Possivelmente trata-se de uma decisão tomada em consonância com o seu staff de campanha, possivelmente por orientação do seus marqueteiros. Precisamos hoje de escudos de proteção para acessar as redes sociais, com o objetivo de nos proteger-nos contra os dados atirados entre petistas e bolsonaristas, alimentando, assim, a esgarçante polarização política que parece não ter fim e que vem produzindo danos consideráveis às nossas instituições, conforme observa o editorial do jornal O Estado de São Paulo do dia de hoje, 16.
Especulou-se, por exemplo, a partir de uma determinada publicação, que o filme sobre Lula poderia ter recebido também algum tipo de financiamento do Banco Master. O cineasta americano Oliver Stone precisou se pronunciar a este respeito, desmentindo qualquer ilação sobre o assunto. Ele não recebeu recursos do Banco Master. Esta discussão sobre este ou aquele filme nos fez recordar da década de 50 do século passado, quando o cineasta italiano, Roberto Rossellini, esteve em Pernambuco para fazer um filme sobre o livro A Geografia da Fome, de Josué de Castro. Segundo dizem, estava tudo bem encaminhado, com contrato assinado, definições de atores e tomadas já na cabeça do cineasta do realismo italiano.
Por razões que se especulam até hoje o filme não foi feito. Temos uma hipótese formada a tal respeito e explicamos isso num romance\ensaio que está em processo de edição. Em suas andanças pela capital, como era de praxe à época, o cineasta foi levado ao Solar de Apipucos para conhecer o antropólogo Gilberto Freyre. Final da tarde, já sem muitas opções sobre o que fazer, alguém sugeriu levar o cineasta para conhecer o Recife antigo, onde ele acabou caindo na gandaia, depois de ingerir alguns whiskies. O curioso disso é que um cartão do cineasta dirigido às meninas do cabaré de Dona Bombom acabou dentro de um livro vendido num sebo, transformado depois num enredo de um romance do escritor Cícero Belmar.
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