pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: A "estranha" candidatura de Pablo Marçal
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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Editorial: A "estranha" candidatura de Pablo Marçal



O que há de "estranho" na candidatura do empresário Pablo Marçal à Presidência da República? Na realidade, sob certos aspectos, nada. Ele é um cidadão de direita, que sempre procurou ampliar seus espaços das redes sociais. Atua como influencer e empresário. Pode ajudar a candidatura de Flávio Bolsonaro, de quem é amigo. Pode prejudicar a candidatura de Lula, a quem detesta. Em suas entrevistas, no bojo dessas especulações, tem dito que um dos seus objetivos é justamente impedir uma vitória do petista ainda no primeiro turno. Hoje ele afirmou que pretende angariar o apoio dos 27% dos eleitores independentes, esquecendo de um detalhe crucial: boa parte desse eleitorado, se considerarmos o resultado das últimas pesquisas de intenção de voto, já começa a se definir por um dos principais nomes da disputa. 

Embora isso não queira dizer que eles não possam mudar de voto, caso encontre um candidato com potencial de furar a bolha da polarização. A campanha, como se sabe, já está nas ruas. Ontem alguém voltou a especular em torno de uma eventual mudança de candidato governista no Ceará, uma vez que o atual governador, Elmano de Freitas(PT-CE), não apresenta as condições ideais de competitividade em relação ao oponente Ciro Gomes. Pelo Brasil afora, Lula apresenta seus candidatos. Já apareceu ao lado de Renan Calheiros, em Alagoas, e ao lado de João Campos, no Recife. Salvo o segundo pelotão ou os azarões, nenhum dos candidatos com chances reais de vitória se propuseram a comparecer ao debate da Band no próximo dia 23, o que se traduz, voltamos a repetir, num profundo desrespeito ao eleitorado.

Enquanto isso, na sala de justiça, sugere-se que a Polícia Federal possa convocar Lulinha para depor, em função das investigações do escândalo do roubo dos aposentados e pensionistas. Por aqui torcendo que o mandato do senador Carlos Viana(Podemos-MG) seja renovado, num reconhecimento ao seu trabalho no Senado Federal, em particular na CPMI do INSS. Não será fácil, em razão do nome de Aécio Neves na disputa, pelo PSDB, além da liderança jovem da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, pelo PT. Marília chegou a ser sondada pela legenda como candidata ao Governo de Minas, mas declinou, uma vez que tem praticamente assegurada a sua vaga ao Senado Federal. Política tem algumas coisas curiosas. O PT não vai bem no estado, mas Marília consegue uma performance surpreendente. É o voto na candidata.   

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