pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Festival Gastronômico IgaraMangue
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sábado, 26 de setembro de 2026

Editorial: Festival Gastronômico IgaraMangue


Crédito da Foto: Blog Dellas, de Terezinha Nunes


Recentemente concluímos mais um texto literário abordando uma temática da Região da Mata Norte do estado, o romance Nas Marés de Malunguinho. Não é a primeira vez que nos debruçamos sobre o assunto. No nosso primeiro romance, vencedor do Prêmio José Lins do Rego de Literatura, tínhamos como um dos propósitos abordar um fato dantesco ocorrido na década de 40, durante a vigência da ditadura do Estado Novo, onde ocorreu um verdadeiro massacre na Comunidade Quilombola de Cuieira, em Igarassu, quando moradores locais, identificados com as religiões de matriz africana, tiveram suas casas invadidas, foram espancados e mortos por forças policiais. Por algum motivo, esquecemos de abordar o tema, impondo-nos a necessidade de proceder alguns ajustes no texto apenas para inserir tal discussão e chamar atenção do público sobre o massacre ali ocorrido. 

Afinal de conta, estamos tratando de um cientista político que resolveu fazer literatura. Não tem sido fácil conciliar essas duas condições, pois os nossos textos acabam ficando ensaísticos demais, disputando com a narrativa strictu sensu literária. O mesmo ocorre com o romance Nas Marés de Maluguinho, onde a História do Quilombo do Catucá assume uma dimensão gigantesca no livro. Bom para os historiadores, antropólogos, sociólogos mas talvez menos interessante para os leitores mais identificados com a trama da narrativa literária propriamente dita. Existe uma regra para isso, mas, quase sempre, não a respeitamos. Mais de quatro páginas de descrições pode cansar os leitores. Hoje nos dedicamos à revisão de um texto sobre as Heroínas de Tejucupapo, que também trata de uma temática relativa às Comunidades Quilombolas de Tejucupapo e São Lourenço. 

Hoje, ao abrir as páginas do nosso Jornal do Commércio, deu água na boca as menções às iguarias gastronômicas que estão sendo servidas e avaliadas no Festival Gastronômico de IgaraMangue. Em nossas andanças por aquelas bandas do nosso litoral, já experimentamos de muita coisa, como uma linguiça de peixe servida na praia de Pontas de Pedra, os Guaiamuns do Buraco da Gia, a Comida de Santo, num terreiro de Umbanda, assim como a mariscada, que era o prato preferido de João Ubaldo Ribeiro, em Itaparica. Essas comidas, quase sempre preparadas com algum fruto do mar, são realmente uma delícia. Neste rol, podemos incluir, certamente, a fritada de aratu, de Patrícia Maria, que participa do festival. 

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