pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Lula no Recife
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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Editorial: Lula no Recife


Na última quinta-feira foram publicados os índices de intenção de voto para o Governo de Pernambuco, numa pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha. Os números, mesmo se considerarmos o empate técnico, ainda são favoráveis à governadora Raquel Lyra, que disputa a reeleição. A presença de Lula no Recife, segundo analistas, é a última cartada dos socialistas para virarem o jogo em favor do candidato João Campos(PSB-PE). Sabe-se lá quais seriam as prioridades de campanha do presidente Lula neste momento crucial da campanha. Aqui em Pernambuco a sua situação é razoavelmente até confortável, pois detém o dobro das intenções de voto do seu adversário, Flávio Bolsonaro. Há outros entes federados onde a situação é bem mais complicada neste momento e cruciais para a definição do pleito. Mesmo assim, Lula veio ao Recife. 

Um colunista da revista Veja recentemente utilizou a imagem do piso e do teto para ilustrar este momento das pesquisas de intenção de voto, ou seja, Lula encontrou o seu piso e Flávio atingiu o teto. Os bolsonaristas estavam otimistas com a arrancada de Flávio nas últimas pesquisas de intenção de voto, mas o fôlego, como sugere o colunista da revista, parece estar se exaurindo. Mais um pouco ele morre afogado. Num eventual segundo turno, Lula aparece à frente do bolsonarista, de acordo com a última Datafolha. A vantagem não é confiável e muito menos confortável, mas o fato, em si, deixa os petistas menos desesperados. Pelo andar da carruagem política, nobre e estimado leitor, vamos ter uma disputa equilibradíssima. Voto a voto. 

Há um índice de indecisos que giram em torno de 5% a 8% do eleitorado. Eles serão decisivos na definição do pleito. Não são petistas nem bolsonaristas, mas órfãos de opção, encurralados pela polarização esgarçante. Integram aquele contingente que o marqueteiro João Santana classifica como "centrão sociológico". Quando ele afirma que é este o grupo de eleitores que definem o jogo ele está certo. É preciso discutir, no entanto, essa orfandade de opção. Não votam num programa, não votam por identificação, talvez optem pelo menos ruim. O mais preocupante é que, em qualquer dos casos, a crise institucional em que o país está mergulhado não sinaliza para uma solução.  

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