Ontem, 14, comentamos por aqui, em postagem dedicada à disputa política no estado, sobre a dissidência aberta no PT local em relação ao apoio do nome da governadora Raquel Lyra(PSD-PE) para o Governo do Estado, em 2026. É preciso, antes de mais nada, considerarmos o fato de que a governadora Raquel Lyra não tem arestas com o Planalto; hoje, lidera as pesquisas de intenção de voto para o Governo do Estado; por fim, mas não menos importante, é preciso considerar que seus votos não são apenas oriundos da direita. O próprio Presidente Nacional do PSD, Gilberto Kassab, que hoje é o vice na chapa de Ronaldo Caiado(PSD-GO), deixou a governadora à vontade para as suas costuras locais. Em nenhum momento impôs que ela deveria apoiar o nome do partido, postura acompanhado pelo pré-candidato Ronaldo Caiado.
Para evidenciarmos como esses arranjos locais podem não seguir, necessariamente, as decisões tomadas pelos grêmios partidários em Brasília, hoje, 15, leio, na coluna Diário Político, da jornalista Renata Bezerra de Melo, do Diário de Pernambuco, que o Ministro da Agricultura, André de Paula, deve ser mantido no cargo, independentemente do rumos tomados oficialmente pelo PSD. A articulação com o ministro André de Paula, que é filiado ao PSD, está relacionada à bancada federal da legenda, que vota sempre em pautas a favor do Governo Lula. Trata-se um membro do partido, pernambucano, aliado da governadora Raquel Lyra, que vota a favor do Governo.
A dissidência aberta no PT local não é recente. Quando foi eleito prefeito do Recife pela primeira vez, quem procurou distância do PT à época foi o próprio candidato João Campos. Fez críticas duras ao partido e afirmou, categoricamente, que governaria sem o PT, fomentando alguns constrangimentos em membros da legenda. É possivelmente este grupo hoje que não se sente muito à vontade em endossar sua candidatura ao Governo do Estado.

Nenhum comentário:
Postar um comentário