O bombardeio será pesado até o final da campanha presidencial. A disputa está equilibrada, dentro daquela condição imposta pela polarização política, ou seja, mesmo diante das dificuldades de ambos os candidatos, eles continuam competitivos, não permitindo a ascensão de um nome do segundo pelotão. A revista Veja trouxe até uma matéria recente sobre o outsider Renan Santos, o nome que, em tese, poderia provocar alguma mudança nessa dinâmica competitiva dos pleitos presidenciais no país nos últimos anos. Trata-se de uma dinâmica competitiva que divide a disputa entre petistas e bolsonaristas.
Vem chumbo grosso por aí, mas vamos aguardar primeiro os disparos dos canhões. Por enquanto, o que se sabe é que assessoria de marketing do candidato Flávio Bolsonaro pretende utilizar as imposições do STF contra ele a seu favor, ou seja, trabalhar no imaginário social o sentimento coletivo de um filho proibido de ver o pai. Não sabemos se isso vai surtir algum efeito positivo para o candidato, uma vez que, conforme se presume, a comunicação do candidato hoje atua como bombeiros tentando apagar incêndios, inclusive aqueles que estão sendo produzidos pelos piromaníacos do próprio bolsonarismo.
O candidato, por sua vez, tem cometido alguns erros primários, passíveis de serem evitados. São tantos os equívocos que, um espaço como este seria insuficiente para mencioná-los. A equipe de comunicação, na realidade, deveria ficar mais atenta aos seus passos e atitudes. O que seria mais importante? a divulgação de uma carta do ex-presidente apresentando-o como o interlocutor legítimo do bolsonarismo ou uma interlocução permanente com um ator que, mesmo cumprindo prisão domiciliar, realiza um trabalho estratégico para o bolsonarismo neste momento? A equipe de comunicação ou marketing político sabia da carta, assim como de sua divulgação?

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