O assunto do momento é o novo ataque conjunto de forças militares americanas e israelenses contra o Irã. O objetivo prioritário seria o líder Revolução Iraniana, Ali Khamenei, que não estaria no local atingido. A reação do Irã foi imediata e sem precedentes. Sabe-se lá qual será o desdobramento deste conflito, que estava sendo contido através da via diplomática. Infelizmente, as negociações se encerraram. Voltaremos a tratar deste assunto mais tarde. Mas, gostaríamos de abordar um outro tema. O da má vontade com os trabalhos realizados pela CPI's, a exemplo da CPMI do INSS, do Crime Organizada e, quiçá, do Banco Master. Na realidade há uma queda de braço em torno desta última, uma vez que há uma infinidade de autoridades da República que não desejam que as vísceras do maior escândalo bancário do país sejam revelados. Para as vítimas, os pagadores de impostos, a sociedade brasileira, trata-se de uma CPI que urge ser instaurada.
No caso do INSS, há muito tempo não se via um trabalho tão honroso realizada por uma comissão, conduzida por dois parlamentares da mais absoluta honradez e espírito público: o presidente, o senador mineiro Carlos Viana, e o relator, o deputado federal pelo estado de Alagoas, Alfredo Gaspar. Trata-se de uma comissão que vem prestando um grande serviço ao país, colocando os fraudadores da previdência na cadeia. Precisa de um prazo maior para a ampliação de suas investigações, mas, no contexto dessa má vontade citada acima, o Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, foge de Carlos Viana como o diabo foge da cruz. A CPI do Crime Organizado trata-se de uma outra comissão importantíssima, mas, infelizmente, algumas decisões tomadas por ali estão sendo rejeitadas pela justiça. Trata-se, a rigor, de uma espécie de blindagem dos "intocáveis".
O senador Carlos Viana foi injustamente atacado em razão do resultado de uma votação de aprovação de pauta na última sessão da CPMI do INSS. O caráter dele não permitiria nenhum ardil ou manobra fraudulenta. É um sujeito decente. Infelizmente, o que houve foi uma insatisfação generalizada dos governistas em razão de mais um daqueles "cochilos" ou salto alto. Achavam que seriam vitoriosos, baixaram a guarda e foram derrotados. O banqueiro Daniel Vorcaro será ouvido na comissão de finanças do Senado Federal, sob a coordenação do senador Renan Calheiros. Está tudo preparado para tal audiência, inclusive um forte aparato de segurança conduzido pela Polícia Federal. Aguardamos, com grande expectativa, a sua presença na CPMI do INSS.

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