Ontem, 21, foi um daqueles dias de notícias ruins para o Planalto. Matéria de capa da revista Veja desta semana, o filho do presidente Lula, Fábio Luís da Silva, o "Lulinha" se encontra cada vez mais encrencado em relação às investigações que correm contra ele na PF. A revista teve acesso ao inquérito da Polícia Federal, onde há supostos diálogos cabulosos entre o filho do presidente e a lobista. A decisão do Ministro André Mendonça em manter as investigações sob o controle do STF pode ser um indicador de que as negociações de caráter não republicanos possam ter atingido outras esferas da administração pública. A Oposição já acredita que possamos estar diante de mais um daqueles escândalos de proporções gigantescas, exigindo-se numa nova CPMI.
Numa audiência de três horas, segundo a imprensa, os advogados do filho do presidente se queixaram sobre eventuais vazamentos dessas investigações. Ontem também saiu uma nova pesquisa do Instituto Datafolha sobre a avaliação do Governo Lula e as intenções de voto para a Presidência da República. Na avaliação do Governo, Lula oscilou negativamente de 41% para 38%. Os escores estão dentro da margem de erro, mas não deixam de ser preocupantes, sobretudo se considerarmos que estamos a 40 dias das eleições. Amanhã, 23, ocorrerá o primeiro debate entre os postulantes à Presidência a República, infelizmente, sem a presença dos principais nomes na disputa. Lula diz que não vai porque serão todos contra ele. Flávio, por sua vez, reafirma o mesmo argumento. Vamos ter um debate apenas com o segundo pelotão: Renan Santos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury.
Por falar em debates, ontem tivemos a oportunidade de acompanhar o debate transmitido pela TV Pampa com os candidatos que concorrem ao Senado Federal pelo Rio Grande do Sul. O páreo será difícil entre Oposição e Governo, isso sem considerarmos aqui os chamados azarões. Temos um batalhão de candidatos concorrendo a duas vagas. Lideram a disputa a candidata do PSOL, Manuela d'Ávila, com 33,6% das intenções de voto, seguida por Marcel van Hattem, do partido Novo, com 26,9%. Ainda com alguma chance, Rigotto, do MDB, com 24,5% e Pimenta, do PT, com 22,5%. Curioso é que, em alguns praças do país, o eleitorado apresenta a tendência de eleger um nome da Oposição e um nome ligado ao Governo. Como Pimenta e Marcel van Hattem travaram embates duros durante os trabalhos da CPMI do INSS, em alguns momentos parecia que estávamos numa daquelas sessões. Os dados acima são de uma pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas.

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