No último dia 21 saiu uma nova pesquisa do Instituto Datafolha sobre as eleições estaduais de Pernambuco. Somente agora estamos comentando sobre o assunto, atropelados que fomos pelos acontecimentos mais recentes no cenário nacional, como o lançamento de uma nova candidatura à presidência da República - sempre marcada pela polêmica - além de um eventual novo escândalo gigantesco de corrupção, algo comparável ao Mensalão ou Petrolão. Isso a pouco mais de um mês das eleições. O assunto assumiu as primeiras páginas dos grandes jornais e outros órgãos de imprensa. Nas redes sociais, os acusados ou suspeitos já se tornaram culpados e condenados, conforme seus tribunais. Fala-se muito nos tribunais do crime organizado, mas temos outros tribunais até mesmo mais perigosos. O curioso é que essa tendência não se orienta por princípio, mas pela ideologia exclusivamente. ali nós temos a chamada presunção de culpa, o que, num passado bem distante, dava-se o nome de presunção de inocência.
Mas, vamos ao que interessa. A pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha reveste-se de uma importância singular, uma vez que se trata da primeira pesquisa realizada após o lançamento oficial dos candidatos ao assento do Palácio do Campo das Princesas. Nesta pesquisa, ancorada em índices de aprovação alvissareiros, a governadora Raquel Lyra(PSD-PE) abre 07 pontos de vantagem em relação ao candidato João Campos(PSB-PE), ex-prefeito do Recife. O curioso é que, no chamado segundo pelotão, aparecem uma série de candidatos pontuando com 1% do eleitorado, da ultra-direita à esquerda mais radical. A avalição, de alguns anos atrás, observa que esses pequenos partidos radicais de esquerda, gradativamente, vão entrando na chamada bacia semântica, como diriam os estudiosos do imaginário social.
Ampliam seus espaços de institucionalização, passam a lutar pelo voto e crescem a cada nova eleição. Outro dado a ser considerado é a disputa pelo Senado Federal, onde os quatro principais concorrentes aparecem embolados, num empate técnico. Marília Arraes(PDT-PE), que estava consolidada na primeira posição, depois de alguns reveses na sua base de apoio, aparece agora empatada tecnicamente, com 15% das intenções de voto. Há um dado que precisa ser considerado, como o crescimento efetivo de nomes conservadores, a exemplo de Mendonça Filho(PL-PE) e Eduardo da Fonte(PP-PE). Esse fenômeno já era esperado. Dois políticos experientes, com grande capilaridade política no estado, que fecharam alianças estratégicas com lideranças urbanas e interioranas. A disputa pelas duas vagas ao Senado Federal promete. A pesquisa do Datafolha foi realizada entre os dias 18 e 20 de agosto, ouviu presencialmente 1.204 pessoas, com margem de erro de 3pp e escore de confiabilidade de 95% e está registrada no TSE-PE- 011528\2026.
Primeiro turno:
Raquel Lyra(PSD-PE) 47%
João Campos(PSB-PE) 40%

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