Eis aqui uma boa pergunta, em meio a tantas especulações a respeito. Por recomendação da PGR, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro voltou à cela que ocupava na sede da Polícia Federal, em Brasília. A argumentação da PGR é que, numa cela de prisão comum, ele poderia manter contato com pessoas ligadas ao esquema do Master. Na realidade, aos "esquemas", uma vez que o enredo é carregado de ilicitudes, algo que deverá comprometer sensivelmente a vida do ex-banqueiro. Dizem que seu pai, inclusive, enfrenta hoje problemas psicológicos em relação à prisão. A primeira especulação que começou a surgir dava conta de que a transferência do cumprimento de pena significa novas negociações em relação ao processo de delação premiada.
Para não entender assim, temos dois argumentos fortes: o da PGR, ao recomentar a sua transferência, prontamente aceita pelo Ministro André Mendonça; e a destituição dos seus advogados, grupo liderado por José Luís de Oliveira Lima, talvez o maior especialista brasileiro nesses acordos de delação premiada. Vorcado está contratando outra banca de advogados. Se, de fato, as negociações estão avançando em termos de ajustes desse acordo, por que razão ele se desligou de sua banca de advogados original? A nova banca contratada trabalha com esses processos? Hoje, 23, passou a circular a informação de que ele teria aumentado o montante a ser devolvido ao erário. Antes eram R$ 40 bilhões. Passou para R$ 60 bilhões.
O que temos de concreto mesmo é que a consolidação do processo de delação premiada está se tornando cada vez mais difícil, uma vez que ele poderia entregar muito mais do que a Polícia Federal já sabe, facilitando o trabalho dos investigadores, uma vez que não tem outra saída. E, por falar em Vorcaro, produtores do filme "Dark Horse" afirmam que não receberam nenhum centavo dos R$ 60 milhões supostamente liberados pelo ex-banqueiro. Aonde foi parar esses R$ 60 milhões?

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