pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Datafolha confirma "erosão" da candidatura de Flávio Bolsonaro
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sábado, 23 de maio de 2026

Editorial: Datafolha confirma "erosão" da candidatura de Flávio Bolsonaro


Em certa medida, ao confirmar os números apresentados por uma pesquisa anterior do Instituto Atlas\Intel, a pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada no dia de ontem, 22, sobre a corrida presidencial de 2026, evidencia os danos produzidos sobre a campanha do senador Flávio Bolsonaro depois da divulgação dos áudios do site Intercept. Na pesquisa divulgada ontem, num eventual segundo turno, Lula abre 4% pontos percentuais de diferença sobre o oponente, num certame que aparecia, até então, equilibradíssimo, por vezes o Flávio aparecendo à frente de Lula numericamente. Há várias leituras que se possa fazer dos números divulgados pelo Datafolha. Nenhum candidato na disputa consegue amealhar vantagem deste momento de dificuldade encontrado por Flávio Bolsonaro, ou seja, os votos que ele está perdendo não estão migrando para nenhum candidato, como reflexo da dinâmica da disputa. 

Flávio ainda está no páreo, a despeito das dificuldades. Isso talvez explique o fato de ele ter trocado seu marqueteiro de campanha recentemente, possivelmente em razão da gestão de crise. Como reage o eleitorado a determinadas narrativas é algo que ainda merece muitas avaliações. Mesmo em se tratando de questões éticas, o eleitorado pode simplesmente relevá-las em razão de sua identificação com o candidato. Pesquisas do mesmo Datafolha mostram contingentes de eleitores que sequer tomaram conhecimento sobre a rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, assim como sobre o "Dark Horse". O jornal O Estado de São Paulo, órgão bastante influente no mercado, publicou um editorial "definitivo" sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro. Alguém leu? 

Não vamos aqui entrar nas nuances para não melindrar os bolsonaristas, mas, estamos tratando de uma candidatura que já nasce sob o signo de problemas. Setores importantes do PF, inclusive, desejavam que o candidato fosse o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O capitão é que não abriu mão de ter um herdeiro legítimo disputando seus votos na eleição. Vamos aguardar os próximos lances da disputa, quando se sabe que o novo marqueteiro deve utilizar uma nova estratégia para o enfrentamento da crise, mesmo se sabendo que os equívocos cometidos não podem ser creditados na conta do marqueteiro anterior. 

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