pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: o impasse na escolha dos senadores na chapa de Raquel Lyra.
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quinta-feira, 16 de julho de 2026

O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: o impasse na escolha dos senadores na chapa de Raquel Lyra.


Pelo andar da carruagem política, possivelmente esse impasse criado junto à federação União Progressista, que deve indicar um dos senadores na composição da chapa da governadora Raquel Lyra(PSD-PE), tende a uma judicialização, o que implica dizer que o impasse não seria resolvido até a convenção que homologaria a sua candidatura à reeleição, prevista para o início de agosto. A solução deveria passar pela construção de um consenso, algo improvável nesse momento, mesmo que a governadora tenha externado sua preferência pelo nome do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, do União Brasil. Ontem saiu uma pesquisa sobre a disputa ao Senado Federal no estado, indicando uma tendência já observada em sondagens anteriores, da eleição de um nome de perfil mais à esquerda e um nome de perfil mais conservador, quem sabe de centro-direita. 

Pela grande capilaridade política alcançada ao longo de anos de atuação, o deputado federal Eduardo da Fonte(PP-PE) aparece em terceiro lugar nesta pesquisa, ameaçando, eventualmente, caso se confirme o seu nome de algum modo,  a eleição do nome do senador Humberto Costa, do PT, que integra a chapa do ex-prefeito João Campos(PSB-PE). A reeleição do senador é prioridade da legenda no estado. João Campos montou uma chapa puro-sangue, mas o eleitorado parece decidido a não apostar todas as fichas em dois nomes de perfil progressista como representantes do estado na Casa Alta. Salvo melhor juízo, o próprio Humberto Costa acenou para esta preocupação no início das conjecturas em torno da formação da chapa de João Campos. Eduardo da Fonte chegou a conversar acerca da possibilidade de uma composição com o socialista João Campos, algo que serviu de argumento para a governadora não endossar o seu nome em sua chapa de reeleição. 

Marília Arraes segue firme na dianteira das pesquisas de intenção de voto para o Senado Federal em Pernambuco. Sugere-se que seja uma hegemonia inquebrantável, algo já detectado muito antes das definições de chapa. Ela inclusive tinha um outro projeto político, mas acabou aquiescendo a esta tendência do eleitorado. Pelo andar da carruagem política, na realidade, temos apenas uma vaga me disputa ao Senado por Pernambuco, uma vez que a tendência de eleição de Marília é dada como certa. Humberto Costa disputa este espaço, mas vem sendo acossado por algum nome de perfil conservador, seja Miguel Coelho, seja Eduardo da Fonte, seja um outro nome. Mantida a atual tendência, a eleição de Túlio Gadelha, principalmente em razão de se apresentar como um nome do campo progressista, torna-se improvável. 

A pesquisa do Instituto Conecta entrevistou 2,1 mil eleitores, entre os dias 8 e 11 de julho, em 53 municípios pernambucanos. Está registrada no TSE-PE sob o número: o4263\2026. 



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