pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: O debate da Band
Powered By Blogger

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Editorial: O debate da Band


Há algum tempo o país entrou numa espiral preocupante. Uma polarização política esgarçante, onde se sobrepõem as indisposições entre "A" e "B", não se permitindo que os reais problemas do país sejam debatido e muito menos enfrentados com a seriedade devida; O crime organizado passou a dividir com o aparelho de Estado o controle dos territórios; a verdade foi relativizada, tornando-se apenas uma "narrativa"; as instituições se deterioram, tornando-se refém da vontade dos governantes de turno; a presunção de inocência cedeu lugar à presunção de culpa; a democracia foi ferida de morte. Todos esses temas, numa maior ou menor estridência, estiveram presentes no debate de ontem, 23, promovido pela Rede Bandeirantes de Televisão

Aqui vão os nossos cumprimentos aos organizadores, toda a equipe que esteve envolvida na realização do programa. O jornalista Eduardo Oinegue dividiu a bancada dos apresentadores mesmo apresentando problemas com a voz. Estão de parabéns aqueles candidatos que honraram o compromisso com o eleitor e estiveram presentes ao encontro, a exemplo de Ronaldo Caiado, do PSD, Renan Santos, do Missão, e Augusto Cury, do Avante. Lamentamos profundamente a ausência dos nomes de Luiz Inácio Lula da Silva - alguém com 12 anos de gestão da máquina não teria nada que justificasse a sua ausência - e a da Flávio Bolsonaro, o representante do bolsonarismo. Em termos de quem venceu o debate não há a menor dúvida de que a formação sólida do psiquiatra Augusto Cury fez a diferença. Augusto lida bem com essa questão da formação dos jovens, conhece a dinâmica de formação escolar da nossa juventude. Se saiu muito bem, inclusive quando fez referência à dopamina dos jogos de celulares em detrimento do hábito da leitura. 

É o que nós sempre afirmamos por aqui. Ser Presidente da República é um cargo de altíssima responsabilidade, não se admitindo aventureiros. Aliás, este era mais um item a ser mencionado no início deste editorial, ao nos referimos à espiral. Como sempre acontecem algumas situações inusitadas nesses encontros, registramos aqui o "sono" de Gilberto Kassab durante o encontro, assim como o rapaz que fazia a tradução da linguagem de libras, barbudo, muito parecido com Abelardo de la Espriella, atual presidente da Colômbia. Quando Renan Santos falava - com aquela estridência que o caracteriza-  aí sim é que a imagem se sobressaía. Estamos torcendo por aqui que os faltosos sejam punidos pelos eleitores. Seria interessante que tivéssemos algumas surpresas nas próximas pesquisas de intenção de voto, mudando sensivelmente a dinâmica competitiva do pleito.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário