pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: CPMI do INSS pede acesso a dados de Daniel Vorcaro.
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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Editorial: CPMI do INSS pede acesso a dados de Daniel Vorcaro.

 



O presidente da CPMI do INSS deverá ter uma reunião com o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Em pauta, a quebra do sigilo decretado em relação às investigações sobre o maior escândalo de fraudes bancárias já perpetrados no país, envolvendo possíveis irregularidades com os famigerados empréstimos consignados. Em sua segundo fase de trabalho, a CPMI irá se concentrar justamente nas fraudes relativas a esses consignados, onde inúmeras instituições bancárias estão envolvidas. Soube a pouco que os ministros Dias Toffoli e André Mendonça deverão se reunir para deliberarem sobre este assunto. Não vamos aqui entrar no mérito de uma decisão judicial - principalmente nesses tempos bicudos que atravessamos - mas, a rigor, tal sigilo nunca deveria ter sido decretado, principalmente em relação aos dados que já estavam à disposição da CPMI, que vem realizando um trabalho merecedor de todo o nosso reconhecimento. 

O banqueiro Daniel Vorcaro deve ser ouvido pela CPMI, sabe-se lá em que circunstâncias, possivelmente escudado em habeas corpus que lhes faculte se pronunciar apenas em relação às informações de domínio público. Salvo melhor juízo, a sua audiência está programada para o próximo dia 05, quinta-feira, quando os parlamentares se reúnem no expediente da tarde. Nós já compramos o ingresso. O país enfrenta uma enorme crise institucional e os homens públicos, ao invés de tomarem atitudes que possam minimizar suas consequências, sugere-se que desejem esgarçá-la. A CPMI do INSS realiza um excelente trabalho em defesa do interesse público, mas encontra  obstáculos grotescos pela frente, alguns intransponíveis, como a blindagem de alguns atores com ramificações com os podres poderes. 

Aqui em Pernambuco, segmentos da imprensa e da crônica política local apresentam como uma grande novidade a utilização da máquina do Estado para fins políticos, geralmente com o propósito de perseguir adversários. Isso é uma prática recorrente, com pelo menos 526 anos de existência. Quisera que o interesse público prevalecesse sobre os interesses comezinhos dessas oligarquias familiares, reproduzindo aqui na província o modelo de familismo amoral descrito pelo cientista político americano Edward Banfield. As instituições, por outro lado, estão mais atreladas às conveniências e interesses dessas oligarquias do que propriamente aos interesses republicanos, da sociedade civil. 

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