Fala-se muito em torno do comportamento daquele eleitorado independente, que, hoje, já não seria mais de 27%. Este número estaria diminuindo exatamente porque eles já não são tão independentes assim com a proximidade do pleito. Já fizeram suas opções e, pelo andar da carruagem - como, aliás, se previa - entre os principiais concorrentes. Uma outra "sutileza" levantada no dia de ontem por alguns analistas é que um pequeno núcleo de eleitores será determinante para a definição do pleito. A sorte de Lula está nas mãos desses eleitores. Eles votaram em Lula em 2022 para um terceiro mandato e hoje têm dúvidas se devem conceder um quarto mandato ao petista. É este núcleo de eleitores que pode definir o pleito de 2026.
Estamos, na realidade, todos exauridos por essa polarização política. A "qualidade" dos debates sobre o futuro do país caiu drasticamente nos últimos anos. Vejo que o time do segundo pelotão está cansado de tentar furar a bolha. O péssimo desempenho nos debates esvaziados ou nas sabatinas da Globo talvez já seja um reflexo disso. Zema foi "triturado" com perguntas cabulosas sobre a dívida pública de Minas Gerais, as denúncias de corrupção e o aumento de mais de 300% d0 próprio salário, quando os servidores públicos estaduais não tiveram a mesmo tratamento.


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