pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Quem vai decidir a eleição presidencial de 2026?
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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Editorial: Quem vai decidir a eleição presidencial de 2026?


Numericamente, o jogo da disputa presidencial de 2026 está bastante equilibrado. Num eventual segundo, turno, Lula e Flávio Bolsonaro estão praticamente empatados dentro da margem de erro. Lula parece ter encostado no teto, enquanto Flávio avança um pouco, talvez em função dos problemas relacionados às investigações que envolvem o filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha". O próprio Lula manifesta uma grande preocupação em torno deste assunto. Pesquisas de intenção de foto dizem muitas coisas, mas ocultam algumas sutilezas fundamentais, apenas detectadas pelas pesquisas qualitativas. Uma tendência do comportamento do eleitorado aqui e ali pode ser determinante no resultado final do jogo. 

Fala-se muito em torno do comportamento daquele eleitorado independente, que, hoje, já não seria mais de 27%. Este número estaria diminuindo exatamente porque eles já não são tão independentes assim com a proximidade do pleito. Já fizeram suas opções e, pelo andar da carruagem - como, aliás, se previa - entre os principiais concorrentes. Uma outra "sutileza" levantada no dia de ontem por alguns analistas é que um pequeno núcleo de eleitores será determinante para a  definição do pleito. A sorte de Lula está nas mãos desses eleitores. Eles votaram em Lula em 2022 para um terceiro mandato e hoje têm dúvidas se devem conceder um quarto mandato ao petista. É este núcleo de eleitores que pode definir o pleito de 2026. 

Estamos, na realidade, todos exauridos por essa polarização política. A "qualidade" dos debates sobre o futuro do país caiu drasticamente nos últimos anos. Vejo que o time do segundo pelotão está cansado de tentar furar a bolha. O péssimo desempenho nos debates esvaziados ou nas sabatinas da Globo talvez já seja um reflexo disso. Zema foi "triturado" com perguntas cabulosas sobre  a dívida pública de Minas Gerais, as denúncias de corrupção e o aumento de mais de 300% d0 próprio salário, quando os servidores públicos estaduais não tiveram a mesmo tratamento.  

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