pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Quem tem moral em Pernambuco para criticar os gabinetes do ódio?
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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Editorial: Quem tem moral em Pernambuco para criticar os gabinetes do ódio?

Gilberto Freyre 


Quando estivemos mais ativos aqui pelo blog fomos atacados por diferentes tribos políticas. A  pseudo esquerda, alguns deles até se protegendo, cinicamente, sob o escudo ético do educador Paulo Freire. Os laranjinhas do gabinete da sacanagem e, finalmente, os bolsonaristas. Desses, aparentemente, o mais óbvio, seria os bolsonaristas, que não gostaram de um artigo escrito sobre o seu grande líder, Jair Bolsonaro. Aqui em Pernambuco, no entanto, sinceramente, não sabemos quem são os mais venenosos. Veja-se, por exemplo, o que ocorreu contra a candidata ao Senado Federal, Marília Arraes, alguns anos atrás. Uma política difamatória vil e desumana, atacando a sua honra com inscrições apócrifas nos muros da cidade. 

Não gostaríamos de voltar a tratar desse tema - naturalmente pouco agradável - mas a imprensa e as redes sociais publicaram hoje uma série de ocorrência acerca deste assunto. O mais pedagógico aqui é que as pessoas estão provando do próprio veneno, ou seja, aqueles que antes apenas se preocupavam em disseminar mentiras com o propósito de "cancelamento" dos seus críticos a adversários estão sentindo, na própria pele, o que isso significa. É, quem sabe, o lado positivo desses eventos macabros, se é que podemos afirmar isso. Recentemente, escrevemos um roman à clef, como diriam os franceses, para tratar de um desses casos. Em Pernambuco, existem alguma particularidades. Como os escudos éticos usados por uma pseudo esquerda;  um estado onde o "gatilho" da inveja é disparado sistematicamente quando alguém se sobressai em alguma área; uma grande dificuldade dessas oligarquias políticas em lidar com os seus críticos. 

Eles exercem o poder de Estado como se estivessem em seus quintais, em suas propriedades privadas, em suas Sesmarias. Gilberto Freyre conheceu Oliveira Lima ainda adolescente, como estudante do Colégio Americano Batista. Quando esteve nos Estados Unidos, cumprindo temporada de estudos, aproveitou bem a biblioteca do diplomata, que trabalhava ali. Concluído seus estudos, consultou Oliveira Lima sobre a possibilidade de regressar ao Brasil. Foi desaconselhado. Oliveira Lima tinha sérias indisposições no Itamaraty com outro notório pernambucano. Quando morreu, entregou uma preciosa biblioteca sobre assuntos brasileiros a uma universidade americana, privando-nos de um precioso acervo, usado por Gilberto ainda na adolescência.  

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