Assim como os debates da Band, a sabatina da Rede Globo com os candidatos que concorrem à Presidência da República constitui-se em dois momentos importantes da eleição. A ausência dos dois principais protagonista das eleições de outubro próximo, Lula e Flávio Bolsonaro, esvaziaram o debate da Band. A sabatina da Globo, realizada durante o Jornal Nacional, como é individual, em tese, poderia deixar os candidatos mais à vontade para discutirem suas ideias e propostas. Por algum motivo, não é bem isso o que vem ocorrendo. Os candidatos estão se saindo muito mal naquela sabatina, a exemplo de Romeu Zema e Ronaldo Caiado. Renan Santos, do Missão, até que não foi muito mal.
Hoje, 27, ele aparece em vídeo bastante ordeiro, calmo, convocando civilizadamente os candidatos para o debate do SBT. Afirma que irá se comportar durante o encontro, o que até Deus duvida. Em todo caso, fazemos coro com ele, uma vez que se trata de um grande desrespeito ao eleitor não comparecer a um debate público. Em épocas, passadas, o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos dava uma dimensão gigantesca a esta sabatina. Não nos recordamos se ele chegou a ser entrevistado, mas dizia que, se conseguisse participar da sabatina seria o próximo presidente do país. Como se sabe, Eduardo Campos morreu num trágico acidente de avião.
Hoje, 27, há uma grande expectativa acerca da entrevista que será concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, onde, muito provavelmente, ele será instado a se pronunciar sobre temas delicados. O que talvez ajude bastante é que ele passou por uma sabatina dias antes, na Record, onde certamente foi orientado sobre como se comportar diante das questões cabulosas. Pelo andar da carruagem, nossas eleições estão se tornando atípicas, com o desespero dos candidatos do segundo pelotão em furar a bolha da polarização - parece que a ansiedade já começa a tomar conta deles - e um vazio de propostas entre os dois principais concorrentes? Ela não é atípica se considerarmos que esta polarização não é de hoje, mas, por outro lado, está complicado esse "debate" sobre o rumo do país.

Nenhum comentário:
Postar um comentário