sexta-feira, 30 de junho de 2023
quinta-feira, 29 de junho de 2023
Publisher: Bolsa Família in the hands of Centrão?
When he took office, the PT had decided, for obvious reasons, that some areas of management would not be negotiated with the coalition that helped Lula reach the Planalto for the third time. It was necessary to print a "brand" of the Government among the population, preferably paving the way for the next electoral clashes. The Ministry of Social Development would be one of those non-negotiable spaces, for implementing one of the flagships of the PT administration, the Bolsa Família Program.
The program is so identified with the PT that, on the eve of the last presidential elections, the Bolsonaro government made large investments in the program, renamed Auxílio Brasil, in a desperate attempt to secure its re-election. In the popular imagination, however, the program continued to be associated with Lula. As the popular imagination is complicated, it was not easy to change this perception. When the current Minister of Planning, Simone Tebet, articulated her participation in the Government, in principle, such ministry would be her preference. He ended up being handed over to someone who was strictly trusted by the hard core of the party's ideological sectors, the former governor of Piauí, Wellington Dias.
Therefore, what was our surprise to learn that such a ministry would be on the agenda of the negotiations between the PT and the Centrão, here represented by the Progressives party. The target would be the Ministry of Health, but in the face of strong resistance - including a high cost to be paid with the population, which vehemently expressed itself against it, through social networks - the Ministry of Social Development would thus be a consolation prize to unravel the difficult political negotiations between the PT and this political grouping. Unfortunate.
Editorial: O liame da tentativa de golpe do dia 8 de janeiro
Está sendo ouvido, neste momento, na CPI Distrital dos Atos Golpistas, o senhor Alan dos Santos, que esteve envolvido na frustrada tentativa de atentados terroristas em Brasília, que antecederam os atos do dia 08 de janeiro. Alan, como bem defeniu o Deputado Distrital Chico Vigilante, foi usado como uma espécie de mula dos terroristas. Identificado, submetido a inquérito e já condenado, estranhamente, manteve praticamente em silêncio sobre fatos cruciais, ou seja, quem os financiou, quem ordenou, quem são os verdadeiros mentores daqueles atos.
Chico Vigilante sugeriu uma sessão secreta daquela comissão, onde ele deverá falar o que sabe, já que se diz ameaçado. O próximo a ser ouvido é o comparsa de Alan, o senhor George Washington, igualmente enrascado, cumprindo pena, mas não abre o bico sobre os mentores dos atentados. Em algum momento essas conexões serão destravadas e os fios soltos emendados num único novelo. O novelo da trama contra as instituições democráticas, movida naquele dia fatídico.
Fazia algum tempo que não ouvia o termo "liame", verbete que se tornou comum nos últimos dias, por se tratar de um termo que significa, entre outras coisas, "ligação". No dia de ontem, em artigo, o professor Michel Zaidan Filho, estabelece uma relação entre as pregações contra as urnas e a relação dessa narrativa com a tentativa de golpe, que acabou alimentando os episódios subsequentes, como o 08 de janeiro. Pelo que já se sabe, o golpe só não se viabilizou pela ausência de apoio entre a alta oficialidade das Forças Armadas.
Editorial: PT pode deixar Boulos no sereno em São Paulo
A máxima da raposa política mineira, Magalhães Pinto, tem sido preocupantemente recorrente no cenário político brasileiro. Com sua vasta experiência e espertise, o mineiro costumava afirmar que a política é como as nuvens. Ora estão de uma forma, para, logo em seguida, essas nuvens mudarem completamente. Até recentemente, o nome do Deputado Federal, Guilherme Boulos(PSOL-SP), inclusive nas hostes petistas, era unanimidade para a disputa das próximas eleições municipais, em São Paulo, com o apoio da legenda petista.
Boulos abdicou de sua candidatura ao Governo do Estado, nas eleições passadas, com o propósito de ajudar a campanha de Fernando Haddad(PT-SP), hoje Ministro da Fazenda. Faltam alguns meses para as próximas eleições municipais de 2024, mas as articulações já estão em pleno vapor, seja do lado da situação, seja do lado da oposição. No início do Governo Lula, a Deputada Federal, Tabata Amaral, do PSB, assumiu ser governista, apoiando a gestão petista. Até recentemente, porém, manisfetou o desejo de se tornar chata, ou seja, assumirá as críticas ao Governo.
Curiosamente, Tabata é candidatíssima ao Palácio Bandeirantes. Um objetivo político que ela acalenta já faz algum tempo. O PT é complicado para assumir esses acordos. Só tem acordo se o partido apresentar o cabeça-de-chapa. Desta vez, quem se apresenta para assumir este papel é Jilmar Tato. Acredita-se que o apoio de Luiz Inácio Lula da Silva seria suficiente para tornar a chapa competitiva. É muito dúbia essa presunção, principalmente se considerarmos as nuvens do Magalhães Pinto. Até lá elas podem estar turvas.
Editorial: O Bolsa Família nas mãos do Centrão?
Quando assumiu o Governo, o PT havia decidido, por razões óbvias, que algumas áreas da gestão não seriam negociadas com a coalizão que ajudou Lula chegar ao Planalto pela terceira vez. Era necessário imprimir uma "marca" do Governo junto à população, de preferência pavimentando o caminho para os próximos embates eleitorais. O Ministério do Desenvolvimento Social seria um desses espaços inegociáveis, por implementar um dos carros-chefe da gestão petista, o Programa Bolsa Família.
O programa é tão identificado com o PT que, quando da véspera das eleições presidenciais passadas, o Governo Bolsonaro fez grandes investimentos no programa, rebatizado de Auxílio Brasil, numa tentativa desesperada de assegurar sua reeleição. No imaginário popular, entretanto, o programa continuou a ser associado a Lula. Como imaginário popular é coisa complicada, não foi simples mudar essa percepção. Quando a hoje Ministra do Planejamento, Simone Tebet, articulou sua participação no Governo, em princípio, tal ministério seria o de sua preferência. Ele acabou sendo entregue a alguém da estrita confiança do núcleo duro dos setores ideológicos do partido, o ex-governador do Piauí, Wellington Dias.
Portanto, qual não foi nossa surpresa ao saber que tal ministério estaria na ordem do dia das negociações entre o PT e o Centrão, aqui representado pelo partido Progressistas. O alvo seria o Ministério da Saúde, mas diante da forte resistência - inclusive com um alto custo a ser pago junto à população, que se manifestou veementemente contra, através das redes sociais - o Ministério do Desenvolvimento Social seria, assim, um prêmio de consolação para destrinchar as difíceis negociações políticas entre o PT e esse agrupamento político. Lamentável. A informações sobre tais negociações foram divulgadas no Jornal da Manhã, da CNN.
quarta-feira, 28 de junho de 2023
Publisher: Brave scammers in ZAP and cowards in CPMI

What surprises us in these plots is the absolute discrepancy between the cell phone messages exchanged between the main architects of these maneuvers and their speeches, when they fall into the net of justice or when they are summoned to pronounce on the subject during the sessions of the commissions created to investigate these acts. We still haven't heard one of them assume he is a coup leader, deliver details of anti-democratic plots woven in the dark throes of obscurantism, and things like that. Courage even just through the ZAP groups.
This behavior is curious, but, strictly speaking, it would be expected. If the coup plot had been successful, they would be out there chasing the democrats with all possible will, with an unusual rage and courage, since they had the instruments and facilities created for this purpose. It is necessary that our democratic institutions punish with the necessary rigor those actors who plotted against it. Unfortunately, we live in a country of compromises, where everything is resolved with a pat on the back. One of the most strategic actors in this process has already stated that he is "tired" of hearing about coups.
Editorial: Só um milagre salva Bolsonaro da inelegibilidade.
Editorial: Golpistas corajosos no ZAP e covardes na CPMI
O que nos surpreende nesses enredos é a absoluta discrepância entre as mensagens de celulares trocadas entre os principais artífices dessas manobras e suas falas, quando caem na malha da justiça ou quando são convocados a se pronucinarem sobre o assunto durante as sessões das comissões criadas para investigarem esses atos. Ainda não ouvimos um deles assumir que é golpista, entregar detalhes das tramas antidemocráticas urdidas nos estertores sombrios do obscurantismo, e coisas assim. Coragem mesmo apenas através dos grupos de ZAP.
É curioso esse comportamento, mas, a rigor, já seria esperado. Se a trama golpista tivesse sido exitosa, eles estariam por aí perseguindo os democratas com todo o arbítrio possível, com uma sanha e uma coragem incomum, posto que de posse dos instrumentos e facilidades criados para este fim. É necessário que as nossas instituições democráticas punam com o rigor necessário aqueles atores que tramaram contra ela. Infelizmente, vivemos num país de conchavos, onde tudo se resolve com um tapinha nas costas. Um dos atores mais estratégicos nesse processo já afirmou que está "cansado" de ouvir falar de golpe.
terça-feira, 27 de junho de 2023
Editorial: Golpe? Que golpe?
Estamos acompanhando - com muita atenção e um grande grau de frustração - a audiência pública do coronel Jean Lawand, por ocasião dos trabalhos da CPMI dos Atos Antidemocráticos do dia 08 de janeiro. O militar, orientado por seus advogados, construiu uma narrativa sobre as gravações encontradas em seu celular, em conversas com o coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, que desvitua, em opinião quase unânime dos parlamentares, o que, de fato, deve ter ocorrido e o seu real signficado. Em mais de um momento, chegou a ser tratado como "mentiroso" e "covarde" por parlamentares.
Em tais circunstâncias, volto a repetir os elogios ao depoimento do dia de ontem, do coronel Naim, ex-comendante de policiamento do Distrito Federal, que ajudou bastante para elucidar alguns fatos. Mesmo visivelmente abatido, ele se dispôs a responder a todas as perguntas a ele dirigidas. Pode ter sido um pouco reticiente no início, mas logo em seguida apresentou sua versão dos fatos, inclusive apontando caminhos que poderão ser trilhados pelos membros daquela comissão.
Como observaram os membros daquela comissão, é preciso tomar muito cuidado com essas estratégias de defesa. Muitos fiéis escudeiros das artimanhas bolsonaristas já ficaram pelo caminho. Mais um é apenas questão de contabilidade e não de princípio. A prática é deixar o caboclo no sereno e eximir o cabeça das responsabilidades.
Editorial: Ciro não quer conversa com o PT.
O ex-candidato à Presidência da República nas últimas eleições, Ciro Gomes(PDT-CE), depois da derrota, deu um tempo para se pronunciar sobre o atual Governo. Depois de quatro meses, o timing chegou e ele voltou à carga, com todo gás, fazendo duras críticas à gestão do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A maior preocupação são as suas previsões sobre o futuro sombrio para o país. É como se estivéssemos sobre uma bomba prestes a explodir em algum momento.
Embora a relação entre civis e militares não sejam das melhores desde algum tempo, Ciro não se refere a mais uma eventual tentativa de golpe, mas aos problemas sociais e econômicos que poderão advir. Na percepção do cearense, o Governo Lula encontra-se completamente sem rumo, sem algum norte. Não vamos aqui entrar nas nuances, para evitar os "melindres" naturais. Voltamos a insistir sobre a necessidade de não deixar de considerar as ponderações de um ator político que, assim como um bom aluno, costuma fazer o seu dever de casa. É alguém que estuda e se preocupa sinceramente sobre os rumos do país. Uma inteligência que faria muito bem à nação, independentemente das indisposições político\partidárias.
Os pronunciamentos do cearense foram amplamente divulgados pela imprensa e pelas redes sociais. Em meio a esse imblóglio, os arranjos políticos em seu estado, sugerem uma possível reaproximação com o PT, no contexto das articulações visando as próximas eleições presidenciais. A sugestão seria do seu irmão, o senador Cid Gomes(PDT-CE), no sentido de reeditar uma aliança política que foi vitoriosa durante anos. Ciro Gomes repeliu, de imediato, qualquer possibilidade de negociações neste sentido.
Editorial: Vamos tomar cuidado com esses atestados, alerta Arthur Maia.
No dia de ontem, o presidente da CPMI dos Atos Antigolpistas, Arthur Maia, fez um alerta aos navegantes, informando que todos os atestados médicos apresentados àquela comissão serão analisados pelo corpo médico do Legislativo. Caso tais atestados não sejam ratificados, levará os responsáveis por emiti-los ao CREMEPE. No dia de ontem, o depoente apresentou um atestado médico que foi rejeitado pelos médicos daquela Instituição.
Independentemente de qualquer julgamento pessoal do depoente - até porque isso não compete a este editor - O coronel Jorge Eduardo Naime assumiu uma atitude louvável de prestar todo os esclarecimentos possíveis, em nenhum momento se negando a responder aos parlamentares. Um dos pontos mais nevrálgicos expostos diz respeito aos relatórios dos órgãos de inteligência que, segundo ele alegou, depois de um certo momento, sempre mostravam indicadores de um "arrefecimento" das mobilizações, até que elas explodiram justamento no dia 08 de janeiro.
Isso é grave porque pode dá a entender que os objetivos desses possíveis relatórios "falsos" poderiam ser o de "desmobilizar" as forças legalistas, que deveriam esboçar resistências às manobras golpistas. Os parlamentares chegaram a um consenso de que este elemento é um dos mais importantes a serem checados. De fato, o teor desses relatórios procedem? Se procedem, quem são os responsáveis por sua emissão? Qual seriam esses propósitos? E, por falar em atestados, um conhecido parlamantar apresentou mais um deles no sentindo de não se apresentar para depor na Polícia Federal, numa audiência agendada para o dia de hoje. Está virando moda.
segunda-feira, 26 de junho de 2023
Editorial: Campanha pelas redes sociais fortalece Nísia Trindade. NÍSIA FICA!!!
Siga o dinheiro! Já recomendava Mark Felt, o "Garganta Profunda" aos jovens jornalistas do Washington Post, por ocasião das investigações do rumoroso caso do Escândalo Watergate. Como o brasileiro é muito inventivo, naquela busca realizada pela Polícia Federal na terra dos marechais, junto ao dinheiro, encontrava-se alguns comprimidos verdinhos, o Viagra. Aproveitando essa inventividade, o genial Laerte produziu uma belíssima charge, onde observava uma dúvida da polícia: seria melhor seguir o dinheiro ou a disfunção erétil? Na dúvida, parece que a Polícia Federal resolveu seguir o dinheiro e, segundo uma revista de grande credibilidade, algumas anotaçães sugerem que o dinheiro foi parar na conta de um dos homens mais poderosos da República, integrante de um grupo político que hoje inferniza o Planalto no sentido de pedir a cabeça da Ministra da Saúde, Nísia Trindade.
Em sua defesa, hordas de apoiadores ocuparam as redes sociais no sentido de pedir a sua permanência no cargo, fortalecendo seu nome junto ao Governo Lula, frente ao assédio sistemático. As motivações desse grupo político em ocupar aquele ministério, como se sabe, são vis. Não existe qualquer interesse público aqui envolvido. O Ministerio da Saúde agrega um dos maiores orçamentos da República, além de ser um ambiente burocraticamente facilitador das emendas do relator, aquelas do orçamento secreto.
Apesar das avaliações de risco positivas no campo da economia, como se sabe, o Governo Lula infrenta alguns problemas. Há dificuldades visíveis na relação com o Legislativo, assim como alguns dilemas em relação ao estamento militar, onde é necessário se fazer uma assepcia antigolpe. Se vier a entregar o Ministério da Saúde a essas raposas o seu Governo acaba.
Publisher: Relations between the military and civilians in Brazil remain tense.
A high-ranking military man spoke out about Lula's meeting with the Pope, treating the country's Chief Executive as a crook. According to information from the military mailboxes, the officer should be punished. During the week, a former Defense Minister, José Genoíno, expressed his concerns about what he classifies as a shielding strategy for the military involved in the January 8 coup attempt. The relationship between the military and civil power in Brazil was never pacified, nor, at some point, were they harmonious.
The recent effort of some legalistic military personnel, with a democratic profile, to depoliticize the Armed Forces is to be commended, but, strictly speaking, we are facing a problem that, mistakenly, some political actors insist on minimizing. One of them, sitting on an armed bomb, has already said that he is "tired" of hearing talk of a coup. As if not addressing the issue or neglecting it were the way out of the problem. The tug of war is still stretched. There are rumors that the United States Government has taken steps towards military sectors in Brazil in order to dissuade them from these anti-democratic attempts.
The speeches of the military heard in the CPIs that deal with this subject make this very clear, pointing out minutiae of possible false reports issued by intelligence bodies; change in the routine of mobilization of military personnel precisely on January 8; meticulous preparations, with the involvement of high-ranking officials in those anti-democratic textures; "legal" support of the exception measures that should be adopted. Finally, a manual and a complete script of the coup. Either our democratic institutions carry out a probe of the probe in these death throes - disarming these coup artifacts once and for all - or we will have more trouble ahead. Unfortunately.
Editorial: Continuam tensas a relação entre militares e civis no Brasil.
Um militar de alta patente se manifestou sobre o encontro de Lula com o Papa, tratando o Chefe do Executivo do país como um vigarista. Segundo informações dos escaninhos militares, o oficial deverá ser punido. Durante a semana, um ex-Ministro da Defesa, José Genoíno, manifestou suas preocupações sobre que ele classifica como uma estratégia de blindagem dos militares envolvidos na tentativa de golpe do dia 08 de janeiro. A relação entre militares e poder civil no Brasil nunca estiveram pacificadas, tampouco, em algum momento, foram harmoniosas.
Louve-se o esforço recente de alguns militares legalistas, de perfil democrático, no sentido de despolitizar as Forças Armadas, mas, a rigor, estamos diante de um problema que, equivocadamente, alguns atores políticos insistem em minimizar. Um deles, sentado numa bomba armada, já disse que está "cansado" de ouvir falar em golpe. Como se não tratar do assunto ou negligenciá-lo fosse a saída do problema. O cabo de guerra ainda está esticado. Há rumores de que o Governo dos Estados Unidos teriam feito gestões junto a setores militares no Brasil no sentido de dissuadi-los dessas intentonas de caráter antidemocráticos.
As falas do militares ouvidos nas CPIs que tratam deste assunto deixam muito claro isso, apontando minúcias de possíveis relatórios falsos emitidos por orgãos de inteligência; alteração na rotina de mobilização de efetivos militares justamente no dia 08 de janeiro; preparativos minuciosos, com envolvimento de oficiais de alta patente naquelas tessituras antidemocráticas; amparo "legal" das medidas de exceções que deveriam serem adotadas. Enfim, um manual e um roteiro completo do golpe. Ou as nossas instituições democráticas realizam uma devassa da devassa nesses estertores - desarmando esses artefatos golpistas de uma vez por toda - ou teremos mais encrencas pela frente. Infelizmente.
Editorial: A semana promete. O caldeirão da política está fervendo.
A semana começou motivmentada. Logo mais teremos audiências importantes nas duas grandes CPIs, com convocados que podem ajudar bastante nos trabalhos de investigação e apuração dos fatos atinentes a ambas comissões. Nossa preocupação é que está todo mundo entrando com ações junto ao STF no sentido de não comparecer às audiências programadas. Um dos denunciantes dos abusos da operação Lava Jato afirma ter provas materiais sobre a festa da cueca, assim como ela foi usada como achaque para constranger magistrados.
A revista Piauí teve acesso a eventuais transferências de recursos irregulares para um dos políticos mais poderosos do país, que anda às turras com o Poder Executivo. Sobre tal político, também se soube que ele controla uma penca de cargos numa estatal, ocupados por parentes e aderentes, que custam ao erário o total de 128 mil por mês. Não satisfeito, está de olho nas verbas do Ministério da Saúde. O Ciro Gomes, em palestra recente, malhou o PT, apontando, inclusive, eventuais casos de malversação de recursos públicos já neste Governo, como possíveis superfaturamento em licitações da CODEVASF. Por falar em Ciro, ele não quer nem ouvir falar na proposta do irmão no sentido de reatar a aliaçna com o PT no Estado, visando as próximas eleições municipais de 2024.
Quem também parece ter perdido a paciência com o Governo do PT é a Deputada Federal Tabata Amaral(PSB-SP), que afirmou que se tornará chata daqui para frente, pois pretende fazer algumas ponderações críticas sobre a gestão. A deputada é atuante e combativa, mas acreditamos que tal postura pode ser reflexo dos arranjos em relação às eleições municipais de 2024. quando ele pretende apresentar sua postulação à prefeitura de São Paulo. O PT irá realizar um encontro nacional para discutir o tema, prospectando eventuais nomes competitivos nas grandes capitais do país. Nem Guilherme Boulos(PSOL-SP) tem a certeza de que contará com o apoio da legenda em São Paulo.
domingo, 25 de junho de 2023
Editorial: A polêmica da "vaquinha" para ajudar Bolsonaro.

Quando nos deparamos com o assunto, que está alcançando grande repercussão nas redes sociais, pensamos que se tratava de uma brincadeira. Não é. De fato existe um "vaquinha", com doações através do PIX, no sentido de ajudar o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Antes de publicarmos essa postagem, confirmamos que o CPF 453178287-91 pertence, de fato, ao ex-presidente. A alegação dos bolsonaristas é a de que as contas do ex-presidente estariam bloqueadas e ele precisa desse apoio.
A prática parece-nos que está se tornando recorrente entre bolsonaristas. Quando encrencados na justiça, tendo que arcar com o ônus das indenizações e despesas com advogados, eles recorrem a tal expediente, como ocorreu recentemente com uma deputada, que conseguiu arrecadar muito além do suficiente para custear as despesas com a justiça. Nas redes sociais circula, igualmente, a informação que um ministro da Suprema Corte teria bloqueado tal conta de PIX, impedndo que mais depósitos pudessem ser feitos. Precisamos confirmar essa informação.
Em todo caso, não deixa de ser curioso esse fato, pois o PL assumiu algumas despesas do ex-presidente, como salário, moradia, secretários, advogados, motoristas. Soma-se a isso as regalias que ale ainda dispõe, na condição de ex-Presidente da República. Como sempre, não se sabe quem teve essa iniciativa, mas, a rigor, precisando Jair Bolsonaro não está. Ele dispõe de tudo que um ser humano precisa para prover suas necessidades.
Publisher: Military police are convicted of participating in the slaughter of the bullfinch
Between the night and dawn of the 11th and 12th of November 2015, the population of the state of Ceará was the victim of the biggest massacre committed by police officers who are part of the Military Police of that state. After a case of robbery involving a military police officer, active battalions and even off-duty police were used to carry out a mega operation in neighborhoods around Messejana, a lake located in the metropolitan region of Fortaleza. Arbitrarily and with clear violations of rights, 11 young people were killed on that occasion, some of them summarily executed.
The tragedy became known as "Chacina do Bullfinch". During this period, there were actions involving the Public Ministry of that state, as well as the "Mães do Bullfinch", which promoted intense popular mobilizations calling for justice. Yesterday, they and the community won their first victory. Four soldiers involved in the massacre were sentenced to 1,100 years in prison. Appeals are still possible, but they are already serving time, in pre-trial detention.
This mobilization of the "Mothers of the Bullfinch" is somewhat reminiscent of the mobilizations of the Mothers of Plaza de Mayo, in Argentina, who demanded justice for their children, who died and disappeared during the military dictatorship in that country. With time, and consequently age, they started to be treated like the Grandmothers of Plaza de Mayo. What hasn't changed is their willingness to fight for their rights and for justice. One of the leaders of the "Mães do Curió", heard about it through a communication channel, the victory would not be theirs, but all young people from Ceará. Save!
Editorial: O grupo Wagner recua e não pretende mais chegar a Moscou
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| Crédito da foto: Alexey Druzhinin\AFP |
O grupo Wagner é formado por mercenários que apoiam a Rússia no conflito contra a Ucrânia. Grupo bem treinado e fortemente armado, cumpre um papel fundamental no conflito entre os dois países, inclusive no que concerne ao abastecimento de tropas do Exército Russo que operam na Ucrânia. Nos últimos dias, seu líder, Yevgeny Prigozhin, demonstrou sua insatisfação sobre a forma como vem sendo tratado o grupo pelos comandantes militares russos. Prigozhin é homem da estrita confinana do presidente da Rússia, Vladimir Putin.
A notícia dessas indisposições caiu como um bomba no conflito, uma vez que Prigozhin ameaçava mobilizar suas tropas a caminho de Moscou, capital do país. Informações circularam dando conta de que até Putin já havia deixado a capital do país. Essa informação seria desmentida logo em seguida. É preciso, como alertamos antes, principalmente numa guerra, tomar os cuidados devidos com essas informações. Convém, precaver-se, igualmente, no que concerne a essa suposta rebelião ou sublevação do líder do grupo Wagner, uma vez que se trata de pessoa da absoluta confiança do Klemlin.
Depois de já estar a caminho de Moscou com as suas tropas, o grupo Wagner decidiu recuar, segundo o seu líder, para evitar um banho de sangue. Moscou já havia anunciado que medidas duras de defesa seriam prontamente adotadas contra essa tentativa de invadir a capital do país. Por enquanto, sabe-se apenas que o grupo militar optou pelo recuo das tropas, mas os termos do acordo ainda são desconhecidos.
Editorial: Policiais militares são condenados por participarem da Chacina do Curió.
Entre a noite e madrugada dos dias 11 e 12 de novembro de 2015, a população do estado do Ceará foi vítima da maior chacina cometida por uma ação de policiais que integram a Polícia Militar daquele estado. Depois de um caso de latrocínio envolvendo um policial militar, batalhões da ativa e até policiais de folga foram utilizados para realizarem uma mega operação em bairros do entorno da Messejana, uma lagoa localizada na região metropolitana de Fortaleza. Arbitrariamente e com nítidas violações de direitos, 11 jovens foram mortos na ocasião, alguns deles executados sumariamente.
A tragédia ficou conhecida como "Chacina do Curió". Durante esse período, ocorreram ações envolvendo o Ministério Público daquele estado, assim como das "Mães do Curió", que promoveram intensas mobilizações populares clamando po justiça. No dia de ontem, elas e a comunidade obtiveram a primeira vitória. Quatro militares envolvidos na chacina foram condenados a 1.100 anos de prisão. Ainda é possível recursos, mas eles já estão cumprindo pena, em caráter de prisão preventiva.
Essa mobilização das "Mães do Curió" lembra um pouco as mobilizações das Mães da Praça de Maio, na Argentina, que cobravam justiça contra seus filhos, mortos e desaparecidos dutante a ditatura militar naquele país. Com o tempo, e consequentemente a idade, elas passaram a ser tratadas como as Avós da Praça de Maio. O que não mudou foi a disposição de lutarem por seus direitos e por justiça. Uma das lideranças das "Mães do Curió", ouvida a esse respeito por um canal de comunicação, a vitória não seria delas, mas de todos os jovens cearenses. Salve!
sábado, 24 de junho de 2023
Publisher: Sartre's Disappointment with Libération
Yesterday, a well-known blogger made the headline of the French afternoon, Libération, about Lula's presence in France, where he is participating in the Summit meeting for a New Global Financial Pact, and left it without any comment. The cover story of the French evening newspaper carried the headline: Lula, La Decepcão! We still haven't had access to the matter, to know the arguments of the writers of the French newspaper, in the past known for its progressive positions, founded by the philosopher Jean Paul-Sartre.
Sartre put his philosophy to the defense of humanitarian causes around the world. If he were still among us, then yes, we could speak of a great disappointment, but this time of the philosopher in relation to the newspaper he founded, which acted, for a long time, as a trench of leftist thought in that country. Libération is no longer the same. Lula, likewise, may no longer be the same. Times have changed. Today, he seeks to tread paths of conciliation or establish a concerted management, which, for the more radical left-wing groups of thought, can be, in fact, a great disappointment, since social and economic advances remain interdicted by the constraints imposed by the straitjacket of neoliberal policies.
Even in such circumstances, he did not fail to deliver his message, pulling the ears of the rich industrialized countries with regard to their responsibilities regarding the climate issue. It was not the poor countries of long-suffering Latin America that contributed to the stage we are in with regard to climate problems. At the end of this post, a colleague warned that the French newspaper makes reference to the war in Ukraine. Here for us. Lula should fire whoever advised him to get involved in this imbroglio.
Editorial: A decepção de Sartre com o Libération
No dia de ontem, um conhecido blogueiro estampou a manchete do vespertino francês, Libération, sobre a presença de Lula na França, onde participa da reunião da Cúpula para um Novo Pacto Financeiro Global, e a deixou sem qualquer comentário. A matéria de capa do jornal vespertino francês estampava a manchete: Lula, La Decepcão! Não tivemos ainda acesso à matéria, para conhecermos os argumentos dos articulistas do jornal francês, no passado conhecido por suas posições progressistas, fundado pelo filósofo Jean Paul-Sartre.
Sartre colocou sua filosofia em defesa de causas humanitárias pelo mundo afora. Se ainda estivesse entre nós, aí sim, poderíamos falar de uma grande decepção, mas desta vez do filósofo em relação ao jornal que ele fundou, que atuou, durante muito tempo, como uma trincheira do pensamento de esquerda naquele país. O Libération não é mais o mesmo. Lula, igualmente, pode não ser mais o mesmo. Os tempos mudaram. Hoje ele procura trilhar caminhos de conciliação ou estabelecer uma gestão de concertação, o que, para os grupos de pensamento de esquerda mais radicais pode se constituir, de fato, numa grande decepção, uma vez que os avanços sociais e econômicos permanecem interditados pelos constrangimentos impostos pela camisa de força das políticas neoliberais.
Mesmo em tais circunstâncias, ele não deixou de dar o seu recado, puxando a orelha dos países ricos industrializados no que concerne às suas responsabilidades sobre a questão do clima. Não foram os países pobres da sofrida América Latina que contribuíram para o estágio em que nos encontramos em relação aos problemas climáticos. Já no final dessa postagem, um colega alertou que o jornal francês faz referência à guerra da Ucrânia. Aqui para nós. Lula deveria demitir quem o aconselhou a se meter nesse imbróglio.
Editorial: O perigo das transições em serviços de inteligência.

Numa dessas ocasiões, foi montada uma trama, dentro dos próprios serviços de inteligência daquele país, que culminou em sua eliminação física. Béria foi convidado para uma reunião, algum tempo depois alguns convidados se afastaram, permanecendo no recinto apenas ele e o seu o executor. Béria foi alvejado na cabeça, implorando, de joelhos, para não ser assassinado. Mesmo com toda a espertise acumalada ao longo dos anos em que atuou nos estertores da espionagem e contra-espionagem, Béria não foi capaz de antecipar-se às escaramuças urdidas contra ele.
Nos Estados Unidos, por ter sido preterido ao cargo de diretor do FBI, o número dois daquela instituição policial, Mark Felt, que ficaria conhecido como o "Garganta Profunda", secretamente, denunciou os escândalos de espionagem eleitorial envolvendo o ex-presidente Richard Nixon, levando-a renúncia. Era a renúncia ou um impeachment certo. Sua identidade permaneceu sob sogredo durante anos.
No Brasil, o que temos lido e ouvido sobre as transições em nossos serviços de informação já seriam suficientes para construirmos um enredo de romance policial. Relatórios de inteligência falsos poderiam ter sidos emitidos; Existem suspeitas de sabotagens, envolvendo antigos e novos dirigentes, nos períodos de transição de gestão, e coisas do gênero. Tem ajudado bastante neste sentido os depoimentos de alguns atores estratégicos durante as audiências das CPI's dos Atos Antidemocráticos de 08 de janeiro. Por isso é tão importante que eles sejam convocados na condição de convidados e não de investigados. Nesta última condição, eles dispõem da prerrogativa de se manterem em silêncio.
sexta-feira, 23 de junho de 2023
Editorial: Discretamente, Geraldo Alckmin está se tornando no grande articulador do Governo Lula.
É curioso como o ex-governador Geraldo Alckmin tentou, durante todo tempo, superar as arestas de setores resistentes do PT contra ele. O staff de campanha de Lula, à época, fazia questão de enfatizar que seu papel na campanha, na realidade, seria aparar arestas, mas não junto aos setores mais radicais da legenda. O objetivo seria a Faria Lima, com a qual ele teria um bom trânsito, construído ao longo do tempo em que governou o Estado de São Paulo. Agora, talvez, se entenda essa sua ideia fixa em aparar as arestas. Na sua cabeça, a relação com a Faria Lima já estava bastante azeitada. Era junto ao PT mais resistente onde ele deveria atuar.
Hoje, Alckmin goza de um bom trânsito junto àqueles setores. Até recentemente, foi recebido efusivamente numa feira do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. Discretamente, ele continuou construindo pontes, inclusive com o parlamento, onde o PT amarga um padrão de relacionamento conturbado. As viagens frequentes de Lula ao exterior vem contribuindo bastante para esse espaço ser ocupado pelo vice Geraldo Alckmin. Sua condição de grande articulador tem sido tão enfatizada que o seu nome já tem sido ventilado para substituir os "articuladores" do Governo, que estão batendo cabeça.
A sua condição de vice é estratégica em qualquer processo de eleições. Mas, por algum motivo, o nome de Alckmin não surge na bolsa de apostas para aleições presidenciais de 2026. Não se vislumbra a possibilidade de um eventual apoio de Lula nesse projeto. O petista estaria mais inclinado a emprestar seu apoio aos companheiros de jornadas, como Rui Costa, Fernando Haddad, entre outros nomes. Política, no entanto, como ensinava Magalhãos Pinto, é como as nuvens. Mudam a todo tempo.



